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Artigo publicado em:
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Aires José Rover"En definitiva, se puede decir que ninguna teoríapuede comprender todas las partes de la realidad,pero ninguna parte de la realidad está 'a priori' ex-cluída de una teoría científica"
 Antonio Anselmo MARTINO
 
Este texto se divide em cinco partes centrais: a primeira estuda oproblema central da construção do sistema jurídico, nos problemas da completude eda consistência do mesmo e nas formas de como solucioná-los; a segunda partediscute a informática jurídica, seu histórico e desenvolvimento; a terceira apresentaa discussão em torno da Inteligência artificial; a quarta centra-se na questão dos
 
 
sistemas especialistas legais atendo-se especialmente nos formalismos utilizados, emrespo
sta a determinados problemas de representação; a quinta e última apresentaalguns aspectos de um exemplo de Sistema Especialista Legal.Enfim, este trabalho está situado dentre aqueles que visam dar umaresposta adequada às questões postas pelo impacto da informática e das novastecnologias no direito, como tem feito Martino, Losano, Fameli e muitos outroseminentes professores.Serão usadas as seguintes abreviaturas no texto: Sistema especialistalegal e seu plural - SEL, sistema especialista e seu plural - SE, sistema jurídico - SJ,Código Penal brasileiro - CP e inteligência artificial - IA.
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Para a elaboração de um Sistema Especialista Legal, paraempreender a representação do conhecimento jurídico, é fundamental determinar oslimites da linguagem do SJ e consequentemente, a melhor maneira de representar oconhecimento em geral.Muitas vezes alguns aspectos ou situações aparecem confusos para oobservador, sem contar que sempre tem acesso parcial aos fenômenos. A realidadese apresenta a quem a observa como um caos de sensações e dados. Paracompreender esses dados é preciso organizá-los previamente em categorias, isto é,generalizar. Nessas categorias incluímos aos indivíduos da mesma espécie,classificando-os segundo critérios de alguma similitude reconhecíveis neles e de-preciando as diferenças que existam entre eles.
 
 
Uma vez que classificamos a realidade, a nomeamos dando a cadaclasse de indi
víduo uma palavra, ou seja, uma forma com significado. A linguagem éuma formalização da realidade. Com isso perde-se a sua riqueza, isto é, as diferençasque existem entre os indivíduos da mesma espécie. Porém, ganha-se algo, apossibilidade de compreender o mundo.Para o positivismo lógico a linguagem não só permite o intercâmbiode informações e de conhecimento humanos, como também funciona como meio decontrole de tais conhecimentos, que podem ser obscurecidos por certasperplexidades de natureza estritamente linguística. Para eles,"fazer ciência é traduzir numa linguagem rigorosa os dados domundo; é elaborar uma linguagem mais rigorosa que a linguagemnatural."
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 Por outro lado, tem-se um conceito menos preocupado com o rigorda linguagem, mas da mesma forma, ligado à uma certa objetividade dos termos quea compõem:"Ciencia podía ser caracterizada como un cierto conjunto deenunciados que mantienen entre sí ciertos tipos de relacionestemáticas y lógicas. Podemos decir ahora que ciencia de una ciertaregión objetiva es un conjunto de proposiciones verdaderasrelacionadas lógicamente."
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 Dessa forma, a compreensão dos fenômenos requer umarepresentação ou modelagem, de maior ou menor grau de controle e sistematicidade.O produto dessa atividade pode ser chamado de modelo, ciência, etc.
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WARAT, L.A. O direito e sua linguagem. p. 28.
 
2
 
VERNENGO. Curso de teoria general del derecho. p. 26.
 
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