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OEE – A FORMA DE MEDIR A EFICÁCIA DOS EQUIPAMENTOS

OEE – A FORMA DE MEDIR A EFICÁCIA DOS EQUIPAMENTOS

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É da máxima importância medir como os equipamentos e a forma como são conduzidos contribuem para o desempenho das empresas industriais, pois deles dependem vários aspectos chave que, em última instância, determinam o seu sucesso ou mesmo a sua sobrevivência.
Este artigo descreve onde e quando o OEE foi desenvolvido a partir das “Seis Grandes Perdas dos Equipamentos”, como calculá-lo e implementá-lo, bem como foca as estratégias e as principais ferramentas usadas para melhorar a disponibilidade e a eficiência dos equipamentos e a qualidade dos produtos por eles produzidos.

It is of major importance to measure how equipments and the way they are operated contribute to industrial companies’ performance, because some equipment dependent key aspects, in last instance, determine their success or even survival.
This article describes where and when OEE was developed, originated by “Six Big Losses of the Equipment” concept, how to calculate and implement it, as well as introduces the strategies and main tools used to improve equipment availability, efficiency and product quality.
É da máxima importância medir como os equipamentos e a forma como são conduzidos contribuem para o desempenho das empresas industriais, pois deles dependem vários aspectos chave que, em última instância, determinam o seu sucesso ou mesmo a sua sobrevivência.
Este artigo descreve onde e quando o OEE foi desenvolvido a partir das “Seis Grandes Perdas dos Equipamentos”, como calculá-lo e implementá-lo, bem como foca as estratégias e as principais ferramentas usadas para melhorar a disponibilidade e a eficiência dos equipamentos e a qualidade dos produtos por eles produzidos.

It is of major importance to measure how equipments and the way they are operated contribute to industrial companies’ performance, because some equipment dependent key aspects, in last instance, determine their success or even survival.
This article describes where and when OEE was developed, originated by “Six Big Losses of the Equipment” concept, how to calculate and implement it, as well as introduces the strategies and main tools used to improve equipment availability, efficiency and product quality.

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Published by: José Pedro Rodrigues Silva on May 10, 2009
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1/16
OEE – A FORMA DE MEDIR A EFICÁCIA DOS EQUIPAMENTOS
 
OEE – THE WAY TO MEASURE EQUIPMENT EFFECTIVENESS
José Pedro Amorim Rodrigues da Silva Engenheiro – Consultor – Formador www.freewebs.com/leanemportugal   jparsilva@sapo.pt  
Keywords
: OEE, Overall Equipment Effectiveness, Lean manufacturing, TPM, Total Productive Maintenance, Lean maintenance, Manutenção Produtiva Total, Desempenho, Eficácia, Eficiência, Disponibilidade, Qualidade, Efficiency, Performance, Availability, Quality, TEEP
Citações de Lord Kelvin:
“I often say that when you can measure what you are speaking about, and express it in numbers, you know something about it; but when you cannot express it in numbers, your knowledge is of a meagre and unsatisfactory kind…” "To measure is to know." "If you can not measure it, you can not improve it."
Resumo
É da máxima importância medir como os equipamentos e a forma como são conduzidos contribuem para o desempenho das empresas industriais, pois deles dependem vários aspectos chave que, em última instância, determinam o seu sucesso ou mesmo a sua sobrevivência. O desempenho dos equipamentos determina directamente a produtividade dos processos produtivos, influencia a eficiência da mão-obra, contribui para o nível de qualidade dos produtos e para a satisfação dos Clientes. Este artigo descreve onde e quando o OEE foi desenvolvido a partir das “Seis Grandes Perdas dos Equipamentos”, como calculá-lo e implementá-lo, bem como foca as estratégias e as principais ferramentas usadas para melhorar a disponibilidade e a eficiência dos equipamentos e a qualidade dos produtos por eles produzidos. Recorrendo a duas folhas de cálculo modelo ligadas ao ficheiro deste artigo, os conceitos e as fórmulas de cálculo podem ser facilmente entendidas e praticadas pelos leitores que também poderão utilizá-los nos seus casos reais. É realçada também a necessidade de medir como a capacidade do equipamento em gerar proveitos para as empresas está a ser aproveitada, recorrendo a outros indicadores mais globais que complementam o OEE.
 
Nos apêndices, constam um completo glossário de termos, as principais referências bibliográficas e alguns
sites
 na internet relacionados com o OEE bem como uma lista dos mais conhecidos programas informáticos. Para enriquecer o conhecimento dos leitores sobre o tema, forma previstas ligações do texto a páginas da internet, nomeadamente à enciclopédia livre www.wikipedia.org.
Introdução
 A Gestão das empresas recorre frequentemente a um conjunto de indicadores, normalmente apenas de natureza económico-financeira, sobre o mercado e a sua posição competitiva, esquecendo-se de indicadores representativos da actividade produtiva e das operações, quando estas actividades estão na origem dos factores determinantes da competitividade e dos resultados económicos. Por isso, é uma das condições básicas de uma boa gestão possuir um conjunto de indicadores representativos do desempenho da fábrica e das operações em geral. Maximizar a operacionalidade e o desempenho dos equipamentos em termos de eficiência e qualidade, deve ser um objectivo permanente dos gestores das operações das unidades industriais, de transportes, telecomunicações e de todas as empresas cuja produção dependa principalmente do bom desempenho dos equipamentos. É neste contexto que se enquadram as diversas abordagens existentes para medir o desempenho dos equipamentos, sendo reconhecido por inúmeros autores e organizações, a nível mundial, que o melhor meio de medir a eficácia dos equipamentos durante o seu funcionamento, é o indicador:
OEE – Overall Equipment Effectiveness – Eficácia Global do Equipamento
 
 
2/16
O OEE é um indicador que mede o desempenho de uma forma “tri-dimensional” (Fig.1) pois tem em consideração:
 quanto tempo útil o equipamento tem para funcionar/produzir;
 a eficiência demonstrada durante o funcionamento, isto é a capacidade de produzir à cadência nominal;
 a qualidade do produto obtida pelo processo em que o equipamento está inserido.
Fig. 1 – Tri-dimensonalidade do OEE
Outros indicadores de desempenho dos equipamentos não têm a abrangência do OEE, por exemplo, quando se focam apenas na eficiência ou no tempo disponível para produzir. Mas vejamos na figura 2, o que acontece diariamente numa grande parte dos equipamentos das unidades industriais:
Fig. 2 – A realidade do funcionamento de muitos equipamentos
Uma significativa parte do tempo em que o equipamento deveria estar a funcionar, efectivamente está parado ou a funcionar em condições que não permitem produzir à cadência ideal. O impacto negativo na produtividade e nos custos é enorme e, frequentemente, é esta situação que está na origem da falta de cumprimento dos prazos de entrega ao Cliente ou nas roturas de
stock 
 nos armazéns. Infelizmente, os clássicos mecanismos contabilísticos de controlo de custos não reflectem a “realidade” das fábricas. Se o fizessem, certamente a vida dos responsáveis das operações seria muito mais complicada, pois mostraria a “
Fábrica Escondida
” que existe em todas as unidades fabris, chamando-lhes a atenção para o
Verdadeiro Custo das Paragens
1
 e das perdas em geral.  A figura 3 mostra o conceito clássico da contabilidade de custos da produção, em que o custo das perdas e desperdícios está escondido nos vários componentes de custos. Como existem perdas em todos esses clássicos componentes de custos, a situação real é a representada na figura 4, com as perdas a atingirem valores, por vezes, muito elevados.
Fig. 3 - Custos totais da produção com as perdas “escondidas” Fig. 4 Custos das perdas de produção evidenciados
 
1
 Ver
Sites
 na internet [1]
OEE
QualidadeDisponibilidadeEficiência
Tempo
 Arranque Ajuste AvariaRefeiçãoMudança produtoEspera materialLimpezaTroca ferramentaRedução velocidade Produção
MateriaisMão-obraEnergiaManutençãoIndirectosMateriaisMão-obraEnergiaManutençãoIndirectos
Perdas
 
 
3/16
 A grande parte das perdas responsáveis por esta grande fatia de custos da produção (e dos produtos) tem origem nos chamados “
Sete Tipos de Desperdícios
”, tal como definidos por Taiichi Ohno:
 Tempos de espera
 Transportes desnecessários
 Produção em excesso (mais que e quando necessário)
 Existências (
stock 
) de materiais (mais que e quando necessárias)
 Sobre-processamento
 Movimentos desnecessários das pessoas
 Defeitos de qualidade
Fig. 5 – Taiichi Ohno
Focando-se nos equipamentos produtivos, Seiichi Nakajima definiu, de um modo mais objectivo, as principais perdas originadas pelos próprios equipamentos ou pelo modo como são operados, tendo criado as chamadas:
Seis Grandes Perdas dos Equipamentos
”.
 
Fig. 6 – Seiichi Nakajima
As seis grandes perdas dos equipamentos
 Antes de passarmos à explicação mais aprofundada do OEE e como ele é calculado, importa reter os conceitos sobre as perdas relacionadas com os equipamentos. Nakajima definiu nos seu livros [3] [4] que as perdas de produção devidas a problemas relacionados com equipamentos
2
 têm três origens:
 Perdas causadas pelas paragens não planeadas;
 Perdas resultantes por o equipamento não funcionar à velocidade/cadência nominal;
 Perdas de produto que não cumprem as especificações.  A partir destas três origens de perdas, Nakajima definiu as seis principais grandes perdas dos equipamentos produtivos:
 
 Falha/avaria do equipamento;
 Mudança (
), ajustes/afinações (
) e outras paragens;
 Esperas, pequenas paragens devidas a outras etapas do processo (a montante ou a jusante) e trabalho em vazio;
 Redução de velocidade/cadência relativamente ao originalmente planeado;
 Defeitos de qualidade do produto e retrabalho;
 Perdas no arranque e mudança de produto (produto não conforme e desperdícios de materiais). Na tabela 1, apresentam-se alguns exemplos de ocorrências que provocam os seis tipos de perdas e as suas consequências. Tabela 1
 
Perdas Ocorrências Consequências Observações 1- Avarias
 Avaria mecânica, eléctrica ou de outros sistemas que provoquem a interrupção da produção
 Falha geral do equipamento
 Quebra de ferramentas
 Paragens não planeadas para intervenções de manutenção
 Falhas de energia/utilidades Reduzem o tempo disponível para o equipamento produzir ou operar Consideram-se paragens superiores a 5-10 minutos, registadas pelo operador ou automaticamente
2- Mudança, afinação e outras paragens
 Mudança de produto
 Aquecimento/arrefecimento para mudança de ferramentas
 Substituição de ferramentas de desgaste
 Paragens para limpeza
 Falta de materiais
 Falta de operador  As perdas por mudança são reduzidas ou eliminadas pela implementação de técnicas
2
 Considera-se o binómio Equipamento-Operador, se o equipamento necessita do operador para operar, i.e., não for totalmente automático, bem como o ambiente em que ele está inserido (processo, organização, utilidades necessárias, etc.)

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Obrigado Paulo (Lindgren) pelas suas oportunas correcções do inglês. Estou a preparar a versão inglesa do artigo e já tinha corrigido os dois erros. Atentamente José Pedro Silva http://www.freewebs.com/leanemportugal/
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