• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
OdisseiaHOMEROODISSEIATradução do grego, prefácios e Notaspelos Padres E. Dias Palmeira e M. Alves CorreiaEdição revista por E. Dias PalmeiraLIVRARIA Sá DA COSTA EDITORALisboaNota da Edição informática: Esta obra foi digitada por FranciscoAlves com o OCR WordScan 3. Porque o prefácio ficou com muitoserros, foi transferido para depois do texto, antes das notas.LIVRARIA Sá DA COSTA EDITORAAugusto Sá da Costa, Lda.Rua Garrett, I OO- l 02 - Lisboa6.' EDIÇÃO, 1994Todos os direitos reservados, de harmonia com a lei em visorImpresso em PortugalISBN-972-562-324-NÍNDICE,DA PRESENTE EDIÇÃOORIGEM E SIGNIFICADO DA "ODISSEIA"o cARåcrER DE ULISSESRAPSóDIAS:I Assembleia dos deuses. Exortação de Atena a Telémaco 1 II Assembleia dos Itacenses. Viagem de Telémaco 14III Telémaco em Pilo 26iv Telémaco em Lacedemónia 41v A jangada de Ulisses 65vi Chegada de Ulisses ao país dos Feácios 79vii Entrada de Ulisses no palácio de Alcínoo 89VIII Apresentação de Ulisses aos Feácios 99ix Narrações de Ulisses: Ciclopeia 116x Acerca de Éolo, dos Lestrígones e de Circec r32xi Evocação dos mortos 149XII Sereias, Ua, Caribdes e Vacas do Sol 167XIII Partida de Ulisses do país dos Feácios e a sua chegada aïtaca 180XIV Colóquio de Ulisses com Eumeu 193
 
xv Telémaco chega à morada de Eumeu zogXVI Reconhcimento de Ulisses por Telémaco 22.6XVII Regresso de Telémaco à cidade 240XVIII Pugilato de Ulisses e de Iro z58XIX Colóquio de Ulisses com Penélope. Lavagem dos pés 271xx O que precedeu o morticínio dos pretendentes 288XXI Apresentação do arco 300XXII Morticínio dos pretendentes 313XXIII Penélope reconhece a Ulisses 3z8 XXIV A caminho do ~cs. A paz 339NOTASv355DA PRESENTE EDIÇÄOA primeira edição deste livro foi publicado em 1938, naprimeira série da Colecção de Clássicos Sá da Costa.Acrescida de um novo prefácio, a presente edição, além dascorrecções necessárias, foi provida da indicação das principaisinterpolações e acréscimos ao texto homérico, segundo os escóliose o parecer de alguns críticos antigos e modernos, bem como danumeração correspondente aos versos do texto grego. As notas,igualmente, foram revistas, às quais se ajuntaram outras quepareceram indispensáveis para a compreensão mais fácil do texto.Quanto ao texto sobre que foi feita esta tradução, devenotar-se que ela se baseia na editio stereopa publicado por C.Henzè, em 1897 (Lipsiae, in Aedibus B. G. Teubneri), a qualreproduz o texto da quarta edição dindorfiana, de que todavia oeditor se afasta, em certos casos, segundo aconselhava aautoridade e o testemunho dos textos. Além disso, foi utilizadatambém, em certos passos, a edição de L'Odyssée de V. Bérard(Société d'Edition Les Bellcs Lettres, Paris, i962), que adopta,em geral, o texto de A. Ludwich e de Th. W. Allen, cujostrabalhos paleográficos se referem a quase todos os códices epapiros desde o século III a. C. até à Renascença. Não deve,porém, julgar o leitor que, após estes trabalhos da crítica, nóspossamos hoje ler a Odisseia autêntica, tal como foi concebidapelo autor ou pelos seus autores. A sua história é demasiadolonga para que possamos apreciar todas as vicissitudes por quepassou. Sobretudo, desde que foi fixada pela escrita até aoscríticos de Alexandria, ela andou por muitas mãos e foi lida emmuitas partes da Grécia; e, como o texto nem sempre erainspeccionado, ou, pelo menos, não o era com rigor, por issofacilmente sofreu alterações e foram introduzidos variantes ou
 
interpelações. Isto em teoria é admitidoVIIpor toda a gente, mas na prática os críticos limitam-se apenasa indicar os passos suspeitos, à imitação de Aristarco, quecondenava certos versos, mas no seu texto conservava-os todos,mesmo aqueles contra os quais a condenação era mais motivada.Contudo, apesar da nossa ignorância acerca da primitiva históriado texto homérico, casos há em que a crítica pode chegar aconclusões seguras. Assim, o critério baseado nos anacronismosda Odisseia pode levar-nos a rejeitar tal verso ou tal episódioe a considerá-los alheios às realidades homéricas. Está nestecaso o "Transporte das Armas", na rapsódia XIX (1-46), onde Atenacom uma lâmpada de oiro alumia a Ulisses e a Telémaco para aexecução deste trabalho, porquanto o poema desconhece tal gênerode iluminação. Igualmente na Odisseia (XXIV, 74) a menção daânfora de Dionisos, onde foram colocadas as cinzas de Aquiles,indica por si só que se trata aqui de uma interpelação, pois queo poema fesconhece o deus do vinho.Interpolações de outro gênero, muito comuns na Antiguidade,são as políticas, provenientes de um patriotismo exagerado. OsCretenses, por exemplo, tinham tentado introduzir Creta na"Viagem de Telémaco" (Odisseia, i, 93, etc.; II, 214), ondeZenódoto substituiu "Creta" por "Esparta"; e conseguiram, defacto, interpelar alguns versos, para fazerem remontar apopulação de Creta aos tempos homéricos (Odisseia, XIX, 175 esegs.). Estas e outras interpelações, porém, como já vimos acima,os críticos costumam conservá-las nas suas edições,contentando-se apenas com indicá-las com um sinal para informaçãodo leitor.Por último, convém observar que certas repetições queocorrem no texto não têm nada que ver com as interpelações. Taisrepetições pertencem ao texto homérico autêntico; sãocaracterísticas do estilo composto de fórmulas e remontam, comohoje é admitido, à tradição aédica.DIAS PALMEIRARAPSƒDIA IAssembleia dos deuses. Exortação de Atenaa Telémacoƒ Musa, fala-me do solerte varão, que, depois de terdestruído a cidade sagrada de Tróia, andou errante por muitasterras, viu as cidades de numerosas gentes e conheceu-lhes oscostumes; e, por sobre o mar, sofreu no seu coração aflições semconta, no intento de salvar a sua vida e de conseguir o regressodos companheiros. Mas, não obstante o seu desejo, não os salvou,pois pereceram por desatino próprio os insensatos, que devoraramas vacas do Sol, filho de Hiperíone, pelo que este não os deixouver o dia do regresso. Deusa, filha de Zeus, conta-nos a nóstambém algumas dessas empresas, começando por qualquer delas.
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...