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Video como ferramenta pedagógica (Estudo de Caso)

Video como ferramenta pedagógica (Estudo de Caso)

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Published by regyna
Resumo: O objetivo deste trabalho é suscitar um debate entre educadores e comunicadores sobre o uso da vídeo-reportagem como ferramenta pedagógica (educacional). A TV é objeto de estudo permanente: abordam a presença da TV em nossas vidas; os modos como diferentes públicos se relacionam com as construções simbólicas da TV; a criação e elaboração dos produtos televisivos; as estratégias de linguagem da TV; mas, pouco se fala sobre a possibilidade de utilizar a câmera para gravar, por exemplo: uma pesquisa escolar feita por um grupo de alunos, um debate organizado por jovens e crianças sobre as eleições na escola, uma peça de teatro escrita e interpretada por adolescentes de uma comunidade rural; em seguida editar o material gravado, e, finalmente, veicular o “programa” através do canal local de uma TV a cabo. O projeto Minha Escola na TV (cinco programas produzidos e veiculados em 2006), desenvolvido no semi-árido nordestino, constitui o corpus deste trabalho.
Resumo: O objetivo deste trabalho é suscitar um debate entre educadores e comunicadores sobre o uso da vídeo-reportagem como ferramenta pedagógica (educacional). A TV é objeto de estudo permanente: abordam a presença da TV em nossas vidas; os modos como diferentes públicos se relacionam com as construções simbólicas da TV; a criação e elaboração dos produtos televisivos; as estratégias de linguagem da TV; mas, pouco se fala sobre a possibilidade de utilizar a câmera para gravar, por exemplo: uma pesquisa escolar feita por um grupo de alunos, um debate organizado por jovens e crianças sobre as eleições na escola, uma peça de teatro escrita e interpretada por adolescentes de uma comunidade rural; em seguida editar o material gravado, e, finalmente, veicular o “programa” através do canal local de uma TV a cabo. O projeto Minha Escola na TV (cinco programas produzidos e veiculados em 2006), desenvolvido no semi-árido nordestino, constitui o corpus deste trabalho.

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A vídeo-reportagem como ferramenta pedagógica emMossoró, RN:
uma análise do Projeto Minha Escola na TV
 Publicado na Ata da Conferência Internacional Educação, Globalização e Cidadania: Novas Perspectivas da Sociologia da Educação
, CD Room ISBN 978-85-7745-120.
Regina Cunha
ginauk@gmail.com
Resumo
O objetivo deste trabalho é suscitar um debate entre educadores ecomunicadores sobre o uso da vídeo-reportagem como ferramenta pedagógica(educacional). A TV é objeto de estudo permanente: abordam a presença daTV em nossas vidas; os modos como diferentes públicos se relacionam com asconstruções simbólicas da TV; a criação e elaboração dos produtos televisivos;as estratégias de linguagem da TV; mas, pouco se fala sobre a possibilidade deutilizar a câmera para gravar, por exemplo: uma pesquisa escolar feita por umgrupo de alunos, um debate organizado por jovens e criaas sobre aseleições na escola, uma peça de teatro escrita e interpretada por adolescentesde uma comunidade rural; em seguida editar o material gravado, e, finalmente,veicular o “programa” através do canal local de uma TV a cabo. O projetoMinha Escola na TV (cinco programas produzidos e veiculados em 2006),desenvolvido no semi-árido nordestino, constitui o
corpus
deste trabalho.
Palavras-chave:
educação e televisão, comunicação, responsabilidade social,cidadania.
Video-reportage as a pedagogical tool in Mossoró, RN:
analysis of theproyect
‘Minha Escola na TV’ 
Abstract
The main purpose of this analysis is to promote a debate between educatorsand communicators about the use of the video-reportage as pedagogical tool(educational). TV is object of permanent study, as example: the presence of theTV in our lives; the ways as different public managing with the symbolicconstructions of the TV; the creation and elaboration of TV-productions; thestrategies of TV-language; although not too much is explained about thepossibility to use the camera to record, as example: researches made by pupilsin a classroom; debate organized by youth about school’s elections; a playwritten and interpreted by adolescents in a rural area; and after that, prepare toedit the recorded
‘material’ 
, and, finally, to broadcast the
‘program’ 
by localchannel in a cable TV of the city. ‘Minha Escola na TV’ (five programs producedin 2006), a video-proyect developed in Brazil’s Northeastern, is the
‘corpus’ 
of this presentation.
Key-words
: education and television, comunication, social responsibility,citizenship.
1
 
Errar é humano, mas não culpem os professores
Procurar bodes expiatórios quando o resultado não dá certo é tão antigoquanto a história da humanidade e pode assumir várias formas. As criançasque vão à escola hoje nasceram no século 21. Estes pequenos estudantesvivenciam um mundo completamente diferente de tudo o que foi vivido pelasgerações anteriores. Esta geração do milênio já chega à escola “plugada” natelevisão, celular, videogame, Internet, enfim.Para acomodar os novos conhecimentos os educadores adicionampequenas partículas de informação, no “inchado e disforme” currículoescolar, ao mesmo tempo em que aumenta a cada dia, a responsabilidade daescola no sentido de ajudar a criança a entender o que significam os novostermos como cidadania, sexualidade, relações humanas, vida ativa e saudável,e ainda por cima, prepará-los para a carreira profissional. É fácil deduzir queestas crianças não discutem na escola, o próprio ambiente em que vivem, oqual hoje contém um dos mais ricos conteúdos para aprendizado, já que acriança vive rodeada de novas tecnologias, além disso, é provável que estesestudantes não estejam sendo preparados para a vida dos novos tempos. Épreciso inovar pedagogicamente através da criação de contextos que permitamàs crianças não somente adquirir conhecimentos que serão relevantes parasuas vidas, mas também, aguçar a curiosidade e a criatividade para que asbases para toda a vida emocional e intelectual sejam estabelecidas.Seque o caminho da prodão de programas de televio poestudantes pode ajudar a melhorar o aprendizado tanto na sala de aula comona vida fora da escola?A utilização de novas tecnologias em sala de aula questionada por Yelland (2007) é um alerta os educadores:
Será que entender o processo da produção jornalística podehabilitar as crianças para desenvolver um aprendizado dasmarias “antigase novas que jamais sequer havia sidopensado, antes da introdução das novas tecnologias, comocomputador, câmera digital, software de edição de vídeo on-line,entre outras inovações que estão disponíveis? (YELLAND, 2007,tradução feita pela autora do trabalho).
2
 
Inovação tecnológica Versus Inovação Pedagógica
Neste ponto é preciso recorrer a BELLONI (2003) para distinguir asinovações:
A primeira (inovação tecnológica) ocorre no campo social eeconômico, quando uma nova técnica se impõe como objeto deconsumo, mudando hábitos, saberes e modos de fazer. Ainovação pedagógica é bem mais difícil de definir. Primeiro,porque ela é relativa ao contexto (nesse sentido pode ser umaespécie de “novo antigo”); em seguida, porque é resultado deuma intencionalidade (sempre presente no ato de educar), umdesejo de mudar para melhorar, e, por último, porque, em geral,a inovação pedagógica ocorre num processo pouco planejado.a inovão educacional acontece quando a inovãopedagógica é alçada a um nível de ação política de maior amplitude no tempo e no espaço (abranncia), exigindoplanejamento e definição de projetos. (BELLONI, 2003, p.290).
Quando os primeiros carros a motor começaram a ser fabricados emgrandes quantidades, algumas pessoas acreditavam que apenas as pessoascapazes de entender o funcionamento do motor de combustão interna estariamaptas a dirigir. A prática mostrou que nem todo mundo precisou ser treinadopara ser mecânico de oficina.O verdadeiro desafio da sociedade do
chip
de silicone não é entender oque faz o
hardware
funcionar ou como produzir o
software
. É saber o que elespodem fazer, o que pode ser feito com eles e como lidar com seu produto final,produzido em massa: a informação. (LEWIS, 1987, p. 253).E a televisão?
A tevê não pára nunca de produzir informações e o público nãopára nunca de ver. Do outro lado da telinha, sentado na sala decasa ou na poltrona de um avião ou ônibus, está o telespectador.Você pode chamá-lo de cidao, ou de consumidor.Normalmente ele é as duas coisas ao mesmo tempo. Nestascondições, ele cada vez mais opina, influi e decide sobre o quegosta e o que julga importante para sua vida. (BARBEIRO, 2002,p. 18).
Você na Telinha
3

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