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 A Mulher no Islam
 
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 Índices
INTRODUÇÃO ?
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21. O ERRO DE EVA?
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52. O LEGADO DE EVA 
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73. FILHAS VERGONHOSAS?.
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114. A EDUCAÇÃO FEMININA?
..............................
135. A MULHER SUJA E IMPURA 
.........................
156. DAR O TESTEMUNHO
.......................................
177. O ADULTÉRIO
......................................................
198. JURAMENTOS
......................................................
219.
 
PROPRIEDADE DA ESPOSA?
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23
 
10. DIVÓRCIO
............................................................
2611. MÃES
.......................................................................
3312. A HERANÇA FEMININA 
.................................
3613. A CONDIÇÃO DAS VIÚVAS
...........................
3814. POLIGAMIA 
........................................................
4015. HIJAB
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47EPÍLOGO
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52REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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 A Mulher no Islam
 
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INTRODUÇÃO ?
Há 5 anos atrás, li no Toronto Star, edição de 3.7.90, um artigo intitulado"O Islam não está sozinho nas doutrinas patriarcais", de Gwyne Dyer. Oartigo descrevia as reações furiosas das participantes de uma conferênciasobre mulheres e poder, realizada em Montreal, aos comentários dafamosa feminista egípcia, Dra. Nawal Saadawi.Suas declarações "politicamente incorretas", incluíam: "os elementosmais restritivos em relação às mulheres, podem ser encontrados, primeirono Judaísmo, Velho Testamento, depois no Cristianismo e, finalmente,no Alcorão"; "todas as religiões são patriarcais porque elas provêm desociedades patriarcais"; e "o véu das mulheres não é uma práticaespecificamente islâmica mas, sim, um herança cultural antiga, comanalogia nas religiões irmãs". As participantes não puderam ficarsentadas, enquanto suas crenças estavam sendo igualadas ao Islam.Assim, a Dra. Saadawi recebeu uma avalanche de críticas. "Oscomentários da Dra. Saadawi eram inaceitáveis. Suas respostasrevelavam uma falta de compreensão acerca da fé das outras pessoas",declarou Bernice Dubois, do Movimento Mundial de Mães. "Eu tenhoque protestar", disse a participante Alice Shalvi, da televisão feminina deIsrael, "não existe o conceito do véu no Judaísmo". O artigo atribuíaesses furiosos protestos a uma forte tendência no Ocidente de culpar oIslam por práticas que são muito mais uma parte da própria herançacultural do Ocidente."As feministas cristãs e judias não se irão sentar para discutir, emigualdade de condições, com as más muçulmanas", escreveu GwyneDyer.Não me surpreendeu que as participantes da conferência tivessem uma talvisão negativa do Islam, especialmente por envolver questões femininas.Acredita-se, no Ocidente, que o Islam é o símbolo da subordinação dasmulheres por excelência. A fim de compreendermos como está enraizadatal crença, basta mencionar que o Ministro da Educação da França, a terrade Voltaire, recentemente ordenou a expulsão das escolas Francesas, detodas as jovens muçulmanas que vestissem o Hijab! (1) Na França énegado a uma jovem muçulmana, que usa um lenço, o direito à educação,enquanto que estudantes católicos podem usar uma cruz ou um estudante
 
 
 A Mulher no Islam
 
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 judeu pode usar o solidéu. A cena de policiais franceses impedindo jovens muçulmanas com as cabeças cobertas de entrarem no colégio éinesquecível. Este facto traz-nos à memória outra cena igualmente triste,a do Governador George Wallace, do Alabama, em l962, em pé, defronteao portão da escola, tentando bloquear a entrada de estudantes negros, afim de impedir a desagregação das escolas do Alabama. A diferença entreas duas cenas é que os estudantes negros tiveram a simpatia de muitaspessoas nos EUA e no mundo inteiro. O presidente Kennedy enviou aGuarda Nacional Americana para forçar a entrada dos estudantes negros.As moças muçulmanas, por outro lado, não receberam ajuda de ninguém.Sua causa parece ter muito pouca simpatia, tanto dentro da França comofora. A razão é a incompreensão e o medo de tudo o que seja islâmico nomundo actual.O que mais me intrigou sobre a conferência de Montreal foi uma questão:As declarações feitas por Saadawi, ou qualquer de suas críticas, sãoverdadeiras? Em outras palavras, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamtêm o mesmo conceito sobre as mulheres? São tais conceitos diferentes?O Judaísmo e o Cristianismo, na verdade, oferecem às mulheres umtratamento melhor do que o Islam? Qual é a verdade?Não é tarefa fácil pesquisar e encontrar respostas para estas questõesdifíceis. A primeira dificuldade é que a pessoa tem que ser honesta eobjectiva ou, pelo menos, fazer o máximo para o ser. Isto é o que o Islamensina. O Alcorão instruiu os muçulmanos a dizerem a verdade, mesmoque aqueles que sejam próximos deles não gostem disso:"... e se falardes, sede justo, mesmo que se refira a um parente próximo"(6:152);"Ó vós que creram, erijam a justiça na partilha, como testemunhas deAllah, ainda que contra vós mesmos, ou seus pais ou seus parentes, ..."A outra grande dificuldade é o fôlego irresistível do assunto. Por essarazão, durante os últimos anos, passei muitas horas lendo a Bíblia, aEnciclopédia da Religião e a Enciclopédia Judaica, na busca de respostas.Também li muitos livros que discutem a posição das mulheres nasdiferentes religiões, escritos por exegetas, apologistas e críticos. Omaterial apresentado nos capítulos seguintes representa as descobertas
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