Já tem algumas semanas que uma notícia curiosa foi publicada em vários meios de comunicação: o juiz Mário Jambo, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, concedeu habeas corpus a três crackers presos pela Polícia Federal. A liberdade provisória determina que eles leiam obras clássicas, façam um resumo para cada livro, se matriculem e freqüentem assiduamente uma escola, além de estarem proibidos de usar computadores.
Não consegui encontrar dados suficientes para entender porque o juiz em questão tomou uma decisão tão curiosa, que me parece bastante adequada para adolescentes que foram pegos fazendo alguma bobagem. Tendo em vista que eles foram presos durante a Operação Colossus, cujo objetivo era desarticular uma quadrilha especializada em furto de senhas de correntistas de bancos e falsificação de cartões de crédito, a decisão me parece mais irresponsável do que curiosa.
Prefiro pensar que o juiz em questão não estava bem informado sobre o impacto que o malware tem causado para a sociedade e como a motivação criminosa há muito já substituiu a pura curiosidade intelectual de quem pratica estes atos. Afirmo isto com base em várias pesquisas que circularam recentemente, tais como o Boletim de Segurança 2007 da Kaspersky Lab (www.kaspersky.com) e os documentos publicados pelo Panda Labs (www.pandalabs.com). Ambos são unânimes em demonstrar que essa tendência ganhou força em 2007 e não parece mudar nos próximos anos. O motivador dos eventos que envolvem quebra de segurança é o mesmo: cibercrime.
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Date Added |
05/11/2009 |
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