CAMARGO NEVES RMSA EVOLUÇÃO DO MALWARE E O QUE VOCÊ PODE FAZER CONTRA ISTO PÁGINA 2
A pesquisa do CSI fala em um total de quase US$ 67 milhões, e eu não consegui achar emnenhum lugar o volume de perdas colaterais. Mas imagine o custo envolvido somente emduas situações comuns à maioria das pessoas que usam a Internet como canal de acesso aserviços e produtos:
Se você vai comprar um produto em uma loja on-line, que passa por um
risk assessment
regular, têm ferramentas de segurança implementadas e uma equipe de resposta aincidentes, quem será que vai pagar este custo?
Sua conta bancária está protegida por criptografia em vários sistemas, o acesso aoInternet Banking requer um cartão de códigos variáveis, no
back office
existemprocessos de
Intrusion Detection Systems
, quem será que vai pagar este custo?Como você já deve ter imaginado, o custo com a proteção é repassada para o cliente, assimcomo a alta do trigo aumentou o preço do pão que você come no café da manhã. Estecusto, caro leitor, é impossível de ser calculado e certamente ultrapassa em muito osvalores estimados pelas pesquisas disponíveis. No final das contas, a verdade é que oaumento do
malware
e o direcionamento para o
cybercrime
incrementa a demanda porproteção, onera as empresas e este custo passa a fazer parte da composição de preços devários segmentos. E como podemos reduzir o impacto deste problema em nossos bolsos?
A solução é a responsabilidade direcionada para a Segurança da Informação?
De forma alguma. O aumento dos casos, abrangência dos ataques e interesse criminoso éuma evolução natural do mercado, uma vez que o e-commerce e outros setores que fazemuso intenso de tecnologia crescem a taxas incríveis, e dois componentes se mantêm:empresas que não consideram segurança como parte dos seus negócios e profissionais quedesconhecem as boas práticas em suas atividades.Falando das empresas, minha experiência mostrou uma coisa: as empresas estãointeressadas em resultados imediatos e em como isto pode reverter em benefício delas. Atéaí, nada demais, pura lei da sobrevivência. O problema é que até hoje a segurança é vistacomo um gargalo nos projetos de TI, e dificilmente como parte integrante do processo.Sempre que existe um custo ou um esforço da equipe em implementar os processos desegurança em um projeto, a cara feia do gerente de projeto e a reação imediata de tentarreduzir ambos, mostra que o desconhecimento ainda é uma constante.Se onde você trabalha não é assim, parabéns, a sua empresa é uma das poucas que já estãocom um nível de conscientização elevado, mas levando em consideração a pesquisa do CSOno mercado norte-americano (com o qual o nosso regula bastante), onde menos de 1% dasempresas participantes vão investir mais do que 22% do orçamento em segurança emconscientização, esta encrenca está longe de terminar.
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