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João Célio Floriano, tel: 71-8802-7351, e-mail:jcrfloriano@hotmail.com
FTC - FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIASCURSO: ENGENHARIA ELÉTRICA COM ÊNFASE EM AUTOMAÇÃOProfessor: João Célio Floriano
Qual deve ser o papel do engenheiro de Automação na Industria?
Formação: Instrumentação;Controle;Gerenciamento de informação;Processos e aplicação.Escopo de atividades:Definir diagramas lógicos de sistemas de controle, fazendo interface com os engenheiros deprocesso e com os fornecedores de equipamento.Definir a instrumentação necessária ao monitoramento de parâmetros de interesse do processo.Dimensionar e especificar elementos primários (sensores) e elementos finais (válvulas eposicionadores) de controle.Participar de análise de segurança e definição do Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) erealizar auditoria.Elaborar diagramas de Processo e Instrumentação (P&I);Definir arquitetura de Redes Industriais;Definir diagrama de malhas de controle;Programar as lógicas de controle;Executar a sintonia de malhas de controle;Elaborar estratégias de controle avançado;Definir sistemas SCADAs e IHMs.
O que é Automação?
A palavra Automação é um neologismo oriundo da língua inglesa, inventado pelo marketing da industria deequipamentos na década de 60.Entende-se por automação qualquer sistema, apoiado em computadores (microprocessadores), que substitua otrabalho humano e que vise a soluções rápidas e econômicas para atingir os complexos objetivos da industria edos serviços.Decorre da necessidade de garantir as especificações técnicas de produção visando a qualidade intrínseca doproduto, reduzir os custos de produção e maior controle e qualidade das informações de processo facilitando oplanejamento e controle da produção.Podendo implica na implantação de sistemas interligados e assistidos por redes de comunicação ou não.
Contextualizando a Automação Industrial dentro da Automação.
A Automação Industrial é apenas uma das variedades dos sistemas de automação. Essas variedades decorremdos diferentes graus de complexidade, diferentes meios de realização física e programação.Podemos definir 03 grandes grupos:-Os de menor complexidade implementados com microprocessadores dedicados, pouca memória, programadosem assembly e dedicados a equipamentos.-Os de média complexidade implementados com controladores programáveis isolados ou em rede, programáveiscom linguagens específicas.-Os de maior complexidade implementados com muitos computadores de vários tipos e capacidades,programados com linguagens de alto ou altíssimo nível e dedicados a integrar grandes regiões.A Automação Industrial e de serviços se insere no grupo intermediário..
A Pirâmide de Automação.
Visando definir os componentes essenciais da Automação, podemos dividir o empreendimento corporativo emcamadas ou níveis, que se sobrepõem em funcionalidade, agregando recursos de automação. A essacomposição chamamos de Pirâmide de Automação, que possui os seguintes 05 níveis:-Nível 1: é o nível de máquinas, dispositivos e componentes (controladores, sensores, transmissores, atuadores,válvulas, inversores de frequência, partidas suaves, relés de proteção, botoeiras, sinaleiras). As tecnologiasinerentes a esse nível buscam solucionar as necessidades básicas do controle.-Nível 2: sua característica é ter algum tipo de solução para a supervisão associada ao processo e tambémbusca solucionar as necessidades de controle avançado. É o nível onde as informações necessárias para operaro nível 1 são concentradas. Envolve a aplicação de tecnologias do tipo: SCADA (Supervision Control And DataAcquisition), IHM (Interface Homem Máquina) e otimização de processo.-Nível 3: propicia soluções para o controle do processo de produtivo da planta industrial, trata basicamente damanipulação e tratamento da informação da área industrial da industria. Normalmente é constituído de bancos dedados com informações dos índices de qualidade da produção, relatórios e estatísticas de processo, índice de
 
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produtividade, algoritmos de otimização da operação produtiva e gestão de produção utilizando tecnologias deMES (Manufacturing Execution System) PIMS (Process Information Management System).-Nível 4: neste nível extrapolamos os limites da área industrial e partimos para solucionar as necessidades daautomação da informação no contexto coorporativo. Trata de tecnologias voltadas para a programação eplanejamento da produção e a cadeia de suprimentos (Logística), gestão financeira e administrativa e controle devendas. Agrupamos a tecnologia destinada a esse tipo de solução sobe a denominação de ERPs (EnterpriseResource Planning).-Nível 5: é responsável pela administração dos recursos da empresa em sua totalidade, onde são tomadas asdecisões estratégicas, chamamos essas soluções de EIS (Executive Information Systems).
Os focos da Automação Industrial: Controle e Informação.
A Automação Industrial trata de sistemas dinâmicos e seu foco são o Controle e na Informação. O controle deprocesso e a coleta, tratamento e análise da informação são atividades corriqueiras dentro da industrial. Quandoesses processos não são automatizados, sendo tratados manualmente, elas ficam dependentes da interferênciae decisão humana e são ditos processos manuais.O Controle e a Informação quando tratadas manualmente sofrem o impacto da diferença na perspectiva, idéia einterpretação das pessoas responsáveis pela operação do processo. Sendo visível o impacto dessas diferençastanto na qualidade quanto na produtividade de várias plantas. Esta inconsistência é um impulsionador crítico dosinvestimentos em automação pelas companhias, já que a Automação reduz os pontos de decisão humana, quepodem ser a fonte de substancial inconsistência na produção.À medida que o papel da automação cresce na operação da planta, o papel do operador na sala de controlemuda. Sem automação, os operadores dedicam uma quantidade significativa de tempo em manobras e ajustesde controle. Com automação, o operador primariamente monitora performance e busca por oportunidades demaximizar a performance da planta.Com a eliminação da necessidade frequente de manobras pelo operador, os operadores dedicam-se mais aoentendimento do processo. Como é dito pelos especialistas: o entendimento do processo é muito mais críticopara operadores, pois conforme eles aprendem mais sobre o processo de produção mais encontramoportunidades de empurrar a planta para seu potencial máximo.Contudo, isso não irá acontecer se os operadores dedicam boa parte de seu tempo a manobras e ajuste ou nãotêm um forte entendimento dos fundamentos do processo de controle e como eles podem associá-los aprodutividade total da planta.
Razões para utilização da Automação Industrial:
-Garantia de repetibilidade (precisão e confiabilidade) assegurando a qualidade na produção;-Realização de tarefas impossíveis ou agressivas ao ser humano;-Rapidez de resposta ao atendimento da produção;
 
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-Redução de custos de produção;-Restabelecimento mais rápido do sistema produtivo.
Os tipos de industrias e os segmentos industriais.
A industria é normalmente classificadas em Manufatura ou Processo de acordo com as características deprodução, da mesma forma, são agrupadas em segmentos de acordo com o que produzem.Os principais segmentos industriais são: Petróleo e Gás Químicos e Petroquímicos, Mineração, Siderurgia,automobilística, Alimentos e Bebidas, Cimento, Têxtil, Papel e Celulose, Couro e vestuário entre outros.Manufatura é geralmente uma industria de bens de consumo ou de montagem e pode ser do tipo job-shop ouflow-shop. Processo é geralmente uma industria de base, ou de transformação a exemplo de químicas,petroquímicas, cimenteiras. Está associada à transformação físico-química.
Sistemas Dinâmicos.
Entendemos por Sistemas Dinâmicos aqueles cujo fenômeno evolui no tempo. São sistemas regidos porequações diferencias ou de diferenças, em que o tempo é a variável independente. Por analogia, estende-se otermo dinâmico a todos os fenômenos térmicos, químicos, fisiológicos, ecológicos, etc, que também sejamregidos por equações do mesmo tipo.
Um segundo significado, mais amplo para sistemas dinâmicos, tornou-se essencial nas últimas décadas,devido aos inúmeros e importantíssimos sistemas artificiais que não se podem descrever por equaçõesdiferenciais ou de diferenças. São as filas de serviço, os computadores, as manufaturas os sistemas dechaveamento manual ou automático.São estruturas que impõe principalmente regras lógicas, de causa e efeito, e seus sinais são númerosnaturais representantes de quantidades de recursos ou entidades. São sistemas acionados por eventos,também poderiam ser chamados de logísticos.Os sistemas de maior interesse em Controle são os dinâmicos acionados pelo tempo. Em automação sãoos acionados a evento, especialmente a evento discreto.Um evento é por natureza discreto no tempo, mas justifica-se o nome de sistemas a evento discreto parasalientar a idéia de evento de amplitude pertencentes a um conjunto discreto. Em inglês: Discrete EventSystems – DES.O engenheiro de automação precisa, antes de tudo, garantir consequências bem definidas, seguras empresença de eventos externos, sejam eles raros ou frequentes. Garantidas essas consequências, éanalisado o desempenho econômico e de confiabilidade por meio de estatística e simulações.
Controle Dinâmico
O controle dinâmico é o uso deliberado de medidas das saídas do sistema a fim de melhorar o seu desempenhooperacional, num esquema de realimentação ou feedback em torno do sistema original para o aperfeiçoamentodo processo, seja em velocidade e precisão, seja em custo.
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