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Obras poéticas de Bocage: elogios dramáticos, dramas alegóricos, fragmentos

Obras poéticas de Bocage: elogios dramáticos, dramas alegóricos, fragmentos

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BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du (1875) — Obras poéticas de Bocage. Porto: Imp. Portugueza, vol. 4
BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du (1875) — Obras poéticas de Bocage. Porto: Imp. Portugueza, vol. 4

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OBRAS
POETICAS
DR
BOCAGE
VOLUME
IV
.:Joi(IOII
drnmatlcos,
Dratna!l
allt"gorleos,
Fragmt"nto!ll
PORTO
IMPRENSA PORTUGUEZA
-JmiTORA
1875
 
ELOGIOS
1
tr
Aos
faustissimos
annos da
FidelissimaRainha
de
Portugal,
D. Maria I
)
(Recitado
no Theatro
da
Rua
dos Condes,
em
17
de Dezembro
de
1799)
A rispida estação tumllltuosa,Que de vspo.r medonho assombra os ares,Que das
Eóli:1s
grutas
desferrolhaEstrondosos tufões, e além
d~s
nuvf'ns
O
pélago arrogante em sPrras mand3;
Es~e
triste
oppres~;or
:da
Natureza,Monarca das horrísonus procellas,Cuja
grenha
eniça-da os gêlos
c'roam;
Que
arreme:;;l!a
o trovão, que accende o mio
Na
voz terrível, nos terríveis olhos,
E,
saudoso do cáhos, cvmo que
intenta
1
Fingil-o,
arremedai-o em seus horrores:O carrancudo, tenebroso
Inverno,
j'
 
6
OBR.A.S
DE
BOCAGE
Á
face de alto horóscopo brilhante
Foi
por
lei divinal,
por
lei dos FadosConstrangido a despir tartáreo luto.
Eis
dobrando a cerviz, eis bonançoso,O tyranno
da
luz sacode as trévas:Respira a Natureza, o céo réspira,VitJ·eos.
os
mares sobre as praias dormem,Onde Aquilo
rugiu
Favonio brinca,• A nascer entre a neve aprendem rosas;
Amor
sentindo, o rouxinol se inflamma,
*
Contente, illuso, não conhece o tempo,
*
Vêl-a imagina, e canta a primavera.Surgindo em
tanto
na
purpurea
nuvem,Télas trajando fulgurantes de ouro,
De
jasmins immortaes a fronte orlada,Com risos, que estudou de
um
Deua
na
face,A scintillante Aurora o pólo esmalta.Seus lumes como nunca então raiaram,E gota, e gota de macio orvalhoQue esparzin no teu seio, oh Lysia, oh patria,
Foi
ledo agouro,
foi
suave emblema
De
mil bens, que dos céos a
ti
dimanam.Maria, a mãe de heróes, de heróes a filhaA
Jove
mereceu tão novo indulto,Trouxe tão novo indulto
Natureza.
Seu
natal sobre-sáe aos mais fnlgontesQuanto no ethereo cume, alardeando
,,
Torrentes de fulgor, que o pólo innundam,

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