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Obras poéticas de Bocage: versões líricas, episódios traduzidos, fastos

Obras poéticas de Bocage: versões líricas, episódios traduzidos, fastos

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BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du (1875) — Obras poéticas de Bocage. Porto: Imp. Portugueza, vol. 5
BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du (1875) — Obras poéticas de Bocage. Porto: Imp. Portugueza, vol. 5

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Published by: Maria do Rosário Monteiro on Jul 09, 2013
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OBRAS
POETICAS
DE
-BOCAGE
VOLUlliE
V
'l'ersões
lyrleas,
Episodios
traduzidos,
Fastos
PORTO
UIPRE~SA
PORTUGUEZA
-EDITORA
1875
 
VERSÕES
L
YRICAS
A
Existencia de Deus
(Extrahlda
do ;poema A Religião de Racine)
O Deus, a quem
se
deve a nossa crença,Mortaes,
é
Deus occulto:Mas oh l Que irrefragaveis -testemunhasAnte nós congregadas,Pelas quaes se revele a gloria sua,A sua omnipotencia IRespondei, mar, e céo, responde, oh terra,Astros, mundos brilhantes,Que mão vos esparziu, vos tem suspensos
Na
ethérea immensidade?D'onde te veiu, oh noute, o véo lustroso?
.
Céos l oh céos l Que grandeza IQue assombro I Que esplendor l Que magestade I
Em
vós, em vós conheçoQuem milagres sem conto obrou sem custo;Quem nos vossos desertosAs luzes semeou, como semêa
Na
terra o pó volatil.
 
6
OBRAS
DE
BOCAGE
Oh
tocha do universo, auctor dos dias,
Da
aurora annunciado
I
Oh
astro sempre o mesmo, e sempre novo!A que mando obedeces,Porque preceito, oh ·sol, dos mares surges,Restituindo ao mundoO raio amigo, a fertil claridade?
De
teus lumes saudosoCada dia te espero, e
tu
não faltas.
Ahl
Sou eu quem te chama?Sou eu talvez quem te regula o passo?E a ti, pelago horrendo,Que
em
teu
bojo voraz como que intentasAbsorver toda a terra,Que alto poder no carcere arenosoRetem, constrange, enfreia?
Em
vão forcejas, assanhado e torvo
Para
arrombar teus muros ;Morrem na praia as espumosas furias.Esses, cuja avarezaNo teu
~io
traidor corre a punir-se,Quando em serras e abysmos
Ora
os levas aos céos, ora aos infernos,Imploram-te clemencia?
De
olhos fitos
na
abobeda celeste,
Na
fonte d'oude emanaSobre
os
tristes mortaes macio orvalho
De
amor~
e de piedade,

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