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Espionagem dos EUA se espalhou pela América Latina

Espionagem dos EUA se espalhou pela América Latina

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08/08/2013

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Espionagem dos EUA se espalhou pela América LatinaDepois do Brasil, Colômbia foi o país mais vigiadoVenezuela também entrou na mira de programas americanosRIO - Os Estados Unidos têm programas de espionagem e rastreamento funcionando em váriosoutros países da América Latina, além do Brasil. Documentos sigilosos da Agência de SegurançaNacional (NSA, na sigla em inglês) aos quais o GLOBO teve acesso mostram que situações similaresocorrem no México, Venezuela, Argentina, Colômbia e Equador, entre outros.Um dos aspectos que se destaca nos documentos é que, de acordo com eles, os Estados Unidosparecem não estar interessados apenas em assuntos militares, mas também em segredoscomerciais -
“petróleo” na Venezuela e “energia” no México, segu
ndo uma listagem produzida pelaNSA no primeiro semestre deste ano.A Colômbia foi o segundo alvo prioritário na América Latina nos últimos cinco anos - logo depoisdo Brasil e do México - na atividade de espionagem da Agência de Segurança Nacional.Documentos da agência, aos quais O GLOBO teve acesso, mostram uma coleta de informações naColômbia em fluxo expressivo e constante, embora variável, no período entre 2008 e o primeirotrimestre deste ano, até março passado.Não há provas disponíveis de que a espionagem via satélites, de telefonia e correspondênciaeletrônica, com equipes da NSA e da CIA (Agência Central de Inteligência) tenha continuado nosúltimos três meses.De janeiro a março passado, de acordo com os documentos, agentes da NSA realizaram ações de
espionagem na América Latina usando ao menos dois programas: “Prism” (no período de 2 a 8 defevereiro) e “Boundless Informant” (de janeiro a março).
 
O “Prism” possibilita acesso a e
-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes deempresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube. Através dele, a NSA levantou dados
 
sobre petróleo e aquisições militares da Venezuela, energia e narcóticos do México, além de termapeado a movimentação das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc).O mapa da NSA (acima à esquerda) mostra claramente a quantidade de dados transmitidos porcabos submarinos de fibra ótica que a agência poderia capturar em abril de 2007. Esse fluxo de
informações serviria para abastecer o processamento com uso do “Prism”.
 Esse programa, no entanto, não permite o acesso a todo o universo de comunicações. Grandesvolumes de tráfego de telefonemas e de dados na internet ocorrem fora do alcance da NSA e seusparceiros no uso do Prism.Para ampliar seu raio de ação, a agência desenvolveu outros programas com parceiros
corporativos capazes de lhe abrir acesso às comunicações internacionais. É o caso do “BoundlessInformant”, para catalogação de telefonemas e acessos à internet.
 Um documento sem data, que acompanha mapas de 2012, descreve as atribuições da operação
“Silverzephyr” (o codinome é referência a uma linha de trem que existiu nos Estados Unidos nosanos 1940). Segundo uma apresentação interna da NSA (veja acima), a “Silverzephyr” tinha comoobjetivo “acessar linhas de transmissão de informações através de um parceiro”. A agência tem
como política construir parceria com empresas privadas operadoras de satélites, telefonias e redesde transmissão de dados. O alvo, como mostra a imagem, eram países da América Latina. Peladocumentação é possível concluir que, nessa região, a agência coletou informações a partir detelefonemas, faxes e e-mails rastreados, possivelmente pelo programa Fairview.A importância das operações na Colômbia é destacada em mapas da agência. Em parte, pode ser justificada pela intensa cooperação entre os governos de Washington e Bogotá na ofensiva contraa guerrilha das Farc e sua aliança financeira com os cartéis do narcotráfico. Mas, além dosaspectos militares, há também econômicos - como petróleo.A Colômbia mantém uma aliança militar com os EUA sem paralelo nos demais países da Américado Sul. Isso a torna área privilegiada para as agências americanas, como a NSA, na rotina de coletade informações ao Norte e ao Oeste da América do Sul.

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