Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
7Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Educação Inclusiva

Educação Inclusiva

Ratings: (0)|Views: 1,978 |Likes:
Published by ACADEMICO 2009
A psicopedagoga Edicléa Mascarenhas, professora adjunta do Departamento de Educação
Inclusiva e Continuada da Faculdade de Educação da UERJ, onde coordena o Núcleo de Educação
Inclusiva e a área de Educação Especial nos Cursos de Pedagogia Presencial e a Distância, nos fala a
respeito das características de uma proposta educacional realmente inclusiva, traçando um panorama
dos avanços que o país vem obtendo nesse sentido, e ressaltando os ganhos para toda a sociedade.
A psicopedagoga Edicléa Mascarenhas, professora adjunta do Departamento de Educação
Inclusiva e Continuada da Faculdade de Educação da UERJ, onde coordena o Núcleo de Educação
Inclusiva e a área de Educação Especial nos Cursos de Pedagogia Presencial e a Distância, nos fala a
respeito das características de uma proposta educacional realmente inclusiva, traçando um panorama
dos avanços que o país vem obtendo nesse sentido, e ressaltando os ganhos para toda a sociedade.

More info:

Published by: ACADEMICO 2009 on May 15, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/03/2012

pdf

text

original

 
Página
1
de
9
 
Educação
 
inclusiva
 
 propicia
 
encontro
 
com
 
a
 
diversidade
 
humana
 
 A
 
 psicopedagoga
 
Edicléa
 
Mascarenhas,
 
 professora
 
adjunta
 
do
 
Departamento
 
de
 
Educação
 
Inclusiva
 
e
 
Continuada
 
da
 
Faculdade
 
de
 
Educação
 
da
 
UERJ,
 
onde
 
coordena
 
o
 
Núcleo
 
de
 
Educação
 
Inclusiva
 
e
 
a
 
área
 
de
 
Educação
 
Especial 
 
nos
 
Cursos
 
de
 
Pedagogia
 
Presencial 
 
e
 
a
 
Distância,
 
nos
 
 fala
 
a
 
respeito
 
das
 
características
 
de
 
uma
 
 proposta
 
educacional 
 
realmente
 
inclusiva,
 
traçando
 
um
 
 panorama
 
dos
 
avanços
 
que
 
o
 
 país
 
vem
 
obtendo
 
nesse
 
sentido,
 
e
 
ressaltando
 
os
 
 ganhos
 
 para
 
toda
 
a
 
sociedade.
 
MOBILIZADORES
 
COEP
VOCÊ
 
PODERIA
 
TRAÇAR
 
UM
 
RÁPIDO
 
HISTÓRICO
 
DO
 
TIPO
 
DE
 
EDUCAÇÃO
 
DISPENSADA
 
A
 
PESSOAS
 
COM
 
DEFICIÊNCIA
 
NO
 
BRASIL
 
DESDE
 
O
 
SURGIMENTO
 
DO
 
“MODELO
 
MÉDICO”?
 
EM
 
QUE
 
PARADIGMAS
 
ESTE
 
MODELO
 
SE
 
BASEAVA?
 
R.:
 
O
 
“modelo
 
médico” 
 
é
 
uma
 
 forma
 
clássica
 
de
 
se
 
denominar 
 
a
 
visão
 
do
 
atendimento
 
a
 
alunos
 
com
 
deficiências
 
baseado
 
na
 
supremacia
 
do
 
orgânico,
 
ou,
 
melhor 
 
dizendo,
 
no
 
reducionismo
 
aos
 
aspectos
 
orgânicos
 
como
 
 fundamentais
 
e
 
deterministas
 
no
 
 processo
 
de
 
desenvolvimento
 
do
 
ser 
 
humano.
 
Este
 
conceito
 
 foi 
 
muito
 
explicitado
 
 pelo
 
 filósofo
 
Michell 
 
Foucault 
 
em
 
suas
 
obras,
 
quando
 
discute
 
a
 
redução
 
das
 
 práticas
 
médicas
 
e
 
 pedagógicas
 
a
 
uma
 
ortopedia
 
do
 
corpo
 
e
 
da
 
mente
 
com
 
objetivo
 
de
 
“controle”.
 
No
 
Brasil,
 
no
 
início
 
do
 
século
 
 passado
 
quando
 
se
 
implantou
 
a
 
educação
 
 pública
 
 para
 
todos,
 
imediatamente
 
 foram
 
criados
 
“Serviços
 
de
 
Higiene
 
Escolar”,
 
que
 
 possuíam
 
como
 
 função
 
avaliar 
 
condições
 
ambientais
 
dos
 
espaços
 
escolares
 
e
 
também
 
a
 
saúde
 
 física
 
e
 
mental 
 
das
 
crianças
 
e
 
sua
 
elegibilidade
 
à
 
“escola
 
 para
 
todos”.
 
Enfatizo
 
este
 
aspecto
 
histórico
 
 porque
 
hoje
 
ainda
 
 perseguimos
 
o
 
ideário
 
da
 
“educação
 
 para
 
todos”.
 
Por 
 
meio
 
da
 
criação
 
de
 
Serviços
 
de
 
Higiene
 
Mental 
 
dentro
 
das
 
Secretarias
 
de
 
Educação,
 
alguns
 
estados
 
como
 
Rio
 
de
 
 Janeiro,
 
São
 
Paulo
 
e
 
Minas
 
Gerais
 
começaram
 
a
 
“analisar” 
 
e
 
“diagnosticar” 
 
esta
 
clientela
 
que
 
não
 
aprendia.
 
Estes
 
serviços
 
inaugurariam
 
o
 
“modelo
 
médico” 
 
em
 
Educação
 
Especial,
 
ainda
 
muito
 
 forte
 
até
 
hoje
 
no
 
ideário
 
da
 
educação
 
brasileira,
 
que
 
 privilegia
 
o
 
discurso
 
da
 
 patologização
 
no
 
 processo
 
de
 
ensino
aprendizagem.
 
Havia
 
instrumentos
 
legais
 
que
 
isentavam
 
de
 
matrícula
 
em
 
 grupos
 
escolares
 
os
 
“imbecis” 
 
ou
 
os
 
que
 
 por 
 
qualquer 
 
defeito
 
orgânico
 
 fossem
 
incapazes
 
de
 
receber 
 
instrução.
 
Sendo
 
assim,
 
os
 
“anormais” 
 
mais
 
evidentes
 
 já
 
eram
 
excluídos
 
desde
 
o
 
início
 
do
 
 processo
 
de
 
escolarização.
 
Os
 
Serviços
 
de
 
Higiene
 
serviam,
 
então,
 
 para
 
cuidar 
 
das
 
dependências
 
 físicas
 
das
 
escolas,
 
da
 
saúde
 
dos
 
alunos,
 
 professores
 
e
 
 funcionários,
 
e
 
também
 
 para
 
selecionar 
 
os
 
diversos
 
“deficientes
 
do
 
sistema”,
 
ou
 
seja,
 
os
 
 preguiçosos,
 
tímidos,
 
indisciplinados,
 
retardados
 
 por 
 
diferentes
 
causas
 
tais
 
como
 
alcoolismo
 
 paterno,
 
maus
 
tratos
 
e
 
miséria.
 
Toda
 
vez
 
que
 
uma
 
equipe
 
técnica
 
 privilegia
 
o
 
orgânico
 
como
 
 fator 
 
condicionante
 
do
 
 processo
 
de
 
aprendizagem
 
do
 
aluno
 
 pode
se
 
dizer 
 
que
 
está
 
repetindo
 
este
 
modelo.
 
MOBILIZADORES
 
COEP
 
 
ESSE
 
MODELO
 
MÉDICO
 
AINDA
 
TEM
 
REPERCUSSÃO
 
NOS
 
DIAS
 
DE
 
HOJE?
 
 
Página
2
de
9
 
R.:
 
O
 
modelo
 
médico
 
deixou
 
alguns
 
legados
 
no
 
 panorama
 
do
 
atendimento
 
a
 
crianças
 
com
 
deficiências,
 
que
 
hoje
 
estão
 
sendo
 
revistos,
 
como,
 
 por 
 
exemplo,
 
a
 
tendência
 
de
 
se
 
denominar 
 
“crianças
 
 para
 
a
 
escola” 
 
e
 
“crianças
 
 para
 
a
 
instituição”,
 
“crianças
 
que
 
não
 
aprendem”.
 
Na
 
educação
 
de
 
surdos,
 
 por 
 
exemplo,
 
este
 
modelo
 
se
 
refletiu
 
durante
 
muito
 
tempo
 
com
 
a
 
 primazia
 
do
 
ouvinticentrismo
 
e
 
do
 
oralismo,
 
em
 
detrimento
 
do
 
respeito
 
ao
 
direito
 
de
 
a
 
 pessoa
 
surda
 
ser 
 
bilíngüe.
 
Infelizmente,
 
ainda
 
encontramos
 
equipes
 
de
 
educação
 
especial 
 
submetendo
 
sua
 
ação
 
a
 
um
 
“laudo
 
clínico”.
 
Sem
 
dúvida,
 
é
 
importante
 
uma
 
articulação
 
entre
 
os
 
campos
 
de
 
saberes
 
da
 
educação
 
e
 
da
 
saúde,
 
 porém
 
sempre
 
numa
 
 perspectiva
 
totalizadora
 
do
 
sujeito.
 
 
retomando
 
ao
 
conceito
 
“modelo
 
médico” 
 
 gostaria
 
de
 
enfatizar 
 
o
 
seu
 
aspecto
 
conotativo,
 
 porque
 
hoje
 
encontramos
 
médicos
 
e
 
outros
 
 profissionais
 
de
 
saúde
 
com
 
uma
 
visão
 
aprofundada
 
da
 
importância
 
dos
 
aspectos
 
 pedagógicos
 
no
 
 processo
 
de
 
desenvolvimento
 
de
 
seus
 
clientes.
 
MOBILIZADORES
 
COEP
O
 
QUE
 
REPRESENTA
 
A
 
DECLARAÇÃO
 
DE
 
SALAMANCA,
 
DE
 
1994,
 
PARA
 
A
 
GARANTIA
 
DE
 
ATENDIMENTO
 
EDUCACIONAL
 
ÀS
 
PESSOAS
 
COM
 
DEFICIÊNCIA?
 
R.:
 
 A
 
Declaração
 
de
 
Salamanca
 
(1994)
 
 propôs
 
uma
 
revisão
 
do
 
 paradigma
 
de
 
atendimento
 
educacional 
 
até
 
então
 
oferecido
 
na
 
área
 
da
 
Educação
 
Especial.
 
Tendo
 
como
 
escopo
 
 principal 
 
a
 
Declaração
 
Mundial 
 
dos
 
Direitos
 
Humanos
 
e
 
o
 
Plano
 
de
 
Educação
 
 para
 
Todos
 
(1990),
 
a
 
Declaração
 
salienta
 
que
 
as
 
escolas
 
necessitam
 
ajustar 
se
 
às
 
crianças,
 
independentemente
 
de
 
suas
 
condições
 
 físicas,
 
sociais
 
e
 
lingüísticas.
 
Neste
 
contexto,
 
incluem
se
 
as
 
crianças
 
com
 
deficiências,
 
as
 
superdotadas,
 
crianças
 
de
 
 populações
 
nômades,
 
crianças
 
de
 
rua,
 
de
 
diferentes
 
etnias
 
e
 
culturas
 
e
 
de
 
 grupos
 
menos
 
 favorecidos
 
e
 
marginais.
 
O
 
documento
 
recomenda
 
que
 
mesmo
 
crianças
 
com
 
incapacidades
 
 graves
 
deverão
 
ser 
 
incluídas
 
nas
 
estruturas
 
educativas
 
destinadas
 
à
 
maioria
 
das
 
crianças.
 
Neste
 
sentido,
 
o
 
 grande
 
desafio
 
é
 
repensar 
 
uma
 
 pedagogia
 
que
 
seja
 
centrada
 
nas
 
crianças.
 
O
 
documento
 
enfatiza
 
também
 
que
 
as
 
 pessoas
 
com
 
deficiências
 
têm
 
sido
 
marcadas
 
 por 
 
uma
 
sociedade
 
que
 
acentua
 
mais
 
os
 
seus
 
limites
 
do
 
que
 
suas
 
 potencialidades.
 
Um
 
dos
 
 princípios
 
básicos
 
da
 
Declaração
 
de
 
Salamanca
 
é
 
o
 
de
 
que
 
nas
 
escolas
 
inclusivas
 
todos
 
os
 
alunos
 
 possam
 
aprender 
 
 juntos.
 
Propõe
 
também
 
a
 
necessidade
 
de
 
revisão
 
dos
 
currículos,
 
bem
 
como
 
a
 
definição
 
de
 
estratégias
 
de
 
apoio,
 
da
 
utilização
 
de
 
recursos
 
e
 
a
 
cooperação
 
com
 
as
 
respectivas
 
comunidades.
 
 A
 
Declaração
 
orienta
 
também
 
 para
 
o
 
 fato
 
de
 
que
 
em
 
locais
 
ou
 
 países
 
onde
 
ainda
 
não
 
existia
 
o
 
modelo
 
clássico
 
da
 
Educação
 
Especial,
 
ou
 
seja,
 
o
 
modelo
 
que
 
 privilegia
 
escolas
 
e
 
classes
 
especiais,
 
que
 
sejam
 
implantados
 
modelos
 
inclusivistas
 
com
 
os
 
serviços
 
de
 
apoio
 
necessários.
 
O
 
objetivo
 
central 
 
do
 
documento
 
é
 
o
 
de
 
que
 
os
 
alunos
 
 possam
 
ser 
 
atendidos
 
nas
 
comunidades
 
em
 
que
 
vivem,
 
ressaltando
 
o
 
 fato
 
de
 
que
 
nos
 
locais
 
onde
 
existem
 
escolas
 
especializadas
 
menos
 
de
 
l%
 
da
 
 população
 
com
 
deficiência
 
é
 
atendido
 
 por 
 
este
 
tipo
 
de
 
sistema
 
centralizado.
 
 
Página
3
de
9
 
MOBILIZADORES
 
COEP
 
 
EM
 
QUE
 
SE
 
DIFERENCIA
 
O
 
PARADIGMA
 
DA
 
INCLUSÃO
 
PROPOSTO
 
PELA
 
DECLARAÇÃO
 
DE
 
SALAMANCA
 
DO
 
MODELO
 
TRADICIONAL
 
DE
 
ENSINO?
 
R.:
 
Na
 
verdade,
 
o
 
 paradigma
 
da
 
inclusão
 
 proposto
 
 pela
 
Declaração
 
opõe
se
 
ao
 
modelo
 
tradicional 
 
definido
 
como
 
sistema
 
de
 
cascata
 
ou
 
mainstreaming,
 
em
 
que,
 
após
 
a
 
avaliação
 
dos
 
limites
 
e
 
 possibilidades
 
do
 
aluno
 
com
 
deficiência,
 
o
 
mesmo
 
é
 
encaminhado
 
 para
 
uma
 
 pirâmide
 
de
 
serviços
 
(classe
 
regular,
 
classe
 
regular 
 
com
 
sala
 
de
 
recursos
 
como
 
apoio,
 
classe
 
especial 
 
 ,
 
escola
 
especial).
 
Este
 
modelo
 
 parte
 
do
 
 princípio
 
de
 
que
 
o
 
aluno
 
se
 
ajusta
 
a
 
um
 
sistema
 
 pré
existente.
 
Na
 
visão
 
inclusivista,
 
o
 
sistema
 
é
 
que
 
necessita
 
adaptar 
se
 
às
 
singularidades
 
do
 
aluno
 
especial.
 
Neste
 
sentido,
 
as
 
necessidades
 
de
 
adequação
 
das
 
estratégias
 
 políticas,
 
econômicas
 
e
 
sociais
 
são
 
 prementes.
 
 A
 
inclusão
 
implica
 
mudança
 
radical.
 
 A
 
imagem
 
que
 
define
 
a
 
escola
 
inclusiva
 
é
 
a
 
metáfora
 
do
 
caleidoscópio,
 
 proposta
 
 por 
 
Marsha
 
Forest,
 
 porque,
 
 para
 
que
 
este
 
brinquedo
 
ofereça
 
um
 
espetáculo
 
visual,
 
necessita
 
de
 
todas
 
as
 
 partes
 
diversas
 
e
 
heterogêneas
 
que
 
o
 
compõem.
 
Se
 
alguma
 
destas
 
 partes
 
 for 
 
retirada,
 
o
 
resultado
 
é
 
menos
 
complexo
 
e
 
rico.
 
 As
 
crianças
 
desabrocham,
 
aprendem
 
e
 
evoluem
 
num
 
ambiente
 
rico
 
e
 
variado.
 
 As
 
 figuras
 
 produzidas
 
 pelo
 
caleidoscópio
 
não
 
 podem
 
ser 
 
reproduzidas
 
somente
 
 por 
 
uma
 
 parte
 
das
 
 peças.
 
 As
 
crianças
 
 precisam
 
sentir 
 
que
 
são
 
 parte
 
integrante
 
da
 
comunidade
 
e
 
que
 
 podem
 
ter 
 
sua
 
contribuição
 
na
 
 família,
 
na
 
escola
 
e
 
no
 
bairro
 
onde
 
vivem.
 
Similar 
 
ao
 
caleidoscópio
 
que
 
modifica
 
continuamente
 
a
 
sua
 
imagem,
 
os
 
indivíduos
 
também
 
mudam,
 
e,
 
a
 
cada
 
mudança,
 
modificam
 
também
 
o
 
 perfil 
 
de
 
sua
 
comunidade.
 
O
 
caleidoscópio
 
é
 
circular,
 
não
 
se
 
encontra
 
nele
 
um
 
compartimento,
 
nem
 
divisão,
 
cada
 
componente
 
se
 
constitui 
 
como
 
único
 
e
 
essencial.
 
Os
 
sistemas
 
escolares
 
que
 
adotaram
 
o
 
modelo
 
do
 
caleidoscópio
 
concentram
 
seus
 
esforços
 
nas
 
classes
 
comuns.
 
Os
 
alunos
 
com
 
sua
 
bagagem
 
única
 
de
 
cultura,
 
de
 
talentos
 
e
 
de
 
necessidades
 
 particulares
 
 podem
 
estudar 
 
 juntos,
 
lado
 
a
 
lado,
 
nas
 
classes
 
ordinárias.
 
Dessa
 
 forma,
 
um
 
cenário,
 
segundo
 
Forest,
 
é
 
capaz
 
de
 
emergir:
 
todas
 
as
 
crianças
 
da
 
coletividade
 
são
 
acolhidas
 
nas
 
escolas
 
locais.
 
Se
 
 
na
 
coletividade
 
uma
 
criança
 
que
 
apresenta
 
necessidades
 
especiais,
 
seus
 
 pais
 
a
 
inscrevem
 
na
 
escola
 
local,
 
esta
 
acolhe
 
os
 
 pais
 
e
 
a
 
criança,
 
que
 
entra
 
numa
 
classe
 
comum
 
em
 
companhia
 
de
 
colegas
 
de
 
sua
 
idade;
 
a
 
escola,
 
então,
 
organiza
 
reuniões
 
com
 
o
 
objetivo
 
de
 
discutir 
 
de
 
que
 
maneira
 
se
 
 poderá
 
responder 
 
melhor 
 
às
 
necessidades
 
da
 
criança...
 
e
 
os
 
alunos
 
estudam
 
 juntos,
 
e
 
a
 
vida
 
continua...
 
Concordo
 
 plenamente
 
com
 
esta
 
autora,
 
uma
 
das
 
 precursoras
 
do
 
movimento
 
mundial 
 
 pela
 
inclusão.
 
É 
 
o
 
que
 
vivencio
 
no
 
dia
a
dia
 
com
 
as
 
 famílias,
 
alunos
 
e
 
escolas
 
que
 
acompanho.
 
MOBILIZADORES
 
COEP
QUANDO
 
O
 
TERMO
 
EDUCAÇÃO
 
INCLUSIVA
 
COMEÇOU
 
A
 
SER
 
DIFUNDIDO
 
NO
 
BRASIL?
 
R.:
 
O
 
termo
 
educação
 
inclusiva
 
começou
 
a
 
ser 
 
difundido
 
no
 
Brasil 
 
no
 
início
 
dos
 
anos
 
 90,
 
inicialmente
 
 pelo
 
 grupo
 
de
 
 profissionais
 
de
 
Educação
 
Especial 
 
e
 
 pelos
 
movimentos
 
sociais
 
de
 
 garantias
 

Activity (7)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Sonia Pereira liked this
MACHADUS3 liked this
jeanjavarini liked this
thaisianny liked this
Suelen12 liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->