Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
1Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Dto Constitucional

Dto Constitucional

Ratings: (0)|Views: 12 |Likes:
Published by xanoca13

More info:

Published by: xanoca13 on Jul 22, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/06/2014

pdf

text

original

 
Direito Constitucional
 Apontamentos Direito 1º Ano ( pós laboral 2010 )
Página 1 a 34Joaquim Lopes
 Aula de 08-10-2010 e 15-10-2010Primeira aula, introdução ao programaConstituiçãoCRP – Constituição da Republica Portuguesa A construção de uma Constituição é feita pelo poder Constituinte, nas formas:- Assembleia constituinte- Consulta popular, plebiscito- Outorgada pelo rei à naçãoO conceito e Constituição não foi sempre o mesmo ao longo dos tempos. Podemos falar deuma
C dos antigos
e um
C dos modernos
. Estamos a falar no antes e depois do século
XVIII
,tendo como marco as constituições que resultaram da revolução francesa e datada de 1791,assim como a C que resultou da independência dos EUA, em 1787.O que as distingue, principalmente, é o facto da primeira não ser escrita, não havia qualquer documento escrito com autor e data identificados. Nestas não se identificava uma intençãoreguladora, transpareciam aquilo que uma sociedade é. A partir do sec XVIII, a C ( dos modernos ), passou a ser um documento escrito, adoptado por uma autoridade ou poder, num tempo e num espaço bem identificados, sendo que a partir deentão as C passaram a ambicionar determinar o que as sociedades
deverão ser 
.Um Constituição, em sentido amplo, é a ordem fundamental de uma comunidade política,definição preponderante antes do sec. XVIII, sendo que no seu sentido mais restrito, é a leifundamental de um Estado, definição esta preponderante a partir do sce. XVIII.Neste contexto, convém reter duas ideias essenciais:- As comunidades politicas tomam a forma de designação de Estados- Hoje a ordem fundamental desses Estados não fundamentada na tradição nem noscostumes, assim como não é imposta informalmente por uma só pessoa ou por umgrupo de pessoas, é
estatuída por uma Lei, a Constituição
.No contexto actual, as funções de uma constituição:-
Estabilizadora
: Um texto escrito com as normas basilares de uma sociedadeestabilizam as relações sociais e da vida politicas.-
Representativa de consensos, valores e princípios
: Reforça uma identidadecolectiva, de forma inclusiva, com valores à volta doas quais se criam consensos.-
Organiza o poder politico:
Prescreve os centros de poderes e os seus equilíbrios.Descreve o modo de ser de uma comunidade e legitima o poder, assim como o seuexercício.-
Estatuto jurídico do cidadão:
Conjunto de direitos e deveres que definem o estatutodos cidadãos perante os poderes.Os textos constitucionais informam de alguns
postulados
, a saber: ( ver livro “ A forma daRepublica )
 
Direito Constitucional
 Apontamentos Direito 1º Ano ( pós laboral 2010 )
Página 2 a 34Joaquim Lopes
1. A C como papel substituto das religiões como forma de legitimação do poder.Tradicionalmente, o poder dos monarcas era de origem divina. Este recebia de Deus asua legitimação. De recordar a necessidade que os monarcas tinha em ter a aprovaçãopapal para os seus reinados e reinos. Com os constitucionalismo, esta legitimaçãopassa para a Constituição, como vontade geral dos membros de uma comunidadepolitica.2. A C traduz um pacto entre os membros de uma comunidade politica, através do qualdecidem atribuir e sujeitar-se aos poderes escolhidos. A C tem que ser um documentoescrito que traduza esta vontade.3. Constitucionalismo. O exercício do poder tem que respeitar a C. Esta regula a formacoo o poder é exercido. Todo o poder é legitimo desde que adquiridoconstitucionalmente e exercido respeitando as suas normas.4. Com o Ct o individuo passa a te o estatuto de cidadão. Através do estatuto dos direitose deveres fundamentais, verifica-se uma tendência igualitária e igualizante doscidadãos. O principio de igualdade está subjacente à ideia de cidadania.5. Primado dos direitos fundamentais: O lugar que estes assumem nas C é inovador. Oreconhecimento da dignidade humana torna-se fundamental. A comunidade politicaexiste para cuidar e fazer prevalecer esta dignidade.6. Separação Igreja/Estado: Na medida em que a legitimação do poder para a ser pela C,o papel da igreja perde importância, resultando numa progressiva separação. EmPortugal, é na na primeira C republicana de 1911, que se afirma a laicidade do estado. A igreja deixa de ser essencial à compreensão do fenómeno político.7. Afirmação clara do principio da separação de poderes: A separação de poderespermite que estes se controlem, fiscalizem e regulem entre si equilibrando-se, factoque não seria possível acontecer caso os poderes não estivessem separados.8.9. Principio da maioria: Numa comunidade politica em que os cidadão tem igualdade, osvotos contam-se, não se pesam, ou seja, vence quem tiver mais votos. Não existemvotos de qualidade. A maioria forma-se pela pluralidade de votos, ou seja, todas aspessoas tem igual cotação na actividade política numa sociedade.
CRP
 A CRP é um documento uni textual, ou seja, materializa-se num documento. outras Cque são constituídas por diversos documentos.É uma C longo, com muitos artigos. A estrutura da CRPParte I – É constituída pelos Direitos e Deveres fundamentaisParte II – Organização do poder politico, começa com a enunciação de um principio geral: oprincipio da separação e interdependência dos órgão de soberania.Conceito material da C: Apreende aquilo que justifica a forma e que é o conteúdo ou a matériada C.
Características
:- A CRP é uma C
compromissória:
é o na medida em que resultou de um conjugar decompromissos dentre as diversas forças politicas que resultaram da revolução de Abril, com normas por vezes incoerentes entre si, reflectindo de forma inequívoca avárias ideologias presentes. Este tb é um dos grandes motivos pelos quais é uma Cextensa, a actual com 296 artigos.- Rigidez: Na medida em que é um documento que não permite em si, ou dificulta, asrevisões. Para o efeito tem mecanismos que reduzem as possibilidade de actualização,ou seja, é a própria CRP que regula a formas e o tempo em que as revisões podemacontecer. A CRP pode ser ordinariamente de 5 em 5 anos. As revisões extraordináriasnecessitam de aprovação por 4/5 dos deputados, sendo que as ordinárias de 2/3 e sóacontecem em sede de assembleia da republica.Breve resumo da história da CRP- 1822: Criada em assembleia constituinte, progressista e inovadora para a época
 
Direito Constitucional
 Apontamentos Direito 1º Ano ( pós laboral 2010 )
Página 3 a 34Joaquim Lopes
- 1826: Carta Constitucional, mais conservadora, mantém poderes do rei, foi outorgadapor este e recupera muito do poder régio perdido na C de 1822- 1938: C setembrista, vigorou 4 anos, situa-se entre o radicalismo da de 1822 e oconservadorismo da CC de 1826.- 1911 – Criada com a implantação da republica, tinha 70 artigos. Acabou com amonarquia e institui um regime de base parlamentar. Pela primeira vez foi constituídoum sistema de controlo constitucional, marcadamente progressista em clara rotura como passado.- 1933 Termina com o regime parlamentar e institui um regime presidencialista quedurará até 1959. No ano seguinte houve uma revisão constitucional acabou com aseleições presidências. Continha elementos inovadores e progressistas, mas de facto, aC era meramente formal, na medida em que não era respeitada.- 1976 – Sequencia da revolução de 1974. Tem sofrido muitas e vastas revisões deforma que poucos dos artigos originais ainda se matem na CRP. A primeira revisão foiem
1982
, que muitos autores defendem ter sido o culminar, ou o termina do processoconstituinte de 1976. De salientar nesta revisão, sendo onde os referidos autores sebaseiam, a extinção do conselho de revolução, uma vez que era um órgão não eleito eque resultava da reunião dos obreiros da revolução de 25 Abril. Esta revisão, foi por isso, o culminar do processo de normalidade democrática. A segunda revisão foi em
1989
, que procurou adequar a CRP ao processo de adesão de Portugal à UE, comreflexos essencialmente na parte de organização económica do país. Em
1992
, tratou-se de uma revisão extraordinária, que resultou da necessidade de adequar a CRP atratado de Mastrich, acolhendo os objectivos de construção de uma UE, não sóeconómica mas também politica. Foi uma revisão cirúrgica, na qual só foram alteradosos artigos necessários à adesão ao tratado. As revisões seguintes, 1997, 2001 e 2005,com excepção desta última, não se percebe muito qual a sua finalidade. A de
2001
  justificou-se pela necessidade de adesão do país ao TPI, na medida em que haviaartigos que impediam o cumprimento integral desta adesão, nomeadamente no querespeita à extradição. Não foi uma revisão cirúrgica uma vez que se aproveitou paramexer em artigos que não tinha nada a ver com o objectivo inicial. A de
2004
resulta daalteração da carta dos direitos fundamentais da UE. Tendo como pretexto oajustamento da CRP a esta carta, aproveitou-se para alterar o documento em muitosoutros artigos. A de 2005 foi um processo derivado da discussão do tratado da UE e asua ratificação. Introduziu-se o art 295 para permitir o referendo a este tratado, o quenão veio a acontecer, tendo este processo culminado com assinatura do tratado deLisboa. ( sem referendo).

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->