Governo do Estado de São Paulo - Secretaria de Estado da Educação – Supervisor de Ensino – SQC-II-QM/SE
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CONHECIMENTOS GERAIS E CONHECIMENTOSESPECÍFICOS
1. Segundo Santos (2001), a globalização é, de certa forma,o ápice do processo de internacionalização do mundocapitalista e, para entendê-la, há que considerar doiselementos fundamentais:(A) o estado das técnicas e o estado da política,necessários ao entendimento de qualquer fase dahistória.(B) a economia e a ciência aplicada à produçãomaterial.(C) a velocidade da mudança tecnológica e ainformação em tempo real.(D) a escassez, enquanto fenômeno econômico, e oestado da técnica, enquanto conhecimento.(E) a redefinição do conceito de espaço geográfico e doconceito de fronteiras.2. A globalização atual adota formas brutais para impormudanças que levam à necessidade urgente de rever oque fazer com as coisas, as idéias e também com aspalavras. Trata-se de uma dupla tirania: do dinheiro e dainformação.Esta imposição é externa aos países e movida porempresas mundiais que competem entre si, sobrevivendoas que têm mais-valia maior.Segundo Santos (2001), qual o efeito, nos países, dessaimposição por mudanças?(A) Os países se tornam mais definidos em suaidentidade nacional, como reação dialética àtendência de homogeneização. Há uma buscainterna de avanço tecnológico para não desaparecerna feroz competição que se trava entre aseconomias nacionais. Nesse movimento, é freqüenteos estados se tornarem autoritários.(B) O efeito não é uniforme para todos os países.Quando o país é adiantado na economia e natecnologia, sua identidade é reforçada e todas ascamadas sociais beneficiam-se da mais-valia. Já osatrasados, chegam a “negar” sua identidade culturale têm a maioria da população pauperizada e umaminoria enriquecida.(C) É um efeito fragmentador, pela imposição dacompetição e do individualismo que solapam osvínculos de solidariedade; há também um efeito deenraizamento de cada um a seu território, na formade bens imóveis, como contrapartida da velocidadedas mudanças.(D) É um efeito aglutinador sobre os países comototalidades político-econômicas, fazendo com queformem blocos para competirem com mais força nomercado global. Em cada país, os estadosnacionais, mesmo as ditaduras, sofrem um processode modernização tecnológica, para viabilizar ofuncionamento dos blocos.(E) É um efeito fragmentador. As fronteiras se tornamporosas para o dinheiro e a informação; os países,enquanto estrutura em movimento, perdemvisibilidade; o estado se omite quanto aos interessesdas populações e se torna mais forte e ágil, maispresente, ao serviço da economia dominante.3. Oliveira (2003), analisando a relação entre educação eplanejamento como determinante na concepção da escolacomo núcleo da gestão educacional, afirma, entre outras,a idéia de que, a partir da década de 90,(A) a valorização do setor privado como referencial demodelo eficaz de gestão parte do suposto de que osrecursos para a educação são insuficientes e osmecanismos de distribuição, irracionais.(B) o planejamento central ainda responde àsexpectativas do momento, definindo investimentos euniformizando-os para cada escola, cada municípioe cada estado, independentemente de suaspotencialidades.(C) é depositada na educação a expectativa de que estapossa, através da mobilidade social, melhorar osmecanismos de distribuição de renda e inserçãoprodutiva, através do preparo dos indivíduos para omercado de trabalho.(D) a grande produção acadêmica denunciando ocaráter economicista das relações entre educação edesenvolvimento resulta na superação destaabordagem, tanto nos planos de governo quanto emdocumentos que tratam de políticas sociais.(E) as reformas administrativas no setor educacionalvêm incorporando, efetivamente, os segmentossociais e suas representações em novos modelos degestão mais democráticos, porque maisparticipativos na descentralização dos serviços.
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