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Reino de Ilha Bela, Protetorado do Reino Unido dos Açores, Sacro Império de Reunião.
Ano I – Edição 01 – Maio de 2009.
Arenas Micronacionais – Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Nas Arenas,
os assuntos de hoje:
#5
O
futuro
do
micronacionalismo
Pela
situação
atual
do
micronacionalismo,
considerando
os
caminhos que vem sendo seguidos, que
futuro que nos aguarda? (Página 08)
#2 – A questão das “atividades”
nas micronações
Os
entrevistados
de

hoje apresentam soas opiniões sobre quais são as atividades que mais contribuem com o micronacionalismo, e até que ponto uma micronação pode se destacar valorizando mais sua atividade externa, através

dos
contatos
e
ações
diplomáticas, do que a atividade interna.
(Páginas 04 e 05)
#1 – Crise no micronacionalismo

Um assunto que, passa o tempo, nunca sai de moda, e é graças a muitas crises, o que mais se viu foram intensas atividades em algumas micronações. Existe ou existiu crise(s) no microna- cionalismo? Seriam pretextos ou sinais de alerta? Até que ponto ela(s) é(são) importante(s)? Como sair da(s) crise(s) micronacional(is)?

(Páginas 02 e 03)
#4 – Repúblicas X Monarquias no
micronacionalismo

Discussão antiga, que busca definir quem se saiu melhor no micronacionalismo, se as Repúblicas ou as Monarquias.

(Página 07)
#3 – O Sacro Império de Reunião

A maior? A melhor? Afinal, o que significa o Sacro Império de Reunião para o micronacionalismo?

(Página 06)
Editorial

Nunca é demais discutirmos sobre a realidade na qual vivemos, e a proposta

do
“ARENAS
MICRONACIONAIS”
é
buscar

e apresentar aos leitores, diferentes pontos de vista sobre mesmos assuntos ou situações relacionadas a esta interessante interação que se chama “micronacionalismo”.

Nesta edição de estréia, temos a participação de Alexandre Carvalho (Reunião), Felipe Aron (Pasárgada), Hilal Iskandar (Açores/Reunião) e Renan Saifal

(Reunião).

Todos, reconhecidamente detentores de muito conhecimento acumulado pelos longos anos

de
dedicação
ao
micronacionalismo.

Muito se comenta que o micro-
nacionalismo está em crise,
você concorda com esta
afirmação? Se sim, o que é que
está em crise? Se não, o que
demonstra que o microna-
cionalismo não está em crise?

Ouço falar de crise do Micronacionalismo
deste que aportei no MN. Penso que o que boa parte considera
crise, é na verdade uma inflexibilidade que leva a considerar que como sua
visão não prosperou, há uma crise. É evidente que o número e a qualidade dos micro-
nacionalistas foi caindo muito, mas se pode dizer o mesmo de qualquer comunidade virtual,
até o Orkut, por exemplo, tornou-se inabivel em poucos anos. Penso que de um lado as
pessoas envelhe-ceram, deixaram de ser adolescentes e passaram a ter muitas outras

responsabilidades, assim muita gente boa ficou sem tempo para o micronacionalis-

mo. De outro lado houve pouca renovação porque muita gente se prendia
a modelos, rixas e valores que ficaram antiquados e não eram capazes
de em cantar ou abrir espaço para a necesria renovação. Neste
momento, contudo, penso que há todas as condições para
um novo círculo virtuoso que levará o micronacionalismo a
um outro patamar mas a cabeça das pessoas terá de
crescer também, deixar de lado as visões pré-conce-
bidas, em particular em relação às ferramentas.
Claro que se a oportunidade for perdida
virá um fluxo descendente.

(Hilal Iskandar)

No passado
eu achava sim que
o micronacionalismo

estava em crise e até acre-
ditava que a prática seria es-
quecida e seria apenas peça de

museus para pesquisadores. Mas eu
voltei a acreditar porque percebi que de-
pende apenas e tão somente da nossa com-

tribuição para que o micronacionalismo continu-
e "jovem", apesar de Reuno, por exemplo, ter 12
anos. E justamente por acreditar nisso é que voltei a
Reuno, inclusive mesmo depois de ter anunciado minha

"morte" micronacional. Foi com este anúncio que eu con-
siderei que o micronacionalismo estava acabado. E pen-
so ter voltado com o pé direito. Caí meio que de pára-
quedas na política neste meu retorno e tive o prazer de
conduzir a Assembléia Popular de Qualícatos, um
dos mais importantes parlamentos da Lusophonia.
E nessa passagem, junto com mais 10 qualícatos,
nos tornamos a mais ativa legislatura de toda a história,
que foi a 14º. Outro estigma do micronacionalismo é a
atividade cíclica e se há atividade cíclica, é praticamente
impossível apontar crises. Até mesmo nas MN que eso a
míngua, podeo em pouco tempo voltar com uma ativida-

de mais consistente. Mas é necesrio que tenhamos

um número razoável de cidadãos, isso não parece,
mas faz a diferença. Portanto, enquanto o MN for
divulgado pelo mundo afora, teremos sempre

a presença de novos cidadãos e o retorno

dos antigos, pois quem ‘brincou’ uma
única vez, de forma consciente e
comprometida, acaba voltando.

E se foi por Reuno eno,
o retorno é garantido.
(Alexandre
Carvalho)
A crise faz parte do micronacionalismo. Uma

das idéias fundamentais, um dos objetivos do
micronacionalismo é resolver crises. Se não existisse
crise, não existiria micronacionalismo. Cada um dos
que por algum motivo foram atraídos a fazer parte
do micronacionalismo o fizeram por causa de
algum tipo de crise, não especificamente em
suas vidas, mas ao menos em sua forma de
ver o mundo e o que desafios poderia em-
contrar pela frente. Se fizermos um para-
lelo na literatura, veremos que o gênero
utópico aparece e reaparece em momentos
em que há alguma crise de desilusão com o
mundo. O micronacionalismo torna-se assim uma

realidade invertida do que ocorre no mundo real, e
quando falta crise no micronacionalismo, aí é que ele
entra em crise. (Reinan Saifal)

Arena #1 Crise no micronacionalismo
02

Eu discordo da afirmação. Acredito
Que a crise existe apenas para os que não
Se Adaptaram às transformações da Internet. Aqueles que
investiram em virtualismo excessivo perderam espaço para jogos
online, orkut e outros. Aqueles que investiram em qualidade nos
debates, em organização de sociedades micronacionais reais, sobrevivem e
conquistam novos adeptos. Vejo isso em Pargada, Reuno, Porto Claro e em
algum nível no Governo Virtual. (Felipe Aron)

Como evitar a crise no
micronacionalismo, ou se
for o caso, como reverter
esta situação de crise?

Como disse, não acredito tanto em crise, mas certamente a superação de
tantas rixas de natureza pessoal e um debate mais produtivo ajudará muito
a injeção de sangue novo. Creio que poucas micronações tem hoje uma "massa
crítica" essencial para ter uma dinâmica interna produtiva e incorporar novas pessoas,
isto foi fruto da fragmentação que foi ocorrendo na imensa maioria das vezes por
queses pessoais ou superficiais - que se agravam muito quando são travestidos
de debates ou divergências ideológicas - e que ainda acontecem muito, como
nos últimos dias na queso da formação do Conselho Político pelo Lorde
Protetor que gerou infindáveis debates no Chandon mas que quando
se vai à esncia da queso era totalmente vazia, mero pretexto
para a explosão de divergências não políticas. Cada micronação
em especial nós anciãos temos de fazer o Exercício de nos
colocar na posição dos novatos, lembrar de como
éramos quando chegamos por aqui e
sermos mais construtivos e
pontificar menos.

(Hilal Iskandar)
Penso que
não há muito o
que fazer nas crises,
sendo como já disse na-
tes, eventos cíclicos. Mas é

preciso apontar o principal fator
de desagregação do micronaciona-
lismo: a fragmentação. Em Reuno

mesmo, muitas das vezes, meia dúzia de
gatos pingados, que se acham senhores
de si, saem do país e fundam os mais bizarros
projetos de micronações, e depois voltam para Re-

uno sem ter direito o que explicar. A uno entre
Açores e Reuno foi uma das mais gratas notícias que o
micronacionalismo como um todo poderia receber nos
últimos anos. O ideal mesmo é que todos, ou a gran-
de maioria, centrassem em uma única microna-
ção. Mas como convencer republicanos a parti-
cipar de um Império, ou vice-versa? Talvez pu-
déssemos admitir duas grandes frentes, Mo-
narquia e República. Nada de sociedades al-
ternativas; é padrão tudo-ou-nada. Outro grande
problema é o superego de alguns que adoram ser
"dono" de alguma coisa. Querem por que querem ter sua
própria micronação, nomes extensos que preencham
duas linhas e exibem tantas medalhas que seriam ca-

pazes de pender o corpo pra baixo de tanto peso. O
que não perceberam ainda que as unidades admi-
nistrativaso a nossa micronação. Quando

você assume o controle de um burgo, é a
concretização do sonho de ter sua pró-
pria micronação. Quando esses mi-

cronacionalistas perceberem isso
o micronacionalismo ganhará
e crescerá muito mais.
(Alexandre Carvalho)
Em geral, para o reunião médio não existe
crise. A maioria dos cidadãos é expe-

riente no micronacionalismo e ficou
algum tempo afastada de qualquer
micronação. Portanto, há essa impres-
o de que não há crise. Ou eno que
essa crise existe mas que não vai atingir
Reuno. Nessa tendência, é inevitável

que muito em breve Reuno se confunda
com a lusofonia e até procure uma unificação
total. (Reinan Saifal)

O arquipélago
mais famoso do
micronacionalismo!

03

Para evitar ser afetado
Pelas crises é preciso se reinventar e
ter senso de organização interna. Em Pargada,
não existem elites fixas e sempre existe algum grupo
opositor querendo aplicar novas idéias, formando sempre
uma novidade política interessante. Também não tivemos medo de explorar
wikis, videos, audios, wordpress e etc. É preciso também que os membros mais
experientes tenham responsabilidade e trabalhem com rigidez e afinco sem esperar
ganhos individuais: pelo próprio prazer de ver a Micronação crescer. Agora, estasrias
nanonaçoes, monarquias onde o rei é o unico cidadão, acontece justamente o contrário. A
micronação só existe para satisfazer o ego do monarca e acaba definhando no primeiro momento
em que ele se ausenta. (Felipe Aron)

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