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hoje apresentam soas opiniões sobre quais são as atividades que mais contribuem com o micronacionalismo, e até que ponto uma micronação pode se destacar valorizando mais sua atividade externa, através
Um assunto que, passa o tempo, nunca sai de moda, e é graças a muitas crises, o que mais se viu foram intensas atividades em algumas micronações. Existe ou existiu crise(s) no microna- cionalismo? Seriam pretextos ou sinais de alerta? Até que ponto ela(s) é(são) importante(s)? Como sair da(s) crise(s) micronacional(is)?
Discussão antiga, que busca definir quem se saiu melhor no micronacionalismo, se as Repúblicas ou as Monarquias.
A maior? A melhor? Afinal, o que significa o Sacro Império de Reunião para o micronacionalismo?
Nunca é demais discutirmos sobre a realidade na qual vivemos, e a proposta
e apresentar aos leitores, diferentes pontos de vista sobre mesmos assuntos ou situações relacionadas a esta interessante interação que se chama “micronacionalismo”.
Nesta edição de estréia, temos a participação de Alexandre Carvalho (Reunião), Felipe Aron (Pasárgada), Hilal Iskandar (Açores/Reunião) e Renan Saifal
Todos, reconhecidamente detentores de muito conhecimento acumulado pelos longos anos
Muito se comenta que o micro-
nacionalismo está em crise,
você concorda com esta
afirmação? Se sim, o que é que
está em crise? Se não, o que
demonstra que o microna-
cionalismo não está em crise?
Ouço falar de crise do Micronacionalismo
deste que aportei no MN. Penso que o que boa parte considera
crise, é na verdade uma inflexibilidade que leva a considerar que como sua
visão não prosperou, há uma crise. É evidente que o número e a qualidade dos micro-
nacionalistas foi caindo muito, mas se pode dizer o mesmo de qualquer comunidade virtual,
até o Orkut, por exemplo, tornou-se inabitável em poucos anos. Penso que de um lado as
pessoas envelhe-ceram, deixaram de ser adolescentes e passaram a ter muitas outras
mo. De outro lado houve pouca renovação porque muita gente se prendia
a modelos, rixas e valores que ficaram antiquados e não eram capazes
de em cantar ou abrir espaço para a necessária renovação. Neste
momento, contudo, penso que há todas as condições para
um novo círculo virtuoso que levará o micronacionalismo a
um outro patamar mas a cabeça das pessoas terá de
crescer também, deixar de lado as visões pré-conce-
bidas, em particular em relação às ferramentas.
Claro que se a oportunidade for perdida
virá um fluxo descendente.
No passado
eu achava sim que
o micronacionalismo
museus para pesquisadores. Mas eu
voltei a acreditar porque percebi que de-
pende apenas e tão somente da nossa com-
tribuição para que o micronacionalismo continu-
e "jovem", apesar de Reunião, por exemplo, ter 12
anos. E justamente por acreditar nisso é que voltei a
Reunião, inclusive mesmo depois de ter anunciado minha
"morte" micronacional. Foi com este anúncio que eu con-
siderei que o micronacionalismo estava acabado. E pen-
so ter voltado com o pé direito. Caí meio que de pára-
quedas na política neste meu retorno e tive o prazer de
conduzir a Assembléia Popular de Qualícatos, um
dos mais importantes parlamentos da Lusophonia.
E nessa passagem, junto com mais 10 qualícatos,
nos tornamos a mais ativa legislatura de toda a história,
que foi a 14º. Outro estigma do micronacionalismo é a
atividade cíclica e se há atividade cíclica, é praticamente
impossível apontar crises. Até mesmo nas MN que estão a
míngua, poderão em pouco tempo voltar com uma ativida-
um número razoável de cidadãos, isso não parece,
mas faz a diferença. Portanto, enquanto o MN for
divulgado pelo mundo afora, teremos sempre
dos antigos, pois quem ‘brincou’ uma
única vez, de forma consciente e
comprometida, acaba voltando.
das idéias fundamentais, um dos objetivos do
micronacionalismo é resolver crises. Se não existisse
crise, não existiria micronacionalismo. Cada um dos
que por algum motivo foram atraídos a fazer parte
do micronacionalismo o fizeram por causa de
algum tipo de crise, não especificamente em
suas vidas, mas ao menos em sua forma de
ver o mundo e o que desafios poderia em-
contrar pela frente. Se fizermos um para-
lelo na literatura, veremos que o gênero
utópico aparece e reaparece em momentos
em que há alguma crise de desilusão com o
mundo. O micronacionalismo torna-se assim uma
realidade invertida do que ocorre no mundo real, e
quando falta crise no micronacionalismo, aí é que ele
entra em crise. (Reinan Saifal)
Eu discordo da afirmação. Acredito
Que a crise existe apenas para os que não
Se Adaptaram às transformações da Internet. Aqueles que
investiram em virtualismo excessivo perderam espaço para jogos
online, orkut e outros. Aqueles que investiram em qualidade nos
debates, em organização de sociedades micronacionais reais, sobrevivem e
conquistam novos adeptos. Vejo isso em Pasárgada, Reunião, Porto Claro e em
algum nível no Governo Virtual. (Felipe Aron)
Como evitar a crise no
micronacionalismo, ou se
for o caso, como reverter
esta situação de crise?
Como disse, não acredito tanto em crise, mas certamente a superação de
tantas rixas de natureza pessoal e um debate mais produtivo ajudará muito
a injeção de sangue novo. Creio que poucas micronações tem hoje uma "massa
crítica" essencial para ter uma dinâmica interna produtiva e incorporar novas pessoas,
isto foi fruto da fragmentação que foi ocorrendo na imensa maioria das vezes por
questões pessoais ou superficiais - que se agravam muito quando são travestidos
de debates ou divergências ideológicas - e que ainda acontecem muito, como
nos últimos dias na questão da formação do Conselho Político pelo Lorde
Protetor que gerou infindáveis debates no Chandon mas que quando
se vai à essência da questão era totalmente vazia, mero pretexto
para a explosão de divergências não políticas. Cada micronação
em especial nós anciãos temos de fazer o Exercício de nos
colocar na posição dos novatos, lembrar de como
éramos quando chegamos por aqui e
sermos mais construtivos e
pontificar menos.
preciso apontar o principal fator
de desagregação do micronaciona-
lismo: a fragmentação. Em Reunião
mesmo, muitas das vezes, meia dúzia de
gatos pingados, que se acham senhores
de si, saem do país e fundam os mais bizarros
projetos de micronações, e depois voltam para Re-
união sem ter direito o que explicar. A união entre
Açores e Reunião foi uma das mais gratas notícias que o
micronacionalismo como um todo poderia receber nos
últimos anos. O ideal mesmo é que todos, ou a gran-
de maioria, centrassem em uma única microna-
ção. Mas como convencer republicanos a parti-
cipar de um Império, ou vice-versa? Talvez pu-
déssemos admitir duas grandes frentes, Mo-
narquia e República. Nada de sociedades al-
ternativas; é padrão tudo-ou-nada. Outro grande
problema é o superego de alguns que adoram ser
"dono" de alguma coisa. Querem por que querem ter sua
própria micronação, nomes extensos que preencham
duas linhas e exibem tantas medalhas que seriam ca-
pazes de pender o corpo pra baixo de tanto peso. O
que não perceberam ainda que as unidades admi-
nistrativas são a nossa micronação. Quando
você assume o controle de um burgo, é a
concretização do sonho de ter sua pró-
pria micronação. Quando esses mi-
riente no micronacionalismo e ficou já
algum tempo afastada de qualquer
micronação. Portanto, há essa impres-
são de que não há crise. Ou então que
essa crise existe mas que não vai atingir
Reunião. Nessa tendência, é inevitável
O arquipélago
mais famoso do
micronacionalismo!
Para evitar ser afetado
Pelas crises é preciso se reinventar e
ter senso de organização interna. Em Pasárgada,
não existem elites fixas e sempre existe algum grupo
opositor querendo aplicar novas idéias, formando sempre
uma novidade política interessante. Também não tivemos medo de explorar
wikis, videos, audios, wordpress e etc. É preciso também que os membros mais
experientes tenham responsabilidade e trabalhem com rigidez e afinco sem esperar
ganhos individuais: pelo próprio prazer de ver a Micronação crescer. Agora, estas várias
nanonaçoes, monarquias onde o rei é o unico cidadão, acontece justamente o contrário. A
micronação só existe para satisfazer o ego do monarca e acaba definhando no primeiro momento
em que ele se ausenta. (Felipe Aron)
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