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ORGAOS DE PODER

ORGAOS DE PODER

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ÓRGAOS DE PODER
Estado
, no sentido de subdivisão administrativa, é uma unidadeaunoma (auto governo, auto legislão e auto arrecadação)dotada de governo próprio e constituição. Existe outro tipo de Estado chamadoEstado Federal, que tem a seu cargo vários Estados federados que formam umafederação. Exemplo dos Estados Unidos da América.
Estado
é umainstituiçãoorganizada politicamente, socialmente e juridicamente, ocupando umterritóriodefinido, normalmente onde aleimáxima é umaConstituiçãoescrita, e dirigida por umgovernoque possuisoberanialegitimada tanto interna como externamente. Um Estadosoberanoé sintetizado pela máxima"Umgoverno, umpovo, umterritório". O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio legítimo do usoda força (coerção, especialmente a legal).O reconhecimento da independência de um estado em relação aos outros,permitindo ao primeiro firmar acordos internacionais, é uma condição fundamentalpara estabelecimento dasoberania. O Estado pode também ser definido em termosde condições internas, especificamente (conforme descreveuMax Weber,entreoutros) no que diz respeito à instituição domonopóliodo uso daviolência. O conceito parece ter origem nas antigascidade-estado cidades-estados que se desenvolveram naantiguidade, em várias regiões do mundo, como aSuméria, a Grécia,América Centrale noExtremo Oriente. Em muitos casos, estas cidades- estados foram a certa altura da história colocadas sob a tutela do governo de umreinoouimperador império, seja por interesses económicos mútuos, seja por dominação pela força. O estado como unidade política básica no mundo tem, emparte, vindo a evoluir no sentido de umsupra nacionalismo, na forma deorganizações regionais, como é o caso daUnião Europeia.Os agrupamentos sucessivos e cada vez maiores de seres humanos procedemde tal forma a chegarem à ideia de Estado, cujas bases foram determinadas nahistória mundial com aOrdem de Wetsfalia(Paz de Vestefália), em1648.A instituição estatal, que possui uma base de prescrições jurídicas e sociais a seremseguidas, evidencia-se como “casa forte” das leis que devem regimentar eregulamentar a vida em sociedade.Desse modo, o Estado representa a formamáxima de organização humana, somente transcendendo a ele a concepção deComunidade Internacional, transcrita na carta das Nações Unidas em 1945.
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Estado moderno
: a palavra Estado foi empregada pela primeira vez, em sentidopróximo ao moderno, por
, que a define como a sociedade políticaorganizada, o que implica a existência de uma
própria e de regrasdefinidas para a convivência dos seus membros. O pensamento político de Maquiavelrompe com o tradicionalismo e seculariza o Estado, ou seja, torna-o laico. Assume aindependência estatal em relação à religião.O Estado Moderno serve de base àCiência Política. Esta é uma consequênciada própria modernização da sociedade que começa no século XVI e culmina com aRevolução Industrial.Este processo tem um elemento central, a tecnologia. Estamodernização possibilita igualmente uma maior mobilidade social. A sociedademoderna é caracterizada pela tecnologia, pelo aumento da produtividade, pelamobilidade da população e pelo aparecimento de novos grupos sociais. É a época daascensão daBurguesia. Outra novidade do Estado Moderno é a nova forma delegitimação de poder. Antes quem legitimava o poder era um Deus Absoluto, masquem se vai tornar o novo elemento legitimador é o Povo. Assim, surgem novasInstituições como os Parlamentos, onde o povo se faz representar.Este Estado Moderno não nasceu de uma só vez, mas foi o resultado de umlongo processo de mais de três séculos. A
fase mais antiga
é aMonarquia.AMonarquia acompanha o desenvolvimento do Estado Moderno e vai, pelo processo deburocratização, lançar a primeira forma de Estado Moderno. Por isso se diz que D.João II foi o primeiro monarca moderno em Portugal.A
segunda fase
do Estado Moderno é o EstadoLiberal, consequência directadas Revoluções Liberais na França e na Inglaterra. Este Estado é representativo eoligárquico, mas potenciou, entre outras coisas, ao aparecimento do ideal dosDireitos do Homem e pela separação de poderes. No século XIX o Estado Liberaltornou-se imperial e vai dominar globalmente o Mundo graças ao processo chamadoImperialismo.A
terceira fase
do Estado Moderno assenta na crise do Estado Liberal, quesurge nos finais do século XIX, já que este não tem capacidade para responder àsexigências sociais. Surgem assim as ideologias extremistas de Direita (Fascismo) ede Esquerda (Comunismo).A
quarta fase
fica marcada pelo aparecimento do Estado DemocráticoLiberal, consequência da grande crise económica e social de1929. A resposta àcrise passou pelo alargamento da democracia a toda a sociedade, adaptando para aadministração do Estado medidas de cariz social, derivadas do pensamento de JohnMaynardKeynes.Hoje em dia temos na Europa, no mundo ocidental, o
, resultado da segunda metade daII Guerra Mundial,
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mas filho directo da crise de 1929. Os Estados Unidos já foram um estadoprovidência, mas hoje em dia a maioria destes Estados situam-se na Europa.Na actualidade, novos Estados surgem a partir de outros pré-existentes. Doisprocessos são típicos: ofraccionamentoe aunião. Um caso atípico é a criação de Estados como resultado deguerras.Os principais factores que levam à criação deEstados hoje são os interesses económicos, as identidades culturais e o resgate datradição.
O Estado de direito
é aquele em que vigora o chamado "império da lei". Estetermo engloba alguns significados: Primeiro que, neste tipo de Estado, as leis sãocriadas pelo próprio Estado, através dos seus representantes politicamenteconstituídos; o segundo aspecto é que, uma vez que o Estado criou as leis e estaspassam a ser eficazes (isto é, aplicáveis), o próprio Estado fica adstrito ao primadoda lei, cumprimento das regras e dos limites por ele mesmo impostos; o terceiroaspecto, que se liga directamente ao segundo, é a característica de que, no Estadode direito, o poder estatal é limitado pela lei, não sendo absoluto, e o controledesta limitação dá-se através do acesso de todos aoPoder Judiciário, que devepossuir autoridade e autonomia para garantir que as leis existentes cumpram o seupapel de impor regras e limites ao exercício do poder estatal.Outro aspecto do termo "de direito" refere-se a
que tipo 
de direitoexercerá o papel de limitar o exercício do poder estatal. No Estado democrático dedireito, apenas odireito positivo(isto é, aquele que foi codificado e aprovado pelosórgãos estatais competentes, como oPoder Legislativo) poderá limitar a acçãoestatal, e somente ele poderá ser invocado nos tribunais para garantir o chamado"império da lei". Todas as outras fontes de direito, como oDireito Canónicoou oDireito natural, ficam excluídas, a não ser que o direito positivo lhes atribua estaeficácia, e apenas nos limites estabelecidos pelo último.Nesse contexto, destaca-se o papel exercido pelaConstituição. Neladelineiam-se os limites e as regras para o exercício do poder estatal (onde seinscrevem as chamadas "garantias fundamentais"), e, a partir dela, e sempre tendo-a como baliza, redige-se o restante do chamado "ordenamento jurídico", isto é, oconjunto de leis que regem uma sociedade. O Estado democrático
de direito 
nãopode prescindir da existência de uma Constituição.Artigo 16.ºmbito e sentido dos direitos fundamentais) Os direitos fundamentaisconsagrados na Constituição não excluem quaisquer outros constantes das leis e dasregras aplicáveis de direito internacional.
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