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Karl Barth
Editora Novo SéculoTradução: Eduardo Galasso de Faria e Moysés CamposAguiar NettoReconstituído pelo Pastor A. Roulin de acordo com anotaçõesde estudante.Centro Acadêmico "Eduardo Carlos Pereira"São Paulo - 1963
 
 
Esboço
INTRODUÇÃO ................................................................................................... 2
 
I DEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS DA PREGAÇÃO .......................................... 3
 
II – CARACTERES ESSENCIAIS DA PREGAÇÃO ............................................. 5
 
A PREGAÇÃO DEVE SER CONFORME A REVELAÇÃO
.................. 5
 
CARÁTER ECLESIÁSTICO DA PREGAÇÃO
..................................... 10
 
FIDELIDADE DOUTRINÁRIA DA PREGAÇÃO
.................................. 14
 
FIDELIDADE APOSTÓLICA DA PREGAÇÃO
.................................... 16
 
O CARÁTER PROVISÓRIO DA PREGAÇÃO
.................................... 20
 
O CARÁTER BÍBLICO DA PREGAÇÃO
............................................. 22
 
ORIGINALIDADE DA PREGAÇÃO
...................................................... 26
 
A PREGAÇÃO DEVE SER ADAPTADA À COMUNIDADE
............... 28
 
INSPIRAÇÃO DA PREGAÇÃO
............................................................ 30
 
III – PREPARAÇÃO DA PREGAÇÃO ............................................................... 30
 
ESCOLHA DO TEXTO
.......................................................................... 30
 
A PREPARAÇÃO PROPRIAMENTE DITA:
........................................ 32
 
I
NTRODUÇÃO
 
Um certo número de trabalhos meus não foram publicados ainda,mesmo em Alemão. Eles têm, contudo, chegado ocasionalmente aoconhecimento de círculos privados. Entre eles se encontra um curso queeu dei há algum tempo – o momento e o lugar não me ocorrem aoespírito – sobre este tema: "o sermão e o modo de prepará-lo".Como se vê, eu me permiti fazer uma incursão no domínio dateologia prática. Se este trabalho cair em suas mãos, os mestres dessadisciplina deverão perdoar-me a liberdade que tomei, e julgar estetrabalho com indulgência.
 
No que concerne aos elementos dogmáticos, neste cursinho, deve-serecordar que na época em que ele foi dado, eu era ainda relativamente jovem. Depois eu envelheci e aumentei também, talvez, algo em sabedoria,
 
pelo menos eu espero. De qualquer maneira, do ponto de vista dogmático,eu não tenho nada de importante a retomar; e, para o que é do textoapresentado neste caderno, eu não desejo absolutamente mudar nada.Por outro lado, quem conhece a bela e límpida tradução francesaque Fernando Ryser fez de minha "Dogmatique" se aperceberáimediatamente que eu digo ali as mesmas coisas que em outras ocasiões,fundamentando e formulando um pouco diferentemente.Aqui trata-se, antes de tudo, de algumas regras e sugestões deordem prática que eu tenho, ainda hoje, como essenciais e dignas de seremmeditadas, ou pelo menos de serem lidas com atenção, de seremdiscutidas. Eu não recuso a ninguém o direito de criticar.Pode ser interessante para um jovem teólogo comparar algumas de
 
minhas pregações, por exemplo, as da série "Liberdade para os cativos" ousimplesmente os três planos que apresento neste caderno – com osprincípios desenvolvidos aqui – e ver em que medida eu permaneci fiel.Karl BarthBasiléia, maio de 1961.
I
 
 
D
EFINIÇÕES
F
UNDAMENTAIS DA
P
REGAÇÃO
 
Este assunto é o desenvolvimento das duas definições seguintes:
1. A pregação é a Palavra de Deus pronunciada por Ele mesmo.
Deus utiliza como lhe apraz o serviço de um homem que fala emSeu Nome a seus contemporâneos, por meio de um texto bíblico. Estehomem obedece assim a vocação que recebeu na Igreja e, por esteministério, à Igreja se conforma a sua missão.
2. A pregação resulta da ordem dada à Igreja de servir a Palavra de
 
Deus, por meio de um homem chamado para esta tarefa.
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