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Isosporose e Criptosporidiose

Isosporose e Criptosporidiose

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05/16/2013

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1. INTRODUÇÃO
As parasitoses intestinais continuam representando um significativo problemamédico-sanitário, tendo em vista o grande número de pessoas acometidas e asvárias alterações orgânicas que podem ocasionar, tanto por ação espoliativa, quantopela possibilidade de prejudicar a absorção intestinal e ocasionar quadros clínicosabdominais agudos (NASCIMENTO; CARVALHO, 2003).Em relação à incidência das parasitoses, Nascimento e Carvalho (2003)dizem que: “Basicamente, as populações que vivem em precárias condições desaneamento básico e que necessitam de adequada educação sanitária são as maisafetadas por estas patologias”.Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que mais de doisbilhões de pessoas hoje estão infectadas com algum tipo de verme ou parasita.Estima-se que 60% dessas infecções têm associação a deficiências nutricionais,principalmente carência de ferro e vitaminas. Além disso, 2/3 da mortalidade mundialtêm relação com doenças de veiculação hídrica, como as parasitoses (DIAS, 2005).No entanto ainda encontramos um alto índice de falso-negativos nos examesparasitológico de fezes, esta afirmativa advém da experiência na realização de umexame de fezes mais acurado e com positividade em torno de 95% em umapopulação-alvo que pertence às classes sócio-econômicas A e B. Estipulamos queos dados da OMS estejam subestimados em decorrência de uma técnica obsoletaou realizada sem o devido cuidado (DIAS, 2005).Vários membros do filo
 Apicomplexa
, além do
Toxoplasma
e
Plasmodium
, sãode interesses para a Parasitologia Humana. A classificação do filo citando osgêneros de interesse são os da subclasse coccídia, ordem
eucoccidida
,
 
subordem
5
 
eimerina
, da família
Eimeridae
, observando-se especialmente os gêneros
Isospora
e
Cryptosporidida
e (NEVES et al., 1998).A isosporose humana é mais freqüente em regiões quentes onde ascondições de higiene são precárias. O homem se infecta através da ingestão deoocistos esporulados junto com a água e alimentos. Os esporozoítos liberados dosoocistos invadem o intestino delgado, provavelmente o íleo, onde ocorre a evoluçãodo parasito até a formação de oocistos (NEVES et al., 1998).A criptosporidiose, assinalada no homem a partir de 1976, foi durante algumtempo considerada como doença que ocorria apenas em indivíduos com algum tipode imunodeficiência. Entretanto, nos últimos anos tem sido observado que é umadoença relativamente freente em pessoas imunocompetentes (NEVES et al.,1998). A criptosporidiose humana tem sido descrita desde 1976 em mais 90 paísesdos cinco continentes, na forma de casos individuais ou surtos populacionaisdecorrentes da ingestão de alimentos ou água contaminada por oocistos
(EL-AHRAF, A
. et al.,
1991).
O diagnóstico da isosporose e criptosporidiose é feito pelo encontro deoocistos não esporulados nas fezes. Os processos de concentração são os métodosmais indicados porque, frequentemente, poucos oocistos estão presentes nas fezes.Vista a importância destas parasitoses tanto a nível mundial como suaprevalência nacional, este trabalho pretende correlacionar informações e dadosfornecidos nos últimos anos sobre estas parasitoses, além de revisar todo conteúdo já sabido entre a comunidade científica sobre esta patologia, com o propósito deverificarmos as evolões em relação ao tratamento e, seu atual alcanceepidemiológico e combate mundial.
6
 
2. DESENVOLVIMENTO2.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA2.1.1 ISOSPOROSE2.1.1.1 MORFOLOGIA
Nesse gênero duas espécies têm sido encontradas parasitando o homem:
I.belli 
(Woodcock, 1915), Wenyon, 1923 e
I. natalensis
Elsdon – Dew, 1953.A
I. belli 
é a espécie mais freqüente e tem sido assinalada em vários países.No Brasil tem sido encontrada em vários estados e já foi determinada prevalência de0,5% em 10.475 exames de fezes. Os oocistos ovais com extremidades afuniladasmedindo cerca de 30x12
 μ 
m são eliminados nas fezes sem esporular e o processode esporulação ocorre no meio ambiente, entre um e três dias, dependendo dascondições climáticas, para se tornarem infectantes. 
Fonte:http://ryoko.biosci.ohio- tate.edu/~parasite/isosporabelli.html
Figura 1
Oocisto esporulados de
Isospora bell
.(Imagem fornecida por Rodrigo Alves da Fonseca,Universidade de Bralia, Departamento dePatologia.)
A
I. natalensis
foi descrita na África do Sul, possui oocistos subesféricos comcerca de 27,5 x 22,5
 μ 
m e ainda não foi assinalada no Brasil.
7
Fonte: http://www.geocities.com/Heartland/Flats/8708/nematelminti.htm
Figura 2
Desenho do oocisto esporuladomaduro de
Isospora
.

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