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Uma visão crítica da pena privativa de liberdade

Uma visão crítica da pena privativa de liberdade

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Fonte:
Uma visão crítica da pena privativa deliberdade
Promove uma visão crítica da pena privativa de liberdade, avaliandoo cumprimento e a eficácia de suas funções essenciais.
08/ago/2003
Claudia Marçal
 claudia.m@agenciaambiental.go.gov.brVeja o
deste autor no DireitoNet
I - Da pena privativa de liberdade
O nosso ordenamento jurídico possui mais de 260 infrações noCódigo Penal, além das 50 contravenções previstas na Lei, punidascom pena privativa de liberdade, fora os inúmeros mandados deprisão preventiva ou provisória, diante do caos em que se encontra osistema carcerário brasileiro.Os estudiosos da área vêm propondo mudanças, como a busca demedidas alternativas, procurando novos meios de execução da pena,evitando a privação de liberdade, resguardando-a, somente, paraaqueles casos considerados estritamente necessários, como emdelitos graves e para condenados de alta periculosidade. Ao pretendermos uma abordagem crítica acerca da problemática dapena privativa de liberdade procuramos especular se esta cumpre osfundamentos que a justificam e sua real eficácia no plano atual.
II - Das teorias da pena
 As teorias absolutas, retribucionistas ou de retribuição, negam osfins utilitários da pena , dando-lhe o caráter estritamente
 
retributivo. Predominante até meados dos anos 60, deduz emsíntese que a pena serve como retribuição do mal causado, ou na visão de Kant, o “restabelecer a justiça” e de Hegel, “a afirmação dodireito”. As teorias relativas, utilitárias ou instrumentais, surgiram nummomento posterior e vislumbram na pena a idéia de prevenção,funcionado como instrumento de justiça para sociedade. Deduzindoa prevenção geral e especial.Dentre estas, a idéia presente na Teoria da prevenção geral negativa, baseada em Feurbach (coação psicológica), “sustentado que o efeitopersuasório ou intimidativo da pena, só pela sua existência, jáintimidaria as pessoas, já consistiria uma ‘ ameaça’ preventiva [1]. A teoria funcionalista da prevenção geral positiva, também chamadateoria da prevenção integração, sustentada por Jackobs e Hassmer,reza que a pena estando integrada no ordenamento jurídico, enseja aconfiabilidade depositada pela sociedade no funcionamento dosistema, sendo condutas diversas, encarada como disfuncionalidade. A teoria da prevenção especial , derivada de Von Lizt, aborda dentrode uma perspectiva positiva que a pena apenas pode servir deinstrumento educativo para ao infrator, evitando que este retome adelinqüência; e na perspetiva negativa, finalizando que a penapossui uma função neutralizadora e intimidativa sobre odelinquente. O Projeto Alternativo Alemão, em meados da década de60, utilizou esta teoria como ponto de partida, mudando a políticacriminal internacional.E por último, as Teorias Mistas, que conjugam o caráter retributivo eutilitário da pena, na medida que permite a reeducação dodelinqüente e serve de elemento intimidativo aos demais membrosda sociedade.
 
César Barros Leal, em sua obra “Prisão: um crepúsculo de uma era”[2], enumera as funções da pena privativa de liberdade: retribuição ,intimidação, ressocialização e incapacitação, uma vez que a clausuraimpede de cometer novos delitos .
III - Eficácia da pena privativa de liberdade
Deduzidas as considerações acerca das funções preconizadas pelasteorias que visam fundamentar a pena, passaremos a análise daeficácia de sua aplicação diante da nossa realidade.Daniel W. Van Ness [3] (in Crime and victims. Illionois: Intervarsity Press, 1986 apud César B.LEAL op.cit, p.121), questiona: “Quem é vitimizado pelo crime? Você como vítima, que pode perder a vida, asaúde, a propriedade ou a paz de espírito. Você como ofensor, quepode receber uma sanção injusta que o conduza a uma prisãosuperlotada. Você como pagador de impostos , que paga mais e mais, a cada ano, por um sistema ( presidial) que não está cumprindo suafunção.”, nos fazendo avaliar se a pena privativa de liberdaderealmente cumpre o seu caráter de retribuição. A retribuição direta ao mal causado pelo infrator àquele que sofreu odano, acontece de fato? E quanto aos casos de impunidade? A penaprivativa de liberdade deveria ter âmbito de retribuição “ampliado”,uma vez que não repara os danos causados à sociedade, nem mesmoaos cidadãos, que se vêem obrigados, mesmo de forma indireta, asustentar através do pagamento de impostos, quem lhe agrediu, oque é injusto. E a sociedade, além de conviver com a criminalidade,fica com o ônus de ver os condenados tornarem-se reincidentes,sustentando assim um sistema ineficaz. As estatísticas demonstram que a maioria dos criminosos são

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