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A crise financeira (2) – a crise sistémica

A crise financeira (2) – a crise sistémica

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08/23/2010

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A crise financeira (2) – a crise sistémicaAcontecimentos no Velho ContinenteDepois do Estado inglês, pelas mãos do “trabalhista” Gordon Brownter nacionalizado (temporariamente, como integrante do ciclocapitalista) o Northern Rock em Fevereiro, a lotaria saiu agora aosdonos do Bradford & Bingley, o oitavo banco inglês. Mas, somente noque respeita aos créditos imobiliários onde se situava o problema …pois a rede de 200 balcões e os depósitos foram comprados pelogrupo Santander. Parece que ningm duvida que o papel doEstado capitalista é absorver prejuízos e deixar o que rende, ou temvalor, ao chamado mercado.Ainda na Europa e após um período de acesa competição entre osbancos para ver quem apresenta maiores quebras nos resultados(coitados!) na disputa das perdas, o Lloyds compra a HBOS esemanas atrás, na discreta Dinamarca, o banco Roskilde foi tambémnacionalizado. No Fortis, um dos vinte maiores bancos europeus(85000 trabalhadores e sócio maioritário nas seguradoras do lusitanoBCP) 49% do capital em cada um dos países do Benelux senacionalizado, com um custo para os erários públicos de 11200 M deeuros, pela participação; nas mesmas paragens, o Dexia vai ter umaumento de capital subscrito pelos três Estados do Benelux e pelogaulês (6400 M euros); na Alemanha, o HRE - Hypo Real Estate foiadquirido por um consórcio, para evitar a fancia. Fala-se dedificuldades nos italianos Uni-Credit e Intesa Sanpaolo, no alemãoCommerzbank, no ABN Amro, do… e também na Rússia, o governodespeja dinheiro para segurar os bancos locais. A lista vai decertoengrossar nos próximos tempos mas, essa evolução só demonstraráque afinal a Europa é mais vulnerável do que alguns aldrabões nosqueriam fazer crer.Entretanto o BCE, volta a financiar os bancos, desta vez com 120 000M euros para que aqueles mostrem ratios apresentáveis depois dasenormes desvalorizações dos activos e da recusa dos seus accionistasem lá colocar a sua fazenda, numa manifestação de fé no mercadoque afinal não têm. E isto a somar aos mais de 1000 000 M (um biliãoem Portugal mas um trilião noutras culturas) que os governos ebancos centrais dos EUA e da Europa injectaram nos bancos,mormente de investimento, desde há um ano.O nosso imprestável “cherne” informou o mercado que o BCE vaicontinuar a apoiar os bancos no mesmo dia (30) em que cerca de 500bancos faziam fila para pedir crédito ao BCE. Os bancos deixaram dese financiar uns aos outros por dois motivos: porque prioritariamente,tratam das suas próprias mazelas e depois porque m altasdesconfianças nas capacidades de solvência dos congéneres. Peranteo funcionamento desta esponja tem havido instituições que exageramas suas necessidades para obter crédito público não constando nos
 
anais que o BCE tenha feito até hoje alguma coisa para alijar dedificuldades as empresas não financeiras ou os particulares oneradoscom os juros de crédito à habitação. O bodo fornecido pelo BCE não éaos pobres.A cacofonia europeia manifesta-se pelas divergências entre quemquer interveões concertadas a favor dos bancos (Fraa,nomeadamente que já apontou para uma disponibilização de 300 000M de euros) e quem pretende uma geometria variável (Alemanha eInglaterra, por exemplo). E, como uns são do euro outros não, aconcertação está feita em prejuízo das pretensões de mediatismo doSarko(na)zy.Acontecimentos no Novo ContinenteNa metrópole imperial e depois de vários anúncios de suspensões depagamentos, compras de instituições em dificuldades, bancarrotas eapoios em liquidez por parte do FED, chega a vez dos pesos-pesados.A lebre Merrill Lynch “linxou-se” e foi comprada pelo Bank of América para evitar a fancia; o igualmente lebre LehmansBrothers afundou-se e os japoneses do Nomura compram a suaactividade na Europa (a parcela americana ninguém quer), estandoem disputa uma transferência suspeita do Lehmans Europa parasalvar a e americana em speras da bancarrota (já o sevaloriza o amor filial!!); as Fannie Mae e Freddie Mac (apesar de osnomes sugerirem os de estrelas rock, eram respeitáveis instituiçõesde crédito hipotecário) são intervencionadas pelo governo Bush talcomo a maior seguradora do país, AIG. Refira-se ainda que a falênciado Lehmans lesou pequenos investidores espanhóis em cerca de3000 M euros, que se afirmam mal informados (leia-se aldrabados)pelos bancos locais (BBVA, La Caixa, Banif de Santander…) ansiososde encontrar compradores tansos para os títulos cuja origem ninguémsabia qual seria.Perante as insuficiências do “mercado” pouco dado à solidariedadecom os bancos em dificuldades e das injecções de liquidez por partedo FED, o impagável Bush com o acordo dos seus “alter ego” McCaine Obama (um de cada cor para atender à diversidade do mercado)decide intervir mobilizando 700 000 M de lares de dinheirospúblicos para salvar o sistema financeiro.Como capitalismo é insepavel de fraude e vigarice, no altocapitalismo a trafulhice é proporcional à respectiva grandeza. Nestecontexto, a reguladora americana SEC investiga as contas da MerrillLynch e da Goldman Sachs, ficando a cargo do FBI a contabilidadecriativa de outras, entre as quais o já referido Lehmans. Ora sucedeque o puritanismo americano não se manifesta apenas em casoscomo o de Clinton- Lewingston; eles têm mão pesada para os crimesde mercado chegando-nos à memória que o presidente da Enron foicondenado a 25 anos no xadrez. Terminamos este ponto com uma
 
pergunta - será que o Borges, braço direito da Balela F Leite e dadirecção do Goldman Sachs anda com insónias? (1)Na vulgar ideia do Paulson e dos seus assustados confrades dosistema financeiro seo Estado americano a adquirir créditosincobráveis aos bancos em dificuldades. Dito de outro modo, asdívidas acumuladas nos bancos pelo recálculo em baixa do valor detítulos sobrevalorizados nos seus balanços passam a dívida pública doEstado americano. Um ano atrás o mesmo governo onde milita o talPaulson rejeitou uma proposta de lei que previa um investimentoespecial de 7000 M de euros por ano (1% do actual pacote de ajudaaos especuladores) para garantir o acesso à saúde a10 milhõesdecrianças pobres. Muito piedosos estes fundamentalistas cristãos e domercado!É a primeira vez que o Estado americano intervém para melhorar a“eficiência” do sector privado, como se diz por aí. É, de facto, aprimeira… depois da última, em 1985, que se seguiu à de 1929-1933,que se somou à de 1907 que… O importante não é a falta denovidade do evento mas, a sua dimensão resultante da excessivafinanciarização que tornou a vida de cada um de nós dependente dorodar de uma roleta; do contraste entre a virtualidade do mundofinanceiro e a estagnação da economia real nos países ocidentais; daintegração económica entre as várias partes do mundo, facilitadapelos avanços tecnogicos no âmbito da informação e dacomunicação, sabiamente aproveitados (e acelerados) pelo sistemafinanceiro, pelas multinacionais e pelo mundo mafioso.Um pano de fundo de cores escurasEsta crise manifesta sem dúvida uma grande incapacidade teórica eprática de gestão do capitalismo global, mormente sob a forma quese convencionou chamar neoliberal, hábil em promover adesregulação e leviana na prevenção para que as coisas não corrammal. Por muito contraditório que seja com os seus princípios, a crisevai ser superada com uma intervenção maciça do Estado, a despeitode um sector de fundamentalistas do mercado preferir ver abancarrota do sistema do que esquecer os seus princípios, como seviu na recusa de muitos republicanos em apoiar o plano Paulson (1ºversão). O oficioso “Financial Times” do passado dia 19/9 dava o tom,afirmando que as loucuras de uma geração de financeirosirresponsáveis terão de ser pagas pelos contribuintes».Para evitar essas loucuras, o capitalismo, através do BCE e do FED,vai instituir ou reforçar alguns mecanismos de controlo das operaçõesfinanceiras e dos riscos sistémicos nelas contidos, num contexto deforte concentração do capital financeiro, com a desaparição de muitasinstituições (só na Europa há 800 bancos). E vão tentar convencer amultidão que tudo não passou da loucura de alguns - devidamentepunidos pela mão divina do mercado - e que os poderes públicos, em

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