MAIO 2009
3
jornal do
STAL
Editorial
Votar paramudarde rumo
decisivo na luta
Votar também é lutar
A intensiicação da luta dos tra-balhadores coloca-se também noplano eleitoral. «Os trabalhado-res e os seus sindicatos não es-tão isentos de opinião política,muito menos quando é das polí-ticas governativas e das maioriaslegislativas que resultam os gra-ves ataques aos direitos laboraise sociais».Por isso, o Conselho Geral doSTAL salientou que o Sindicatoe os trabalhadores «não podemnem devem esquecer» que oi amaioria absoluta do Partido So-cialista que permitiu ao Gover-no de Sócrates um tão proundoataque aos seus direitos. Paraeectivamente «mudar de rumo»é preciso traduzir essa vontadenas eleições para o ParlamentoEuropeu, para a Assembleia daRepública e para as AutarquiasLocais.Estes momentos, como risou oConselho geral, «devem ser con-siderados como de verdadeira edecisiva luta pelos direitos e pe-los serviços públicos, por um Paísmais livre, mais justo e mais ra-terno», o que exige uma orte pe-nalização do governo e da maioriasocialista, principais responsáveispela degradação das condiçõesde vida, aumento da precarieda-de e retirada de direitos sociais elaborais.
Maniestoda Frente Comum
Também a Frente Comum sepronunciou sobre o momentoeleitoral que se avizinha, apelandoà luta contra a Europa dos «pode-rosos e da ilosoia cega do mer-cado, que não tem em conta osdireitos undamentais dos cida-dãos e dos trabalhadores».No maniesto aprovado na Ci-meira de Sindicatos de 8 de Abril, arente sindical lembra as responsa-bilidades do governo de Sócrates naaprovação e aplicação das políticaseuropeias prejudiciais aos trabalha-dores e ao País, alertando para osperigos do «chamado Tratado Re-ormador ou de Lisboa – que o PSnão quis reerendar como promete-ra ao povo português – e que o po-vo da Irlanda recusou». Tal reorma«conirmaria a transerência de atiassigniicativas da nossa soberania eseria um novo passo na instituciona-lização do neoliberalismo». A Frente Comum conclui assimque não é «indierente a correlaçãode orças políticas nos órgãos daUE – no caso, no Parlamento Euro-peu – e as posições aí deendidaspelos diversos partidos» pelo queapela a que o voto dos trabalhado-res no dia 7 resulte de «uma proun-da relexão (…) e uma opção escla-recida, consciente e de classe».
A
s palavras isenção, imparcialidade ou independênciatêm sido utilizadas com frequência para se acusar ossindicatos de politizarem a sua acção. Ainda recentemente,José Sócrates, claramente incomodado com o poderosoprotesto contra a sua política que juntou em 13 de Marçomais de 200 mil trabalhadores, insinuou injuriosamenteque os manifestantes estariam ali a apoiar outros objectivosque não a sua luta, objectivos políticos alegadamentemanipulados pelo Partido Comunista.Esta táctica, já antes utilizada à exaustão pela ditadurasalazarista, foi igualmente adoptada pelo Governo do PSpara caluniar a classe dos professores que se mobilizouquase totalmente para contestar as políticas educativas.
M
as a propósito de «imparcialidade» cabe perguntar: têm sidoimparciais José Sócrates e o Partido Socialista na sua ofensivacontra os trabalhadores e os seus direitos, contra as populações eos serviços públicos? É imparcial a sua vergonhosa e descaradasubmissão aos interesses do patronato e o grande capital? Têmsido imparciais os partidos que se sucederam na governação doPaís – PS, PSD ou CDS, sozinhos ou coligados – ao aprovarame aplicarem as políticas neoliberais que precipitaram o paísnuma crise sem precedentes do capitalismo?
C
lamando pela isenção, governo e patronato desejariamque os trabalhadores se conformassem com a injustiça, aarbitrariedade, a exploração desenfreada. Isso não acontece,nem poderá acontecer!Os trabalhadores não se conformam nem podem tolerar aspolíticas de direita prosseguidas nas últimas décadas. Sabemque é possível um outro rumo para o País e para a Europa –um rumo de justiça, de solidariedade, de emprego e respeitopelos direitos, de desenvolvimento e de progresso social,com serviços públicos de qualidade para todos. Por isso, nãonos calamos, não nos vergamos e vamos continuar a luta!Nas ruas e nos locais de trabalho, mas também nas urnas.
P
orque o voto é naturalmente uma arma de que dispomos,preciosa e poderosa, não podemos nem vamos desperdiçá-lo. Votaremos já no próximo dia 7 Junho nas eleições para oParlamento Europeu para exigir uma inversão nas políticaseuropeias, o respeito pela soberania nacional, contra aEuropa do capital, contra o militarismo, pelos direitoslaborais e sociais, pela paz e a cooperação entre estadosiguais em direitos.E não deixaremos de penalizar com o nosso voto os
responsáveis pelas difculdades crescentes que sentimos no
dia a dia. Quem nos mentiu, quem faltou aos compromissos,não merece o voto dos trabalhadores. No próximo dia 7 deJunho não podemos ser imparciais. Vamos votar e exprimiro nosso protesto contra estas políticas, em defesa dos nossosdireitos, pelo futuro e por uma vida digna.
de direita que vêm sendo pros-seguidas há muitos anos e que oactual governo intensiicou».Neste sentido, o combate à crise«não pode passar apenas por en-contrar culpados (o que de si tam-bém não é eito) e pela adopção demais uma ou outra medida de cos-mética que corrija pontualmente oseeitos neastos que hoje se azemsentir». Pelo contrário, urge rompercom as políticas de direita que têmvindo a ser prosseguidas e com ummodelo de sociedade que privilegiaas lógicas de um mercado contraas pessoas, os trabalhadores e osserviços públicos.Combater a crise passa pois por«combater e romper com as suascausas». A este propósito, o STALairma que os serviços públicos lo-cais podem e devem ter um papelundamental na adopção de umapolítica que potencie o investimen-to, a produtividade e a criação deemprego local, constituindo verda-deira e eectiva alternativa às lógi-cas privatizadoras e às tão apre-goadas parcerias público-privadasque têm imperado.Por isso o Sindicato deende apromoção do investimento públiconestes serviços, designadamenteatravés da criação de parcerias pú-blico-público», paradigma que seassume tão mais necessário quan-to «mais incongruente e inadmissí-vel se torna a aposta em modelosde mercado que provaram já sercontrários aos interesses dos tra-balhadores, das populações e doPaís, constituindo aliás os princi-pais causadores da crise que atra-vessamos».
Nas comemorações do 35.º aniversário do 25 de Abril (foto à esquerda em baixo) e nas manifestações do 1.º deMaio, os trabalhadores prosseguiram a luta contra as políticas de direita. O Dia do Trabalhador foi também uma jornada de convívio e desporto. Em Lisboa, o STAL participou na corrida da CGTP com uma equipa de 28 atletas,obtendo o 11.º lugar na geral masculinos e o 1.º lugar em M45
Leave a Comment