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P A R E C E R P A R E C E R 
JOSÉ AUGUSTO DELGADOJOSÉ AUGUSTO DELGADO – Parecerista. Consultor. Advogado. Magistrado durante 43 anos.Especialista em Direito Civil. Ministro Aposentado do STJ. Ex-Ministro do TribunalSuperior Eleitoral. Doutor Honoris Causa pelaUniversidade Federal do Rio Grande do Norte.Idem pela Universidade Potiguar do RN. Acadêmico da Academia Brasileira de LetrasJurídicas. Acadêmico da Academia Brasileira deDireito Tributário. Acadêmico da Academia deDireito Tributário das Américas. Acadêmico da Academia Norteriograndense de Letras. Acadêmico da Academia de Direito do Rio Grandedo Norte. Professor Aposentado da UFRN.Professor convidado do Curso de Especializaçãodo CEUB Brasília. Ex-Professor daUniversidade Católica de Pernambuco. Ex-JuizEstadual. Ex-Juiz Federal.
1.A CONSULT A COOPERATIVA MÉDICA DO RIO GRANDE DO NORTE –COOPMED/RN, a ASSOCIÃO DOS DICOS DO RN E OSINDICATO DOS MÉDICOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, por seus diretores, solicita-nos parecerjudico sobre fatos que descreve do modo que,resumidamente, passamos a apresentar:
a)
O Estado do Rio Grande do Norte há maisde dez anos vem celebrando neciosjudicos bilaterais (contratos) queobrigam a Cooperativa consulente à prestação de serviços médicos cirúrgicose intervencionistas, por seusassociados, aos usrios do SUS, nasespecialidades de cardiologia(Arritimologia, Hemodinâmica e CirurgiaCardíaca), Cirurgia Cardiovascular,Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CirurgiaOncológica Ginecologia, Mastologia,
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Otorritonolaringologia e Urologia),Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Plástica,Cirurgia Tocica, Cirurgia Vascular,Cirurgia Geral, Neurocirugia eOrtopedia, bem como a regular prestaçãode plantões e procedimentos eletivos.
b)
 As obrigações contratuais da Cooperativaconsulente são todas de natureza médicae prestadas, também, em regime de plantão presencial de 12 (doze) horasefetivamente trabalhadas, tendo comolocal unidades hospitalares indicadas pelo Estado contratante, compreendendo,também, procedimentos seletivos.O objetofundamental da contratação sempre foi ode complementar financeiramente a prestação de srviços ao SUSsulente,a fim de atender aos usuários dosistema por ele administrado e executado pelosSUS noshospitais e clínicascredenciados e convencionados pelosistema universal de assistência àsaúde.
c)
Os contratos em queso foram semprefirmados com base no art. 25 da Lei n.8.666, de 1993, que ampara, no caso, ainexigibilidade de licitação, sem nuncaterem sofrido qualquer impugnão doTribunal de Contas, do Ministérioblico e de quaisquer outras pessoas públicas ou privadas.
d)
Ocorreu que, em 31.12.2008, com ormino do prazo do último contratocelebrado, o Estado do Rio Grande do Norte, não obstante a absolutaimperiosidade dos serviços médicoscontinuarem a ser prestados, pelanecessidade de o se interromper a proteção à saúde dos usuários do SUS,resolveu não renová-los, apontando como motivão ter recebido comunicação do
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 Ministério Público Estadual para assim agir, tendo em vista tal instituição ter manifestado opinião no sentido de serem ilegais os mencionados pactos, sob aalegação de que os serviçosde proteçãoda saúde dicosacima referidos  poderemm ser prestados por profissionais médicos servidores públicos vinculadosao Poder Público mediante concurso.Os consulentes, em face do panorama acima descrito, formula m os seguintes questionamentos:I – Há amparo jurídico para a existência, validade e eficácia dos contratos de prestão de servos dicos queaCooperativafirmou, em nome dos seusassociados, com o Estado do Rio Grandedo Nortee a Prefeitura Municipal?II Os princípios e diretrizesconstitucionais e infraconstitucionaisaplicados ao SUS permitem a firmação decontratos e convênios com pessoasjurídicas de direito privado para a prestação de serviços médicos ehospitalares, em face da insuficiênciado Poder Público em executá-los e benefício da clientela que estásubordinada ao referido sistema?III As cooperativas de trabalholegalmente constituídas podem sofrerlimitações, em suas atividades, impostas por agentes públicos, especialmente pelo Ministério Público?IV A prática do cooperativismo éestimulada, no Brasil, pela ConstituiçãoFederal? V Qual o alcance das recomendaçõesexpedidas pelo Ministério blico nosentido do Estado do Rio Grande do Nortenão renovar os contratos de prestação de
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