Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
17Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Pneus e Meio Ambiente

Pneus e Meio Ambiente

Ratings: (0)|Views: 3,434|Likes:
Published by Nanny Brandão

More info:

Published by: Nanny Brandão on May 22, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/05/2012

pdf

text

original

 
PNEUS E MEIO AMBIENTE: UM GRANDE PROBLEMAREQUER UMA GRANDE SOLUÇÃO
Material gentilmente enviado por Antonio J. Andrietta - * Professor universitário, pesquisador e consultor de empresas.
1 Introdução
Há mais de um século a humanidade tem desfrutado de um útil e necessário inventoque proporciona desempenho, economia e conforto à rodagem de veículos terrestresautomotores e outros. O pneumático, simplificadamente denominado de pneu, é umtubo de borracha cheio de ar e ajustado ao aro da roda do veículo, permitindo a traçãodo veículo e, ao mesmo tempo, absorvendo os choques com o solo sobre o qual oveículo trafega. Será inconcebível, senão impossível, supor que outro dispositivo venhaa substituir o atual pneumático.Ao mesmo tempo que os veículos automotores terrestres - automóveis, caminhões,utilitários, máquinas agrícolas, motocicletas - foram sendo produzidos em cada vezmaiores quantidades, movimentando o maior conjunto de indústrias do planeta,também cresceram as indústrias de pneus, destinando-os tanto à equipagem dosveículos novos quanto à reposição na frota em circulação. Não estatísticasdisponíveis, mas estima-se que a produção mundial de pneus esteja ao redor de um bilhão de unidades. Os principais fabricantes de pneus remontam suas origens aos pioneiros, ainda no Século 19: a inglesa Dunlop, depois absorvida pela italiana Pirelli,a francesa Michelin, as norte-americanas Goodyear e Firestone, esta última hojeconsorciada com a japonesa Bridgestone. Atuando no Brasil, juntas estas empresas produzem, anualmente, 45 milhões de pneus, um terço dos quais é exportado, outroterço é adquirido pelas montadoras para equipar os veículos novos e o terço restante édestinado à reposição da frota. Nos anos mais recentes, a preocupação com a qualidade do meio ambiente,aceleradamente deteriorado, voltou-se para os pneus descartados na natureza e queconstituem, nos pses mais desenvolvidos e em muitos dos em via dedesenvolvimento, um enorme passivo ambiental. Nos países da ComunidadeEconômica Européia são descartados 180 milhões de pneus, anualmente, e outros 150milhões somente nos Estados Unidos da América onde estimados 3 bilhões de pneusformam montanhas em áreas desérticas, porém sob iminente ameaça de devastadoresincêndios, liberando gases tóxicos na atmosfera. A disposição em aterros sanitários temse mostrado inadequada, por diversas razões. Assim, vários países começaram a adotar medidas para que se dê destinação mais adequada aos pneus descartados. Diretriz jáadotada pela Comunidade Européia, em 1999, estabelece que, a partir de 2003, osaterros não poderão receber pneus inteiros e, a partir de 2006, nem mesmo os pneusfragmentados, porém, ainda não se definiu o que fazer depois.Pode-se considerar que o Brasil se colocou em posição mais avançada na questão dedisposição final dos pneus descartados. A Resolução nº 258, de 26/8/1999, baixada peloConselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA, determinou que as empresasfabricantes e importadoras de pneus fossem as responsáveis pela destinação final,iniciando com um pneu inservível para cada quatro novos a partir de 1º/01/2002 ecrescendo ano a ano a proporção até chegar a cinco para cada quatro a partir de1º/01/2005.A questão subjacente ao problema da destinação final dos pneus inservíveis tem sidocomo faze-la de modo adequado e sem agredir o meio ambiente. Outro aspectocontroverso, também crucial, é a reciclagem dos pneus inservíveis, reaproveitando-se
 
todo seu conteúdo de materiais e potencial energético.O presente trabalho pretende focar o problema tanto sob os aspectos técnicos dos processos de destinação final dos pneus inservíveis, quanto dos aspectos ambientais esob a ótica do interesse econômico da reciclagem. Diversas fontes, com créditos aofinal, serviram de base à elaboração do trabalho que, entretanto, não se pretende queseja definitivo posto que, em muitos países, especialistas e entidades se voltam para osmesmos aspectos aqui enfocados, deles se esperando novas e úteis contribuições.
2 Tipos e construção dos pneus
Muitos são os tipos de pneus devido a sua aplicação em diferentes veículos. Os maiscomuns, e em maior quantidade, são os pneus para automóveis, caminhões, ônibus,utilitários leves (pick-ups, vans), motocicletas e bicicletas. Também são fabricados pneus especiais para aviões, veículos de competição esportiva, tratores agrícolas,equipamentos de construção e de movimentação de materiais. Na maior parte destestipos de usos os pneus são preenchidos por ar comprimido, numa câmara de borrachainserida dentro do pneu, porém, nos últimos anos cresceu a aplicação de pneus semcâmara, principalmente nos automóveis, com o ar comprimido diretamente no interior do pneu. Há, também, pneus de borracha sólida, chamados "pneus maciços" comaplicação restrita a alguns veículos industriais, agrícolas e militares.Um pneu é construído, basicamente, com uma mistura de borracha natural e deelastômeros (polímeros com propriedades físicas semelhantes às da borracha natural),também chamados de "borrachas sintéticas". A adição de negro de fumo confere à borracha propriedades de resistência mecânica e à ão dos raios ultra-violeta,durabilidade e desempenho. A mistura é espalmada num molde e, para a vulcanização -feita a uma temperatura de 120-160ºC - utiliza-se o enxofre, compostos de zinco comoaceleradores e outros compostos ativadores e anti-oxidantes. Um fio de aço é embutidono talão, que se ajusta ao aro da roda e, nos pneus de automóveis do tipo radial (v.Figura 1), uma manta de tecido de nylon refoa a carca e a mistura de borracha/elastômeros é espalmada, com uma malha de arame de aço entrelaçada nascamadas superiores. Estes materiais introduzem os elementos químicos da composiçãototal de um pneu típico.Considerando aqui os principais e mais abundantes tipos de pneus, examinam-se suacomposição química (Tabela 1) e a dos materiais neles contidos (Tabela 2).O peso de um pneu de automóvel varia entre 5,5 e 7,0 kg (182 a 143 unidades por tonelada), e um pneu de caminhão pesa entre 55 e 80 kg.(18 a 12 unidades por tonelada).Figura 1: Corte de um pneu radial de automóvel comsuas partes e respectivos materiais componentes
 
Tabela 1: Composição química média de um pneu
Elemento/composto %Carbono70,0Hidrogênio7.0Óxido de Zinco1,2Enxofre1,3Ferro15,0Outros5,5
Tabela 2: Comparação dos materiais contidos em pneus
 AutomóvelCaminhãoMaterial%%Borracha/Elastômeros4845 Negro de fumo 2222Aço1525Tecido de nylon5-Óxido de Zinco1 2Enxofre1 1Aditivos85 
3 Destinação dos pneus usados
Descrevem-se aqui as mais ocorrentes destinações que se dão, atualmente,aos pneus usados.
3.1 Reforma (recauchutagem)
Os pneus se constituem no segundo item de maior custo de uso dos veículosautomotores, depois do combustível. Devido a isto, há muito tempo sedesenvolveu um processo para a reforma de um pneu usado, denominadorecauchutagem, em que é reposta e vulcanizada a camada superior de borracha da banda de rolamento. Os requisitos para que se possa fazer areforma são que a estrutura geral do pneu não apresente cortes edeformações, e a banda de rodagem ainda apresente os sulcos e saliênciasque permitem sua aderência ao solo (ou seja, que na linguagem popular o pneu não esteja "careca"). As precárias condições de conservação dos

Activity (17)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Larianne Santana liked this
Gabriela Brixius liked this
Gabriela Brixius liked this
Gabriela Brixius liked this
Gabriela Brixius liked this
Carlos Fonseca liked this
vbcl1983 liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->