• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
Aprendendo a conversar com Deus
 Nasrudin aprendeu como pedir. Nasrudin, certa vez, estava sem um burrico que o ajudasse nos seus afazeres.Desesperado, sem ter meios de encontrar um, começou a orar, pedindo a Deus que lhe enviasseum burrico. Rezou por algum tempo e, certo dia, ao andar por uma estrada, deparou-se com umhomem montado num burrico e atrás estava um outro burrico mais jovem. Nasrudin aproximou-se do homem e este lhe disse:- Mas que vergonha, eu estou trazendo um burrico de tão longe, estamos todos esgotados, e aquiestá este homem descansado, sem fazer nada!E ameaçando-o com uma espada, completou:- Vamos! Coloque o burrico nas suas costas e venha comigo até a próxima cidade!’ Nasrudin, com medo não disse nada, simplesmente colocou o burrico nas suas costas e seguiu ohomem. Andaram por várias horas e Nasrudin estava exausto de tanto peso. Ao entardecer,chegaram na cidade mais próxima e o homem simplesmente fez Nasrudin descer o burrico dassuas costas e seguiu adiante, sem sequer agradecer. Nasrudin ergueu os seus olhos para o céu e disse:- Está bem, Deus. Aprendi a minha lição. Na próxima vez serei mais específico...
 
Pequeno conto chinês
Quem seria a escolhida?
Conta-se que por volta do ano 250 A.C, na China antiga, um príncipe da região nortedo país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei,deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças dacorte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todasas pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitosanos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, poissabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moçasda corte. Tire esta idéia insensata da cabeça; eu sei que você deve estar sofrendo, masnão torne o sofrimento uma loucura.E a filha respondeu:- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamaispoderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos algunsmomentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças,com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadasintenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio:- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, metrouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizavamuito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos,etc...O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se abeleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava sepreocupar com o resultado.Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos osmétodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vezmais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seismeses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação,a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria aopalácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais algunsmomentos na companhia do príncipe.Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outraspretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadasformas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma daspretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, eleanuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoaspresentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque elehavia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente opríncipe esclareceu:- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. Aflor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.(Autor desconhecido
 
O urso e o zoológico
O lar ideal, mas...Diz a lenda que o zoológico de Denver estava muito interessado em adquirir um ursopolar. O diretor do zoológico naquela época, um velho senhor de cabelos grisalhos egrandes barbas brancas, tinha uma queda por ursos polares. Ele sempre admiraraseus corpos grandes e musculosos, e respeitara a inteligência primordial que ele sentiademonstrarem em seus movimentos lentos mas elegantes e pelo que ele via em seusolhos penetrantes. Acima de tudo, entretanto, ele gostava de sua longa e densa pele depuro branco, que o lembravam das madeixas que adornavam seu próprio rosto. Por causa desta especial afinidade que ele sentia pelos ursos, o diretor decidiu que osursos polares do Zoológico de Denver deveriam ter as maiores e mais naturalisticas jaulas dentre todos os animais do zôo. Assim ele pôs seus projetistas, engenheiros eoperários para trabalhar na construção de um cercado tão grande e naturalístico emsua representação do esplendor da região ártica, que iria superar em arte e valor as jaulas de qualquer um dos maiores e mais famosos zoológicos do mundo.A construção do cercado do urso polar andava pela metade, quando foi oferecido aodiretor um bom negócio de um dos mais bonitos ursos polares que até então vira. Defato, ao inspecionar o animal, o diretor quase achou que fitava um espelho, quandoolhou dentro dos olhos do bruto e este, balançando para frente e para trás, devolveu oolhar fixo do diretor.Como bons negócios com ursos polares não aparecem todo dia (e ainda mais o de umexemplar tão magnífico), o diretor decidiu ir em frente e comprar o urso, mesmo com ocercado apenas parcialmente construído. O urso foi sedado e quando acordou estavaem uma pequena jaula feita com grossas barras de metal, colocada bem no meio dogigantesco cercado naturalístico ainda em obras. Ele permaneceria na jaula menor atéque a estrutura maior estivesse pronta.O pequeno cercado era grande apenas o suficiente para que o urso polar desse quatropassos de bom tamanho antes de dar de cara com as frias barras de metal. Nada maistendo a fazer enquanto residia na pequena jaula, o urso logo desenvolveu um hábito decaminhar pelo minúsculo ambiente. Ele dava quatro passos um uma direção, empinavasobre as patas traseiras para lentamente girar 180 graus, com uma convicção de quesomente ursos polares são capazes, para dar quatro passos na direção oposta antesde empinar lentamente, levantar as patas dianteiras e fazer a volta. Durante todo o diao urso caminhava vagarosamente para frente e para trás na sua jaula, atentamenteobservando os operários que trabalhavam no imenso cercado em volta.Finalmente, após meses de trabalho duro, os operários do zoológico terminaram anova casa do urso polar. O urso foi novamente sedado e a pequena jaula de metal quefora o mundo do urso por tantos meses foi removida. Uma multidão de visitantes, juntamente com todos os funcionários e operários do zoológico e, é claro, o orgulhosodiretor, se amontoaram ao redor do cercado e ansiosamente esperaram para ver comoo urso se sairia no seu novo e magnífico ambiente. O urso polar acordou,cautelosamente apoiou-se nos pés e sacudiu da cabeça os restos do sono induzidopela droga.O diretor quase podia sentir a excitação que certamente estava sendoconstruída no peito do urso enquanto se preparava para explorar seu belo ambientenatural. Ele ansiosamente assistiu ao urso dar quatro lentos mas resolutos passosantes de empinar, patas dianteiras ao ar, e se virar para dar quatro passos na outradireção, empinando novamente enquanto se virava e caminhava sobre seus primeirospassos e empinava...Robert B. Dilts e outrosNo livroNeuro-Linguistic Programming Vol. I(Meta Publications). Tradução: VirgílioVasconcelos Vilela
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...