A
lguma vez foi encostado à parede com uma questão pro-
vocativa sobre Hinduísmo, até mesmo uma que realmentenão deveria ser tão difícil de responder? Se sim, não está so-zinho. Requer uma boa preparação e algum ajuste de atitude para
conantemente dissipar dúvidas sobre a sua fé sejam de colegas
de trabalho amigáveis, estudantes, transeuntes ou, especialmen-te, de evangelistas Cristãos. Na primavera de 1990, um grupo deadolescentes do Hindu Temple of Greater Chicago, nos E.U.A, en-viou um pedido a
Hinduism Today
para “respostas ociais” a nove
questões que lhes eram frequentemente feitas pelos seus colegas.Estas questões tinham causado perplexidade na própria juventudeHindu; e os seus pais não tinham respostas convincentes. Satguru
Sivaya Subramuniyaswami abraçou o desao
e providenciou as respostas seguintes às novequestões. Lendo compenetradamente a lis-ta para esta edição da revista, pensamos sercrucial adicionar uma décima questão sobrecastas, já que é a mais implacável crítica que oHinduísmo enfrenta hoje em dia.Vamos começar observando a atitude ater quando responder Primeiro, indague-se,
“Quem está a fazer a pergunta?” Milhões de
pessoas estão sinceramente interessadas noHinduísmo e nas muitas religiões asiáticas.Então, quando lhe perguntarem sobre Hindu-
ísmo, não seja defensivo, mesmo se quem ques-tiona parece confrontador. Invés disso, assuma
que a pessoa quer realmente aprender. Claroque, alguns apenas querem perturbar, irritare convert
ê
-los à sua visão. Se voc
ê
sentir queé esse o caso, sinta-se à vontade para sorrir ecordialmente retirar-se sem qualquer tentativa
em responder, a m de não acrescentar gasolina
às suas chamas.Com tudo isso em mente, é melhor nunca responder de uma for-
ma muito ousada ou imediata a uma questão sobre religião. Isso podelevar a confrontação. Ofereça um prólogo primeiro, depois retorne à
questão, guiando o inquiridor ao entendimento. O seu raciocínio e
ponderação conferem a garantia de que voc
ê
sabe do que está a falar.
Também lhe dá um momento para pensar e extrair do seu saberintuitivo. Antes de aprofundar uma resposta, pergunte sempre ao
inquiridor qual a sua religião. Sabendo isso, poderá dirigir-se ao seu
modo de pensar particular e tornar a sua resposta mais relevante.
Outra dica: tenha conança em si mesmo e na sua habilidade emdar uma resposta signicativa e educada. Mesmo dizendo “Peço
desculpa. Eu ainda tenho muito a aprender sobre a minha religião
e ainda não sei a resposta a isso” é uma resposta signicativa. A
honestidade é sempre apreciada. Nunca receie admitir aquilo quevoc
ê
não sabe, pois isso confere credibilidade àquilo que voc
ê
sabe.
Aqui estão quatro prólogos que podem ser usados, de acordo com asituação, antes de verdadeiramente responder uma questão.
1)
“Ficomuito contente por voc
ê
estar interessado na minha religião. Talvez
voc
ê
não saiba que uma em cada seis pessoas no mundo é Hindu.”
2)
“Muitas pessoas me perguntam sobre a minha tradição. Eu não sei
tudo, mas tentarei responder as suas questões.”
3)
“Primeiro, saibaque no Hinduísmo não é somente importante a crença e o entendi-mento intelectual. Os Hindus colocam maior valor na experi
ê
ncia
pessoal destas verdades.”
4)
O quarto tipo de prólogo é repetir aquestão para perceber se a pessoa realmente declarou aquilo quequer saber. Repita a questão nas suas próprias palavras e perguntese entendeu a sua pergunta corretamente. Se for uma questão com-plicada, pode começar por dizer, “Filósofos passaram vidas inteiras
a discutir e reetir questões como essa, mas eu farei o meu melhorpara explicar.”
Tenha coragem. Fale a partir da sua menteinterior. Sanatana Dharma é um caminhoprático, não um dogma, e assim a sua expe-ri
ê
ncia em responder questões irá ajudá-lono seu próprio progresso espiritual. Voc
ê
irá aprender pelas suas respostas se escutara sua mente interior falar. Isto pode até ser bastante divertido. O professor atento apren-de sempre mais que o aluno.Após o prólogo, aborde a questão sem he-sitação. Se a pessoa é sincera, voc
ê
pode per-
guntar, “Tem mais alguma questão?” Se ela
quiser saber mais, então elabore o melhorque puder. Use exemplos fáceis, do dia a dia.Partilhe aquilo que almas iluminadas e asescrituras do Hinduísmo disseram sobre oassunto. Lembre-se, não podemos assumirque todos os que perguntam sobre Hinduís-
mo sejam insinceros ou estejam a desaar a
nossa fé. Muitos estão apenas a ser amistosos
ou a fazer conversa para o conhecer. Então não que à defesa nem
leve isso muito a sério. Sorria quando der a sua resposta. Seja aberto.Se a segunda ou a terceira questão é sobre algo que voc
ê
não sabe,
voc
ê
pode dizer, “Eu não sei. Mas se voc
ê
está realmente interessado,
eu descubro, envio-lhe alguma literatura por correio ou empresto-
lhe um dos meus livros.” Sorria e tenha conança enquanto dá estas
respostas. Não seja tímido. Não existe questão que possa ser postanos karmas do seu nascimento que voc
ê
não possa responder comuma agradável resposta que satisfaça totalmente o buscador. Destaforma, pode fazer amigos para toda a vida.Cada uma das dez explicações está organizada com uma curta
resposta que pode ser memorizada, uma resposta mais longa, e uma
explanação detalhada. Muitos inquiridores carão satisfeitos com
a resposta curta e simples, por isso comece com essa primeiro. Usea explanação como informação de fundo para si mesmo, ou comouma resposta de conting
ê
ncia em caso de uma discussão losóca
mais profunda. Recursos adicionais em
http://www.himalaya-nacademy.com/basics/
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hinduism today
Um sacerdote hindu responde inteligentesquestões de um respeitoso visitante
A mais prounda é da humanidade é agora um enómeno global. Estudantes, proessores, vizinhos e amigos têm muitos questões. Conceções erradas dissiminam-se sem controlo. Aquiestão dez respostas reetidas que pode usar para acabar com os mal-entendidos.
PRIMEIRA PARTE:
DEZ QUESTÕES