O conto é a forma narrativa, em prosa, mais pequena. Tem como objectivo a precisão, asimplicidade e detalhe em poucos aspectos e tenta passar uma pequena moral,normalmente no fim. Tem poucas personagens e, maioritariamente, tem mais acção doque momentos descritivos, de pausa. Este tipo de histórias vem já desde 4000 a.C. noEgipto, de livros religiosos, até textos da autoria de Eça de Queirós em 1902.Depois da leitura de alguns dos muitos contos de Mia Couto, cativou-me a atenção
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Bartolominha e o pelicano
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do livro
Na Berma de Nenhuma
Estrada, e é nesse conto queeu baseio o meu trabalho.
Bartolominha e o pelicano
Síntese da acçãoUm neto que explica que a sua avó, Bartolominha, mora numa ilha, num sítio isolado, e oseu avô, Bastante António, faroleiro, lá vive com ela. Ora, um dia, subindo as escadas dofarol, o avô morreu e só anos depois é que a família recebeu a triste notícia. Bartolominhatinha a mente decidida, e ficaria na ilha em que seu marido morreu. De seguidaperguntaram-lhe como arranjaria sustento e aí ela mostrou um pelicano que lhe traziacomida.O neto voltou à ilha e lá ficou uns dias. Numa noite, enquanto Bartolominha dormia como pelicano, o neto levantou-se e, guiado por um estranho impulso, investigou a campa doavô e reparou que, em vez dos restos deste estavam os restos de um pássaro. Subiu atéao cimo do farol e pensou ter visto sua avó desaparecer a voar. A partir daí, ele ocupa olugar de faroleiro.
Personagens
Neste conto, o narrador não descreve fisicamente qualquer uma das personagens(apenas uma vez para descrever o que Bartolominha trazia vestido). A históriadesenvolve-se simplesmente à volta de Bartolominha, Bastante António, e o seu neto esó os podemos retratar com a relação entre os quatro e as atitudes que tomaram nodecorrer do conto.
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