diante das estrelas, e ao chorar ouviu a voz do seu pai dizerpara ela limpar as lágrimas, mas já era tarde de mais, a luz daestrela já a tinha alcançado
…
O conto está repleto de frases lindíssimas, que muito mesensibilizaram. De difícil escolha, após muitas hesitações,acabei por seleccionar três excertos:
- Pai, eu quero uma estrela! - Estrela, não: é muito custosa de criar.Eu insistia, Queria possuir estrela como as outras meninastinham brinquedos, bonecos, cachorros. Aqui, no rés da terra,eu não podia ter nada
.Aqui, tocou-me a maneira como a rapariga se refere e seinteressa por uma estrela, ela queria uma estrela como quemquer um brinquedo, e isso encanta-me por ser criança equerer ter tudo e tudo está ao alcance, basta sonhar comcoisas e logo as podemos ter. Sem dúvida, foi o lado dainocência que me cativou.
“
Em minha toda vida, eu conheci só aquela exclusiva mãodele, docemente áspera como pedra. Aquele côncavo de suamão era minha gruta, meu reconchego. E mais um agasalho;
as estranhas falas com que ele me nevoava o adormecer”
Emocionei-me com as imagens para a mão do pai, símbolo daperfeita união entre os dois. A comparação antitética para adoçura e dureza da mão do pai que era «
docemente ásperacomo a pedra
» e que era «
gruta
» protectora e «
reconchego
»tranquilizador. Também me sensibilizou a metáfora para a voz
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