Conto Rosita, livro “Na berma de nenhuma estrada e outros
contos
” de Mia Couto
2Toya Nereide Vicente Coelho
Introdução
“Rosita” é o último c
onto do livro de Mia Couto,
Na berma de nenhuma estradae outros contos
e foi o que eu, depois de ter lido todos os outros, escolhi para o meutrabalho preparatório da apresentação oral, na aula de Português. A minha selecçãotem razões fundamentalmente afectivas pois Mia Couto constrói esta narrativapartindo de factos reais que já me eram familiares. A história, verídica, da agorapersonagem Rosita, já me havia sido contada por uma pessoa que me é muitoquerida, por isso não tive nem um momento de hesitação
,
“Rosita” seria
o meu
conto.
N
este trabalho, escrito, dou a informação acerca da leitura e o seu respectivomotivo; logo depois apresento as frases que acho mais importantes e que realmentemexeram com o meu sentido estético, com a minha sensibilidade, com as minhasemoções; de seguida, explico a razão da escolha de minha ilustração; continuo comas categorias da narrativa, tempo, espaço, acção, personagens, narrador; prossigocom a minha opinião sobre o desfecho do conto, a conclusão, a bibliografia sumária econcluo com anexos, algumas notícias publicadas e fotografias legendadas das cheiasem Moçambique.
O conto “Rosita” narra
que o protagonista, depois de alguns anos passados,volta para Chokwé, Moçambique, e, apesar das guerras que por lá havia, reencontraa sua única riqueza, Makalatani, o seu companheiro, no mesmo lugar onde o tinhadeixado. Entretanto dá-se uma inundação devido
ao rio que enlouqueceu
, e as águasbravas com fortes correntes acabaram por engolir tudo, pessoas, que não seconseguiram salvar, casas, animais. O narrador e Makalatani, para conseguiremsobreviver, e porem-se a salvo no telhado de uma fábrica, tiveram que subir umaárvore. O protagonista lembra-se que a sua vizinha Sofia Pedro está grávida e que acriança pode nascer a qualquer momento ou então que não tenha conseguido escaparda morte. Durante dias passaram fome, beberam aquela água suja e contaminada. Aoquinto dia, aparece uma
nuvem motor
de onde desce um anjo branco que o segura.De repente acorda, afinal o anjo era um soldado sul-africano que descia de umhelicóptero através de uma corda para o salvar, ele insistindo que não seria salvo se oseu companheiro
–
um boi
–
não fosse também salvo. Depois de tantodesentendimento o soldado consegue salvá-lo e ele pensa que
Afinal nunca houvera
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