concertos de bandas do concelho e outras actividades divulgadas nas escolas e noutrosespaços, que pudessem incentivar a criação e a fruição artística.Outro aspecto que merece objecto de estudo neste documento é, sem sombra dedúvida, o nosso museu municipal. Quantos maiatos o conhecem? É neste museu, de extremaimportância, que se encontram objectos e monumentos, modos de vida, hábitos, usos ecostumes associados à nossa região que em tempos era um vasto território demarcado entre oAve e o Douro. Qual a razão para o marasmo existente neste espaço, mesmo sendo de entradagratuita? Apontamos a acessibilidade, a divulgação e a dinamização como causadores destefacto. Mais uma vez, vemos como essencial a existência de um Serviço Educativo dinâmicoque trabalhe junto às escolas e para o público em geral, adoptando políticas adequadas aopúblico-alvo que se pretende atingir. Chamamos, mais uma vez, a atenção para a existênciade uma programação cultural fixa - oficinas temáticas, maletas pedagógicas, palestras sobre ahistória local - que se concretize e que não fique somente no papel.A divulgação dos eventos culturais da cidade é para nós outra lacuna. Há uns anosatrás, estas informações, chegavam-nos através da Agenda Cultural que, apesar de distribuídatardiamente, informava os cidadãos das iniciativas do concelho. Hoje, a programação culturalda cidade aparece na Agenda da AMP em locais de distribuição restritos. Se defendemos ademocratização da cultura, deve de haver um esforço para que estas informações cheguem atodos.Segundo o Conselho Internacional de Museus (ICOM),
“Museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa, e exibe para finalidades de estudo, de educação, ede apreciação, (…)”.
Partindo desta definição, como é possível existir na Maia um “MuseuRural” como está referido no
site
do Turismo da Maia? Este espaço expõe objectos queintegram uma colecção particular e que, dadas as suas características, não responde àdefinição acima transcrita, logo não deve ser designado de museu.O argumento, tantas vezes usado, de que as restrições orçamentais impedem ummaior grau de acção pode e deve ser desmistificado. Este argumento só pode ser visto comofalta de originalidade e no seguimento de uma atitude comodista. Cada vez mais se fala emmecenato cultural, patrocínios, financiamentos, apoios, etc., já para não falar de programasfinanceiros que centralizam a sua acção no apoio à cultura. Cada vez mais as empresasassociam-se estrategicamente a eventos culturais, devendo, por isso, existir uma ligaçãoestreita entre o Pelouro da Cultura e essas entidades.Para além disto, o património cultural pode ainda ser visto como motor dedesenvolvimento sustentável, através do turismo cultural considerado, por muitos, um factorde competitividade por excelência. O concelho da Maia tem efectivamente condições paraapostar no turismo cultural, tendo em conta os recursos patrimoniais de inigualável valor
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