2eleitoral fechado que tende a dificultar qualquer iniciativaautónoma exterior;
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A descrença no sistema de representação que se revela,crescentemente, através da abstenção eleitoral, sem que daí resultem alternativas consistentes de contestação que não umarevolta surda ou o vociferar por um retorno ao passado;
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As eleições europeias têm mais relevância mediática por causaduns epítetos vernaculares dirigidos a um candidato e doeventual pequeno-almoço de “maizena” de outro do que porqualquer discussão sobre as instituições europeias, o golpe dotratado de Lisboa, a real ausência de um projecto europeu; poroutro lado, o Parlamento Europeu, também não tem visibilidade,nem evidencia uma particular utilidade na vida da multidão;
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As eleições legislativas, com o PS/PSD garantido no poder,como imposto pelo patronato, não deverão conduzir a umadinâmica transformadora à esquerda capaz de aproveitar asfraquezas do capitalismo e do anti-democrático sistema derepresentação;
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Nas eleições autárquicas, as ligações entre o poder camarário eo imobiliário, tenderão a manter florescentes os níveis decorrupção e a degradação urbana, neste caso, tanto do pontode vista do ordenamento, como da mobilidade, como ainda doambiente;
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É bastante evidente que não existe uma vaga de fundo popularde luta por um conjunto de mudanças reais, quer no contextoeleitoral, quer fora dele, apesar de uma revolta larvar bempresente, mas que tarda em se manifestar.Essa ausência de perspectivas de mudança deriva de factores vários,tais como:
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Um muito fraco grau de conhecimento comum, de organizaçãoe de concertação por parte dos trabalhadores europeus,acentuados pela actuação dos media, dos partidos e pelospróprios sindicatos, que provocam uma sensaçãodesmotivadora de isolamento nos trabalhadores de cada país;
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A crença num modelo de concertação global como forma únicade fazer ceder o capitalismo e os seus agentes, restringindo-seas lutas, demasiadas vezes, a um quadro nacional, sectorial, deempresa, facilitando a repressão patronal ou estatal;
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