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III JORNADAS DE COMUNICAÇÃO E POLÍTICA
LABCOM/ DEPT. DE COMUNICAÇÃO E ARTES/SOPCOMU.B.I. – COVILHÃ, 12-13/10/2006RELATÓRIO
PUBLICIDADE E RELAÇÕES PÚBLICASMÁRIO MATOS, Nº 18672CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO – 2 ANO
 
Publicidade e Relações Públicas III Jornadas de Comunicação e PolíticaUniversidade da Beira Interior 06/07 pg.1
O presente relatório diz respeito à segunda parte do primeiro dia da conferência “IIIJornadas de Comunicação e Política”, realizada entre as 16h e as 19h20 do dia 12 deOutubro de 2006, e ao segundo dia destas conferências (13/10/2006). Nesta conferência tentou-se elucidar os presentes sobre a relação
media/ 
 políticana actualidade, com referências relevantes a acontecimentos concretos da sociedade portuguesa.Os temas propostos no primeiro dia centravam-se nas seguintes questões: “É possível e desejável ensinar política?”, “Devem os
media
 
 promover a Cidadania?” e“Mentira e Política”
.
Relativamente a estes temas foram apresentadas diversas opiniõesdos vários oradores intervenientes, com alusão a alguns exemplos práticos e autoresreferência dos temas. No dia de encerramento das “III Jornadas de Comunicação e Política”, dia 13, osoradores centraram as suas atenções no “Poder dos Media” na actualidade.
 
Publicidade e Relações Públicas III Jornadas de Comunicação e PolíticaUniversidade da Beira Interior 06/07 pg.2
12 DE OUTUBRO DE 2006
 Na segunda parte do primeiro dia das “III Jornadas de Comunicação e Política”foi moderada pelo Dr. José Ricardo Carvalheiro (UBI/FCT) e teve como primeiroorador o Dr. António Bento (UBI
i
) que reflectiu aspectos relativos à “Mentira ePolítica”. No início da sua apresentação A. Bento realçou que Nietzsche encarava amentira como inata ao homem, um acto mais complexo do que dizer a verdade, umaactividade que implica uma acção mais duradoura e trabalhada do que a verdade e arepugnância da criança pela mentira.A dimensão ética da mentira foi o assunto abordado em seguida, isto é, o acto dementir implica sempre um acto de boa fé para distinguir se o que dizemos, quandomentimos, é consciente ou inconscientemente dito. É neste facto que reside a dimensãoética da mentira, a capacidade de distinguir a mentira da simples ocultação de factos.Referindo-se a obras de St. Agostinho, que contemplava a mentira em todo equalquer acto comunicativo, a mentira realizada com o desígnio de abusar de alguémque crê que o que lhe é dito é verdadeiro, um abuso de vários graus de gravidade onde aobscuridade está presente naquilo que se diz, na argumentação utilizada (o próprio actode mentir).Para finalizar a sua exposição, encurtada dado o tempo de que se dispunha, a“inevitável referência a Jean-Jacques Rousseau
ii
”, cuja percepção da mentiraassemelhava-a a uma espécie de dinheiro falso, citando, “tal como Judas se vendeu por uns tostões”. No fundo, mentir é ficcionar, inventar com intenção de magoar outrem. A“obrigatoriedade de dizer a mentira advém da possibilidade de ser usada”, danecessidade de sermos justos para connosco para assim o sermos para com os outros.Após a exposição do Dr. A. Bento seguiu-se a intervenção do Dr. António Rosas(USC
iii
) cujo discurso incidiu sobre as “Meias Mentiras da Ciência Política”, quais osfactos e acontecimentos inerentes a esta acção e as repercussões que podem surgir.A sua comunicação iniciou-se com a apresentação das várias razões efenómenos que justificam a mentira e, de entre os factores justificativos, quais aquelesque se podem considerar como os chamados fenómenos das meias mentiras, passando
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