HIST\u00d3RIA E INSTITUI\u00c7\u00d5ES DA MADEIRA
S\u00e9cs . XV- XVIII
APONTAME NTOS
ALBERTO VIEIRA
SUM\u00c1RIO: Evolu\u00e7\u00e3o da Estrutura Institucional, O Senhorio, O
Munic\u00edpio, as institui\u00e7\u00f5es r\u00e9gias. A ilha e o poder central. Rela\u00e7\u00f5es
fin an ceiras.
O presente texto re\u00fane alguns dados fundamentais sobre a Hist\u00f3ria das
Institui\u00e7\u00f5es pol\u00edtico administrativas da Madeira para o per\u00edodo do antigo
regime. Esta estrutura perdul\u00e1ria transforma-se com a Revolu\u00e7\u00e3o Liberal,
mais propriamente com a reforma de Mouzinho da Silveira. At\u00e9 ent\u00e3o as
altera\u00e7\u00f5es mais significativas ocorreram em tr\u00eas momentos: o governo de El-
Rei D. Manu el, o per\u00edod o da ocup a\u00e7\u00e3o filip ina e a reforma pombalina.
A estrutura institucional \u00e9 um dos dom\u00ednios mais caracter\u00edsticos no estudo
das ilhas portuguesas do Atl\u00e2ntico. Ela ad qu iriu forma na Madeira e depois
expandiu-se e desenvolveu-se nos demais arquip\u00e9lagos de acordo com as
particularid ad es de cad a. Deste modo irem os acom panhar o seu percurso a
partir do modelo madeirense.
A Historiografia debate-se entre a defesa originalid ad e do processo e a sua
vincula\u00e7\u00e3o das estruturas institucionais peninsulares. Quanto a n\u00f3s parece
haver um pouco de tudo. Na realidade as institui\u00e7\u00f5es insulares foram
resultado do transplante das estruturas institucionais peninsulares
(ignor\u00e1mos se houve qu alqu er liga\u00e7\u00e3o, intencional ou n\u00e3o, com as formas de
coloniza\u00e7\u00e3o do Mediterr\u00e2neo) e das inova\u00e7\u00f5es geradas pelo novo meio. Foi a
partir da prim eira e incip iente forma de estrutura social lan\u00e7ad a na Madeira
que ela se ergueu e fundamentou. Ao contr\u00e1rio do que se possa imaginar
nada disto foi pred eterminado, tu do em ergiu de acordo com as necessidades
do momento.
O caso da Madeira \u00e9 paradigm \u00e1tico. No princ\u00edp io todas as fun\u00e7\u00f5es de mand o
ficaram centralizadas nos tr\u00eas homens que comandaram o processo de
povoamento das duas ilhas -- Jo\u00e3o Gon\u00e7alves Zarco, Trist\u00e3o Vaz e
Bartolom eu Perestrelo. Eles dinamizaram o povoam ento da \u00e1rea qu e lhes foi
distribu \u00edd a. Sobre eles pend ia a solu \u00e7o das prim eiras qu erelas institucionais,
qu e a nova sociedade gerou. Depois o progresso s\u00f3cio-econ\u00f3m ico criou novas
necessidades, entre elas um a ajustada estrutura institucional.
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