Machado, Tomás Ribeiro, Zacarias d’Aça, Graça Barreto, Silveira da Mota, Cunha Rivara
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quase todos os consagrados de então. Os
«NOVOS»
que aqui escreviam, ficavam, por estefacto, para logo consagrados também. Aí primeiro apareceram no «Folhetim», triunfantemente,Mateus de Magalhães, Pinheiro Chagas, Osório de Vasconcelos e Xavier da Cunha («Olímpiode Freitas»). Todos estes escritores se continuavam uns aos outros, sem contrastes nemrevoluções, apenas levemente desenvolvendo fórmulas aceites e classificadas pelos aplausosde um público hereditariamente satisfeito.Em 1866 a «Gazeta de Portugal» entrara porém em decadência; começava a viver deexpedientes. Desde Dezembro de 1865 diminuiu o formato. A 14 de Julho de 1866, José daSilva Mendes Leal, poeta, dramaturgo, romancista, historiador, estadista, orador, diplomata – para muitos «mestre» e legítimo sucessor de Almeida Garrett
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despedira-se da direcçãoliterária que até então, pelo menos nominalmente, exercera. Os colaboradores literários maisassíduos, mais genuinamente representantes do gosto geral, eram 16 então, no «Folhetim da«Gazeta de Portugal», Santos Nazaré e Luís Quirino Chaves. Por essa época Teixeira deVasconcelos publicou aí o seu romance «A Ermida de Castromino», seguido porém, desde os primeiros dias de 1866, por «O Diamante do Comendador»
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do visconde Ponson du Terrail...Repentinamente (em Março de 1866), começaram a aparecer uns «Folhetins» assinados «Eçade Queirós».Ninguém conhecia a pessoa designada por estes apelidos que, por algum tempo, se supôsserem um pseudónimo.Os «Folhetins» de Eça de Queirós foram todavia notados:
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mas como novidade extravagantee burlesca. Geral hilaridade os acolheu desde a própria Redacção da «Gazeta de Portugal»,até aos centros intelectuais reconhecidos do país, e até à parte mais grave, culta e influente do público. Para este, uma ou outra frase os arrumou logo no que então se chamava «a EscolaCoimbra»
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centro literário e filosófico que se supunha dedicado a escrever de modosistematicamente ininteligível. Citavam-se, como modelos de cómico inconsciente, as cenas,as imagens, os epítetos desses «Folhetins»,.
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idas entre gargalhadas no Café Martinho, naslivrarias Silva, Rodrigues e Bertrand, no Grémio Literário, em alguns salões poéticos e políticose noutros centros representativos do tempo. O Severo
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o Severo dos Anjos
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principal ecélebre noticiarista da «Gazeta de Portugal», entalando o monóculo ao canto do olho direito,inventava quotidianamente, sobre o Eça de Queirós e os seus «Folhetins», epigramas emgeral adoptados; e o Teixeira de Vasconcelos, exagerando, com intenção mordaz, o seu natural gaguejar, concluía:
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Tem muito talento este rapaz; mas é pena que estudasse em Coimbra, que haja nos seuscontos, sempre dois cadáveres amando-se num banco do Rossio, e que só escre...va...va...vaem francês[1] .Pouco tempo depois de publicado o último desses «Folhetins»
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em Dezembro de 1867 – jáninguém pensava no autor deles. Que importava às Academias, ao Café Martinho, ao Grémio«suposto» literário, e aos centros políticos, a aparição de um novo escritor com um novoestilo? Eram ministros... não sei quem; discutia-se no Parlamento e na imprensa... não sei quê; os negócios iam andando; os namoriscos e a maledicência seguiam o seu cursoabundante; a arte, serena e comedida, não sacudia os que dormitavam.., e nada mais era deinteresse, em Portugal, para as classes cultas.
II
Eu era, por 1866, estudante em Lisboa e muito novo. Circunstâncias que é inútil referir mefaziam frequentar a Redacção da «Gazeta de Portugal», no nº 26 da Travessa da Parreirinha, perto do Teatro de S. Carlos.Uma noite, junto da mesa onde escrevia o Severo, vi uma figura muito magra, muito esguia,muito encurvada, de pescoço muita alto, cabeça pequena e aguda que se mostravainteiramente desenhada a preta intenso e amarelo desmaiado.Cobria-a uma sobrecasaca preta abotoada até ao mento, uma gravata alta e preta, umascalças pretas. Tinha as faces lívidas e magríssimas, o cabelo corredio muito preto, de que sedestacava uma madeixa triangular, ondulante, na testa pálida que parecia estreita, sobre olhoscobertos por lunetas fumadas, de aros muito grossos e muito negros. Um bigode farto, e
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