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5a apostila

5a apostila

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07/06/2014

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CursodeformaçãodeinstrutoresdeYogaparagestantes-20135
a
apostilaTÉCNICASCOMPLEMENTARES
 
 
 
Técnicas Complementares
Existem no Yoga diferentes recursos que são utilizados para manipular o prána, dinamizar osrespiratórios e facilitar sua execução. Todas essas técnicas ativam os chakras e direcionam a energiacom finalidades especificas.São técnicas complementares: ritmo (mátra), mentalização / visualização (manaskriyá), compressõesou contrações de plexos e órgãos (bandhas), fixações oculares (drishtis) gestos feitos com as mãos(mudrás), vocalização de sons e ultrassons (mantras) e posições corporais (ásanas). Abaixo estão descritas as 4 primeiras. As demais, embora colocadas aqui como técnicas auxiliares àspráticas de pránáyámas, fazem parte do conjunto de técnicas principais e foram descritos nasapostilas sobre o Ashtanga Sádhana.
Mátra, o ritmo
Mátra significa literalmente medida, átomo, porção e se traduz geralmente como ritmo.Tudo é ritmo no universo. Ao cadenciar a respiração, o praticante harmoniza seu ritmo individual coma pulsação da natureza. Assim, consegue criar sintonia, entre os ritmos sutis interiores e os densosexteriores. Quando isto acontece, eles estão prestes a mergulhar nos mistérios do tempo e daconsciência. A respiração registra e reflete todas as variações do fluxo emocional ou mental. Ao interferirmos noritmo respiratório de forma adequada, podemos criar situações favoráveis ou ainda reverter situaçõesque não sejam do nosso agrado, através do pleno domínio desse mecanismo. O objetivo dosexercícios é manter o ritmo orgânico estável, o que proporciona maior firmeza psíquica,encaminhando-nos assim para resultados rápidos e profundos dentro da prática regular de Yoga.O mátra é a unidade de contagem utilizada para controlar o tempo das diferentes fases da respiração,seria aproximadamente o tempo de um segundo ou "o tempo de um piscar de olhos".Observe que as palavras adhama, madhyama e uttama possuem dois sentidos, por um lado,designam os tipos de respiração (abdominal, intercostal e clavicular) e por outro lado, se utilizam paraclassificar os exercícios respiratórios em três categorias, considerando a duração das fases darespiração, como vemos no quadro abaixo:
 
Categoria Fases Proporção1:4:2:0Tempo máximode cada nível
ADHAMA
 (fácil, para principiantes)Púraka (inspiração)Kúmbhaka (retenção)Rechaka (exalação)4 x 312 matras48 matras24 matras
MADHYAMA
 (médio, para intermediários)Púraka (inspiração)Kúmbhaka (retenção)Rechaka (exalação)8 x 324 matras96 matras48 matras
UTTAMA
 (difícil, para avançados)Púraka (inspiração)Kúmbhaka (retenção)Rechaka (exalação)12 x 336 matras144 matras72 matras
 
 
Em todos estes casos, a proporção entre púraka, kúmbhaka e rechaka corresponde ao ritmo 1:4:2. Aprogressão do ritmo respiratório nestes exercícios obedece a critérios rigorosos. Você só deve mudar de ritmo quando tiver dominado com sucesso aquele que estava praticando já há algum tempo.Começa-se com vinte ciclos completos: um ciclo consiste em inspirar por uma narina, reter o ar,exalar pela outra e reter sem ar. Deve usar-se o Gáyatri Mantra para contar o pránáyáma a partir doritmo 1:2:1:0 ou 1:2:1:1 ou 1:2:2:0. Depois passando para uma contagem de oito segundos; 1:2:2:1. Apartir daqui também se agregam os bandhas. E mentalmente conta-se 1:2:2:1; 1:4:2:0; 1:4:2:1;1:4:2:2; 1:6:4:2; 1:8:6:4.Neste último ritmo, um ciclo completo incluindo inspiração, retenção com ar, expiração e retençãosem ar, leva mais de três minutos. É o máximo que se pode fazer sem comprometer a oxigenação docérebro, o que pode provocar danos irreparáveis.Quando começa a retenção vazia, começa o pránáyáma. O shúnyaka não aparece nas escrituras. Aofazer a retenção vazia se assimila muito mais prána na inspiração seguinte. A ausência dessaretenção nos textos é uma medida de segurança, para não colocar o iniciante em perigo. Então, opránáyáma de verdade começa no ritmo 1:2:2:1, quando se acrescenta a retenção com pulmõesvazios.
OBS:
Atenção para não confundir mátra (ritmo) com mantra (vocalização de sons sagrados).
Manaskriyá, a mentalização
Manaskriyá significa literalmente atividade mental. É a técnica que utilizamos no Yoga paradesenvolver, unificar e direcionar o potencial mental que, de modo geral, está disperso. Essa técnicanada tem a ver com auto-sugestão ou hipnose, mas consiste em concentrar a energia do pensamentode forma que seja criado no plano mental o objetivo que desejamos ver realizado em outro planoqualquer da nossa existência. A atividade rotineira é dispersiva e reduz consideravelmente a capacidade de realização quepossuímos. Com a mentalização unificamos a energia psíquica que habitualmente encontra-sedispersa e nos concentramos em um só objeto, de maneira que este se concretize. Ao criar esse alvono plano mental, estamos criando ao mesmo tempo um substrato psicológico favorável para que elese manifeste no mundo objetivo.Visualizar é transformar idéias ou conceitos abstratos em imagens mentalmente visíveis. A regrageral de visualização diz: "Visualizar somente o que se quer ver realizado e faça-o com nitidez eobjetividade quase concreta, nos seus mínimos detalhes e minúcias, durante o máximo possível dehoras ao dia e todos os dias, ininterrupta, incansável e entusiasticamente, até obter a suacristalização no plano da matéria.”Tudo no Universo é energia em forma de vibração. O pensamento também é uma manifestaçãodessa energia que vibra em um plano mais sutil ao unificar os pensamentos, fazemos um processode condensação dessa energia, concentrando e desenvolvendo o nosso potencial e precipitando-o,criando no plano mental o que desejamos concretizar. Isto tem diversas aplicações práticas no dia adia.Um pensamento potencializado facilita a realização de qualquer objetivo. Claro que isto não éinstantâneo, nem se trata de ficar sentado fazendo pedidos. Precisa-se de muita persistência para sechegar lá! A velocidade da realização de algum objetivo depende da quantidade de energia mental efísica investida nele.

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