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Saúde coletiva uma “nova saúde pública” ou

Saúde coletiva uma “nova saúde pública” ou

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Published by: Cleber Rangel Zanetti on May 28, 2009
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32
 
Universidade de São PauloFaculdade de Saúde Pública
VOLUME 32NÚMERO 4JUNHO 1998
Revista de Saúde Pública
JOURNAL OF PUBLIC HEALTH
 © Copyright Faculdade de Saúde Pública da USP. Proibida a reprodução mesmo que parcial sem a devida autorização do Editor Científico.Proibida a utilização de matérias para fins comerciais. All rights reserved.
p. 299-316
Artigo Especial
Special Article 
Saúde coletiva: uma “nova saúde pública” ou campoaberto a novos paradigmas?
Collective health: a “new public health” or field open to new paradigms? 
Jairnilson S. Paim e Naomar de Almeida Filho
Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. Salvador, BA - Brasil 
PAIN, Jairnilson S. e Naomar de Almeida Filho,
Saúde coletiva: uma “nova saúde pública” ou campo aberto a novos paradigmas? 
Rev. Saúde Pública, 32 (4): 299-316, 1998
 
Rev. Saúde Pública, 32 (4): 299-316, 1998 
299
Artigo Especial
Special Article 
Saúde coletiva: uma “nova saúde pública” oucampo aberto a novos paradigmas?
Collective health: a “new public health” or field open to new paradigms? 
Jairnilson S. Paim e Naomar de Almeida Filho
Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. Salvador, BA - Brasil 
Resumo
Trata-se de ensaio que apresenta um estudo exploratório da retóricaparadigmática da saúde com o objetivo de analisar os principais elementos dediscurso dos movimentos ideológicos que historicamente construíram o camposocial da saúde, particularmente na segunda metade do século XX. Sãodestacados os esforços empreendidos pela Organização Panamericana daSaúde para debater a teoria e a prática da saúde pública na região das Américascotejando-os com as demandas emergentes no contexto econômico, político esocial dos países latino-americanos. Neste particular, destaca-se a necessidadede construir uma agenda política comum, a partir da confluência de trêstemáticas - reforma setorial, “Renovação da Saúde para Todos” (RSPT) e “novasaúde pública”, contemplando os planos doutrinário, conceitual, metodológicoe operativo. Apresenta-se uma breve sistematização do marco conceitual dasaúde coletiva, em elaboração na América Latina, situando maisparticularmente as suas potencialidades de construção de um conhecimentotransdisciplinar. Conclui-se que, apesar de em si não constituir um paradigma,a saúde coletiva, enquanto movimento ideológico comprometido com atransformação social, apresenta possibilidades de articulação com novosparadigmas científicos capazes de abordar o objeto saúde-doença-cuidadorespeitando sua historicidade e integralidade.
Saúde pública, tendências. Medicina social.
Correspondência para/ 
Correspondence to:
 
Jairnilson S. Paim - Rua Padre Feijó, 29 – 4º andar - Canela - 40210-270 Salvador, BA - Brasil.E-mail: jairnil@ufba.brRecebido em 23.1.1998. Reapresentado em 23.4.1998. Aprovado em 14.5.1998.
 
300
Rev. Saúde Pública, 32 (4), 1998 
Saúde coletiva
Paim, J.S. & Almeida Filho, N.
Abstract 
The present essay is an exploratory study of the historical and institutionalbackground of the so-called “crisis in public health”, aimed at identifying thenew trends and perspectives for the paradigmatic transformation of the health field in the context of the current international panorama of economic and cul-tural globalization. First, the rhetoric of health is analysed in historical per-spective, briefly considering the main elements of the discourse of the ideologi-cal movements that historically built the social field of health. Medical Police,Social Medicine and Public Health are included as representative of suchmovements in 19
th
century Western Europe. After the Flexnerian turn, thesemovements were followed by Preventive Medicine, Community Health, Pri-mary Health Care and Health Promotion, which dominated the scene particu-larly in the second half of the 20
th
century. The authors also summarise recent concerted PAHO efforts to debate the theory and practice of Public Health inthe Americas, vis à vis the emerging demands of the economic, political and social context of Latin American countries. In this regard, the need for a com-mon political agenda is emphasized , with the convergence of three topics -sectorial reform, “Renovation of Health for All” and the “new public health”,covering the conceptual, methodological and operative domains. Secondly, abrief systematic account of the conceptual landmarks of the Collective Healthmovement, as carried through in the two last decades in Latin America, is pre-sented, focusing more particularly on its potential for building up both a do-main of transdisciplinary knowledge and a universe of practices. As a field of knowledge, it contributes to the study of health-disease phenomena in popula-tions as a social process, investigating the production and distribution of dis-ease in society as an aspect of social reproduction, and analysing health prac-tices as a labor process integrated into the other social practices. As a universeof practices, Collective Health focuses on its models or action guidelines four objects of intervention: policies (forms of power distribution); practices (be-havior modification; culture; institutions; knowledge production; institutional, professional and relational practices); technologies (organization and regula-tion of productive resources and processes; bodies/environments), and instru-ments (means of production of interventions). Finally, it is concluded that, al-though not being in itself a paradigm, Collective Health, as a movement com-mitted to the social transformation of health, presents some possibilities of ar-ticulation with new scientific paradigms capable of approaching the health-disease-care object with due regard to its historicity and complexity.
 Public health, trends. Social medicine.
INTRODUÇÃO
Nesta segunda metade do século XX, ahumanidade tem experimentado rápidas e profundastransformações em todas as esferas da vidaeconômica, cultural, social e política, talvez comonunca em sua história
11,28,46
. A internacionalização daprodução, distribuição e consumo, juntamente como avanço das tecnologias da informação, tem comoresultado a globalização da economia e suasconseqüências macroeconômicas: transnacionali-zação empresarial, desterritorialização da força detrabalho, desemprego estrutural, entre outras. Aomesmo tempo, verifica-se aumento das desigualdadesentre os povos e os grupos sociais, a eclosão demovimentos nacionalistas, a exacerbação dosconflitos étnicos, a agressão ao meio ambiente, adeterioração do espaço urbano, a intensificação daviolência e o desrespeito aos direitos humanos
46
.No caso da saúde, o debate sobre as suas relaçõescom o desenvolvimento econômico e social quemarcou a década de sessenta amplia-se, nos anossetenta, para uma discussão sobre a extensão decobertura dos serviços. O reconhecimento do direitoà saúde e a responsabilidade da sociedade em garantiros cuidados básicos de saúde possibilitam oestabelecimento do célebre lema “Saúde para Todos

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