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Choque de Gerações

Choque de Gerações

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As diversas gerações existentes no mundo de hoje: veteranos, baby boomers, X´s, Y´s e até a dos Z´s
As diversas gerações existentes no mundo de hoje: veteranos, baby boomers, X´s, Y´s e até a dos Z´s

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CHOQUE
 
DE
GERAÇÕES
 
Os estereótipos são sempre perigosos. Há, no entanto, quatro gerações que demonstramum padrão de comportamento similar. Saiba quem são, O que pensam uns dos outros Ecomo evitar os eventuais focos de conflito nos locais de trabalhoPor
Ron Zemke, Claire Raines e Bob Filipczak
 
Há um problema comum a todas as empresas
de qualquer parte do mundo. Não se tratada mudança, da tecnologia, da concorrência, dos clientes, dos chefes autoritários, dos colegasinvejosos ou de jogos de bastidores. É um problema de diferenças de valores, de ambições, de pontosde vista. É, em suma, um problema de gerações. De gerações em conflito. A única culpada é ademografia. Nunca houve na história tantas gerações diferentes a trabalhar ombro a ombro, lado alado, sala a sala.As frases seguintes parecem-lhe familiares? «Eles não têm sentido de ética. São apenasmercenários»; «Se procura lealdade, compre um cão»; «Ele quer um bónus? Quando eu tinha a idadedele já ficava satisfeito em ter um emprego»; «Eu tenho vida própria. Não me marquem reuniões paradepois das 18 horas»; «Era só o que faltava! Ela entrou há seis meses e já quer uma promoção»; «Elequer um plano da função? Eu trabalho aqui há 20 anos e nunca tive nenhum»; «Ainda ele usavafraldas já eu fazia publicidade»; «Quem é um tal Fleetwood Mac? Trabalha cá?»Este é o ruído de fundo que se ouve nos locais de trabalho. Mais horizontais e mais compactados,eles albergam misturas de pessoas com idades muito diversas e com gostos, atitudes, memórias eexperiências radicalmente diferentes. Em termos genéricos, existem actualmente quatro geraçõestípicas a trabalhar. Elas cobrem um período temporal de quase oitenta anos, de 1922 a 2000. Eis oseu perfil de comportamento.
Veteranos
 Nasceram entre 1922 e 1943, antes da Segunda Guerra Mundial, um evento que os marcouprofundamente. Seguem valores como a família, a lealdade, os direitos civis, o respeito pelaautoridade e a moralidade. No local de trabalho são os detentores dos princípios éticos e da memóriacolectiva da empresa, o que, por vezes, é um fardo para os boomers, orientados para a acção, e paraos da geração X, entusiastas da tecnologia. Eles são também um repositório insubstituível desabedoria, de astúcia em relação aos meandros do trabalho, e têm uma rede de contactos preciosapara a organização.O seu estilo típico de liderança é o autoritário, orientado para os princípios clássicos do comando e docontrolo. Embora a maior parte das teorias de liderança participativa e de motivação tenham nascidonos anos 60 — como a «teoria x e y» ou os t-groups —, nunca encontraram nelas razões suficientespara mudar o seu estilo de liderança. Embora acreditem no trabalho em equipa, eles tendem a encará-la segundo o modelo militar. Ou seja, terá sempre de haver alguém que tem a última palavra e que dáa voz de comando. Logo, se a sua empresa é liderada por um veterano, será ele decerto a tomartodas as decisões estratégicas e a assumir total responsabilidade pelas suas consequências. Dosseus colaboradores esperam, sobretudo, lealdade e dedicação. Eles são atraídos pela segurança eestabilidade — dado que, em regra, começaram a trabalhar em grandes companhias ou para o Estado — e acreditam piamente na filosofia de que «não há nada como um dia de trabalho ganhohonestamente».
 
ideiaimportante
Gostam de consistência e uniformidade.
 
Apreciam as coisas em grande escala.
 
Têm um forte sentido do dever.
 
Acreditam na lógica e não na magia.
 
São disciplinados e leais.
 
São orientados para o passado e gostam de aprender com as lições da história.
 
Acreditam sempre na lei e na ordem.
 Page 1 of 6Executive Digest: Edição Nº65 - Carreira&família - Capa27/9/2008http://www.centroatl.pt/edigest/edicoes2000/ed_mar/ed65cef-capa.html
 
Boomers
 São os indivíduos nascidos entre 1943 e 1960, ou seja, todos aqueles que cresceram na era doprogresso, das oportunidades e do optimismo. Como são crianças do pós-guerra, olham com grandeatenção para a frente, para a luz persistente que ilumina o fundo do túnel. Raramente são vistos comoum «problema» no local de trabalho, apesar de frequentemente o serem. Para eles o verdadeiro«problema» são todos os outros. São pessoas egocêntricas. Ainda hoje continuam a definir asgerações como os «antes de nós», «nós» e «depois de nós». Acreditam que não há nada que nãopossam resolver e qualquer dificuldade é apenas uma oportunidade para exaltar a sua mestria. Porfim, acreditam que tudo o que não tiver sido inventado nos anos 70 ou 80 dificilmente poderá gerar umretorno significativo do investimento.Para eles os negócios são uma guerra e o competidor é o inimigo. A ética tem mais a ver com a vidapessoal do que com a profissional. Embora defendam todas as teorias de gestão participativa, daliderança e da motivação, raramente as praticam.As buzzwords da gestão são o seu ponto fraco — os cartoons do Dilbert são claramente dirigidos aesta geração de gestores. As boas notícias é que são pessoas preocupadas com a participação e amanutenção do bom ambiente e da justiça no local de trabalho. Gostam de gerir por consensos e nãoesquecem as causas por que se bate-ram, como a diversidade, os direitos civis, a libertação dasmulheres, a democracia e as conquistas sociais.Os boomers cresceram com a necessidade desesperada de provar a si próprios as suas capacidades.Ganharam ou perderam as suas batalhas no campo de guerra do «trabalho». E tendem a definir-sepelos resultados que alcançaram nele. Por isso, põem a carreira à frente de tudo, inclusive da família.Por outro lado, estão aptos para trabalhar em todos os tipos de organizações, desde as não lucrativasàs grandes multinacionais. Esta é a geração que vai liderar o mundo do trabalho pelo menos até 2005.
 
Geração X
 
Agrupa os nascidos entre 1960 e 1980 e bem poderia ser designada geração «I», de «invisível», ou«D», de «desaparecida». Até há pouco tempo não existia ninguém conhecido nesta geração, definidacomo uma «negação» da anterior. Os X cresceram na sombra dos boomers e, como qualquer irmãomais novo, têm resistido a tudo o que os mais velhos abraçam.Enquanto os veteranos sobreviveram à Segunda Guerra Mundial e os boomers à guerra fria e aopânico nuclear, os X não tiveram de lutar contra uma verdadeira guerra. «Apenas» sobreviveram omelhor que puderam aos choques económicos dos anos 70 e 80. Este facto talvez ajude a explicar oseu aparente alheamento, cinismo, cepticismo e materialismo.Eles são uma geração profundamente fragmentada. Há desde os hipertradicionalistas — reverentesem relação aos valores, visão e estilo de vestir dos anos 50 — aos dos blusões de cabedal, quereinventaram o beat e usam óculos escuros à noite. A sua necessidade de apoio e flexibilidade,adicionada à sua total aversão a uma supervisão próxima e autoritária, é apenas uma das dificuldadespara os seus patrões. Simultaneamente, são adeptos e sentem-se confortáveis com a mudança.Afinal, mudaram de cidades, casas e até de pais durante a sua vida. Eles são os mestre dasmudanças.Num ponto são claros: no sentido da palavra «equilíbrio» para as suas vidas. Trabalho é trabalho. Eeles trabalham para viver, não vivem para trabalhar. Aprenderam que um emprego não é uma garantiade sobrevivência, pois a empresa pode despedi-los sem aviso, uma razão justificável e até um pedidode desculpas. Por isso, são desconfiados por natureza. Mas podem ser motivados para o trabalhoatravés de medidas como horários flexíveis, ambiente de trabalho informal e uma dose exacta desupervisão. Embora não sejam «soldados exemplares», são altamente qualificados. Dominam atecnologia, são peritos na recolha de informação, desconfiam da hierarquia e das verdades absolutas,adaptam-se facilmente a várias funções e tanto trabalham bem em equipa como individualmente.Muitos optam por criar negócios próprios, em regra, com sucesso. Os X são positivos quanto ao futuro.
Investem de forma conservadora.
 
ideiaimportante
Crêem no progresso económico e social.
 
Têm de ser as estrelas do espectáculo.
 
São, em regra, optimistas.
 
Aprenderam o que é o trabalho de equipa na escola e nos empregos.
 
Perseguiram a gratificação pessoal a um custo elevado para eles e para outros.
 
Procuram a sua essência e o sentido da vida de forma repetida e obsessiva.
 
Vêem-se como pessoas sempre «na onda».
 Page 2 of 6Executive Digest: Edição Nº65 - Carreira&família - Capa27/9/2008http://www.centroatl.pt/edigest/edicoes2000/ed_mar/ed65cef-capa.html
 
A filosofia do «diverte-te agora, pois o amanhã é incerto» findou com a expansão dos anos 90. Elessabem que só podem contar consigo próprios. Mas tudo indica que darão conta do recado.
Geração Next
 
Esta geração inclui os jovens que nasceram entre 1980 e 2000. Eles são filhos dos baby-boomers edos primeiros membros da geração X. Também são chamados «geração Net», pois mergulharamdirectamente no mundo tecnológico e optimista actual. Para eles a Internet e os telemóveis são algotão natural como a televisão e os telefone sem fio foram para a geração dos seus pais.Embora ainda seja cedo para tirar conclusões definitivas, eles parecem estar entre os mais espertos,inteligentes e saudáveis homo sapiens que jamais povoaram a Terra. Os seus progenitoresconsideram-se pais devotados, que fizeram todos os sacrifícios para que nada faltasse a estageração.São um grupo optimista. O que os mais velhos pensam é importante para eles. De facto, consideramque os pais são «fixes». São pessoas serenas, que apenas se revoltam contra as tradicionaiscategorizações raciais, sexuais, sociais e religiosas. Eles são a geração mais tolerante de sempre.Não ficam confusos com as diferenças horárias do planeta. E têm parceiros da Internet, que podemcontactar a qualquer hora do dia ou da noite.Os poucos que já trabalham — temos de pensar que estão nas lojas de fast-food, nos grandesespaços comerciais, a tomar conta de crianças ou a produzir páginas da Web — parecem ser aquiloque se designa «bons escuteiros», desejosos de trabalhar e de aprender. Paradoxalmente, das trêsgerações anteriores, aquela com a qual parecem ter mais afinidades é com a dos veteranos. Tudoindica que os jovens next poderão ser uma versão revista e melhorada da geração mais velha. Aperspectiva de existirem ciclos de gerações e que estas se podem repetir pode ser confirmada poreste novo grupo, que parece ter objectivos muito bem definidos. Uma boa parte deles ambicionatrabalhar logo a seguir ao ensino secundário. As escolhas de carreira mais populares são o ensino, amedicina, a economia e gestão, as áreas relacionadas com a informática e a psicologia. Esperamtrabalhar lado a lado com outros trabalhadores idealistas e empenhados.Eles são uma combinação da ética de trabalho de equipa dos boomers com a atitude de «eu consigofazer» dos veteranos e a segurança tecnológica da geração X.
ideiaimportante
São autoconfiantes, mas cépticos.
 
Estão à procura de um sentido de família.
 
Querem ter vida pessoal e profissional.
 
Cumprem objectivos e não prazos.
Gostam da informalidade no trabalho.
 
São avessos ou indiferentes à autoridade.
 
Parecem ser atraídos pelo abismo.
 
São criativos e dominam as tecnologias.
 
ideiaimportante
As mães trabalham. Em crianças estiveram no infantário desde os três meses.
 
Apreciam a maneira de ser dos pais.
 
Aceitam de forma natural a diversidade de raças, religiões e ambientes.
São optimistas quanto ao futuro.
 
No emprego mostram-se desejosos de trabalhar e de aprender.
 
Sabem mais do que os seus pais
 
Como lidar com osCONFLITOS
 
QUANDO AS GERAÇÕES TRABALHAM
em conjunto, os conflitos são naturais. Em certo sentido,podem até ser desejáveis, se as organizações utilizarem essa energia de forma positiva,promovendo a convergência de pontos de vista, paixões e inspirações. Existem cinco grandesprincípios para lidar com o choque de gerações.
 1.
Respeitar as diferenças
. As empresas que sabem tirar partido das diferenças de geraçõesaprendem tudo o que podem sobre os empregados, identificam as suas necessidadesespecíficas e criam serviços internos que as satisfaçam.
2.
Diversidade no trabalho
. Em muitas empresas há normas rígidas sobre as funções a
Page 3 of 6Executive Digest: Edição Nº65 - Carreira&família - Capa27/9/2008http://www.centroatl.pt/edigest/edicoes2000/ed_mar/ed65cef-capa.html

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