E com desgosto que observamos a tendência de certos adeptosno sentido de menosprezar a feição elevada do Espiritismo, a fontedos puros ensinamentos e das altas inspirações, para se restringiremao campo da experimentação terra-a-terra, d investigação exclusivado fenômeno físico.Pretender-se-ia acomodar o Espiritismo no acanhado leito daciência oficial; mas esta, inteiramente impregnada das teoriasmaterialistas, é refratária a essa aliança. O estudo da alma, já de sidifícil e profundo, lhe tem permanecido impenetrável. Os seusmétodos, por indigentes, não se prestam absolutamente ao estudo,muito mais vasto, do mundo dos Espíritos. A ciência do invisível háde sempre ultrapassar os métodos humanos. Há no Espiritismo umazona - e não a menor - que escapa d análise, d verificação: é a açãodo Espírito livre no Espaço; é a natureza das forças de que eledispõe.Com os estudos espíritas uma nova ciência se vai formandolentamente, aias é preciso aliar ao espírito de investigação científicaa elevação de pensamento, o sentimento, os impulsos do coração,sem o que a comunhão com os seres superiores se torna irrealizável,e nenhum auxílio de sua parte, nenhuma proteção eficaz se obterá.Ora, isso é tudo na experimentação. Não há possibilidade de êxito,nem garantia de resultado sem à assistência e proteção do Alto, quese não obtém sendo mediante a disciplina mental e uma vida pura edigna.Deve todo adepto saber que a regra por excelência das relaçõescom o invisível é a lei das afinidades e atrações. Nesse domínio,quem procura baixos objetivos os encontra, e com eles se rebaixa:aquele que aspira às remontadas culminâncias, cedo ou tarde asatinge e delas faz pedestal para novas ascensões. Se desejaismanifestações de ordem elevada, fazei esforços por elevar-vos a vósmesmos. O bom êxito da experimentação, no que ela tem de belo egrandioso - a comunhão com o mundo superior - .não o obtém omais sábio, mas o mais digno, o melhor, aquele que tem maispaciência e consciência e mais moralidade.
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