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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
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a
Quinzena de Junho de 2009Ano XXIX - No. 1064 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
Faleceu Padre ManuelBernardo Soares
RECONHECIMENTO Pág. 27
 No Banquete para celebrar oDia de Portugal, e o quadra-gésimo sexto aniversário daLuso-American EducationFoundation será homenag-eado Lionel Goularte, deFremont, com a
LAEF Diade Portugal Award
, em re-conhecimento pela sua dedi-cação e relevantes serviços prestados às comunidadesPortuguesas da Área daBaía.
Lionel Goularte recebe aLAEF DdeP Ward
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
Batista e Dolores Vieira com a equipa de trabalho da KSQQ e KLBSJosé João, Aida Barbosa, Nelo Bettencourt, Filomena Rocha, HéliaSeverino, Lucy Ávila e Álvaro Aguiar Páginas 16,18
Faleceu na sua residênciaem San Juan Bautista oReverendo Padre ManuelBernardo Soares. Eranatural da freguesia dePico da Pedra, ilha de SãoMiguel. O Padre ManuelBernardo, o mais novo de
10 lhos, iria completar 
80 anos de idade no dia 6de Julho próximo.
KSQQ tem novo Estúdio
Até que enfm...
Vai haver obras no Consulado!
FALECIMENTO Pág. 6
Levou mais de meio século para Portugal perceber queo Consulado Geral de Portugal em San Francisco eraum vergonha nacional e comunitária.Por lá passaram dezenas de Cônsules, centenas de fun-cionários e alguns milhares de portugueses residentesnesta California dourada. E todos eles se sentiram mal.Acredito até que muitos Cônsules devem ter pedidoassistência a Portugal, mas o Ministério dos NegóciosEstrangeiros, quer no tempo do Fascismo, quer no tem- po da Democracia, fez orelhas de mercador e nada quisfazer e só agora, devido aos esforços do ainda actualCônsul Antonio Alves de Carvalho e do Secretário deEstado das Comunidades, António Braga, se conseguiuabrir o processo de renovação do Consulado. Segundosoube o Tribuna, já estiveram em San Francisco trêsengenheiros portugueses que vieram tomar conheci-mento das necessidades das obras.Queremos crer que as opiniões, quer do Cônsul quer dos funcionários, serão importantes para o design donovo Consulado. Por favor, não nos desiludam!
 
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1 de Junho de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1064, June 1, 2009
 
Dia de Portugal
EDITORIAL
Os problemas com a Cor-rida de Toiros em Artesiae a intervenção das au-toridades recordou-me ouso e o abuso da palavraCRUELDADE que a Hu-man Society gosta tantade usar, especialmente emfrente a uma câmara de te-levisão.Crueldade é também ma-tarem-se um milhão degalinhas por dia numa sófábrica.Crueldade é ir-se a umaemergência hospitalar eesperar quatro horas paraser atendido.Crueldade é aceitar-se aexistencia de milhões derefugiados em todo o mun-do por causa de meia duziade bandidos.Crueldade é esperar-sedois anos por uma opera-ção cirúrgica em Portugal.Crueldade é matar-se mi-lhares de vacas por dia para saciar a fome de mui-ta gente.Crueldade é dar cabo davida das familias quandoo álcool é mais forte que arazão.Crueldade é haver violen-cia doméstica de ambas as partes.Crueldade é ser-se conde-nado quando se é inocen-te.Crueldade é perder-se oemprego por causa das vi-garices de meia duzia de pessoas.Crueldade é não ter pão
 para dar aos lhos.
Crueldade é aceitar-se oslucros indecorosos dascompanhias petrolíferas.Crueldade é abrir a televi-são e ver as mortes, os rou- bos, as parvoíces de tantagente em frente a uma câ-mara.Crueldade é não poder 
mandar os lhos para as
escolas e universidades.
Crueldade é car impávi
-do ao saber-se dos abusossexuais de crianças.Crueldade é ver-se umgrupo de pessoas em Sa-cramento que olham mais para o seu umbigo do que para os interesses da co-munidade californiana.Crueldade é caçar animais pelo prazer de matar.Crueldade é ver-se a mise-ria dos hospitais psiquiá-tricos do Estado.Crueldade é haver 40 mi-lhões de americanos semseguro de saude.Crueldade é eu pagar oseguro do carro mais caro por causa daqueles quenão o tem.Crueldade é ver-se árbi-tros de futebol a roubar otrabalho e o esforço de umclube e de uma equipa.Crueldade é ver-se tantagente que foge descarada-mente ao pagamento detaxas.Crueldade é não haver res- peito em muitas escolas pelos professores.Crueldade é nunca se pu-nir os grandes da droga.Crueldade é não haver boaeducação em casa de mui-ta gente.Crueldade é uma pessoaconduzir mais de cem mi-lhas até ao Consulado deSan Francisco e não poder usar o quarto de banho.Crueldade é estarmos en-volvidos numa guerra quenão é nossa e termos per-dido cinco mil vidas des-necessárias.Crueldade é torturar pes-
soas como zemos em
anos recentes.Crueldade é pagarmos me-lhor a um guarda prisionaldo que a um professor.Crueldade é uma pessoa passar mais tempo nocomputador, Facebook,Twitter, YouTube e outros,em vez de tomar conta dos
lhos.
Crueldade é querer-se visi-tar a nossa terra de origeme não poder pagar a passa-gem.Crueldade é ver-se tantascoisas que se podia fazer enão se faz, devido a ideiasretrógradas de muita gentemais antiga.Crueldade é calar e não participar à policia actose vandalismos feitos nasnossas organizacões.Crueldade é fazer queixaàs autoridades de coisas deque não gostamos por fun-damentalismo religioso ououtro.Crueldade é isto tudo emais o que se poderia es-crever, e não admito quea Human Society tenha amania de ser proprietáriade tal palavra.Por isso, não me venhamesses senhores da HumanSociety cantar-me cançõesde embalar, porque eu játenho a escola toda.
Crónicas do Perrexil
J. B. Castro Avila
A hipocrisia daspalavras
Se não tomarmos consciência da razão e da importânciado Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, pode-mos um dia banalizar tanto essa data que ela nem interessaao Menino Jesus.Felizmente as comemorações do Dia de Portugal tem evo-luído positivamente e queremos crer que o seu futuro estáem boas mãos.Só gostarímos de ver um maior empenho de muitas dasnossas organizações que nunca lá compareceram. Ficava bem e não custa muito.E já agora, é preciso acabar com essa ideia saloia de con-vidar politicos de Portugal para o Dia de Camões. Convi-dem-se poetas, escritores, arquitectos, professores. Con-videm-se pessoas que nos tragam mensagens de alegrar aalma e não palavras ocas, gastas, balofas, falsas, como temsido as da maioria dos politicos que nos tem visitado.Quando é que aprendemos a ser mais discretos?Este ano não houve a atribuição da Causa PortuguesaAward, patrocinada pela UPEC. Acho muito bem que nãotivesse havido, até haver uma remodulação no processo daatribuição do mesmo. Não faz sentido esse prémio ser iniciado por cartinhas de pessoas a proporem este ou aquele nome. Uma organiza-ção como a UPEC deveria ter a responsabilidade de esco-lher quem merecesse ser o premiado. A ver vamos.É bom saber-se o impacto que este pequeno jornal temtido em muitos dos nossos patrocinadores. Temos recebidonotícias que um anuncio no Tribuna paga-se por si mesmo,tal tem sido a adesão dos nossos assinantes aos produtosdos nossos patrocinadores. É realmente uma muito boanotícia. jose avila
 
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PATROCINADORES
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