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PARA UM PROGRAMA DE MEDIDAS FAVORÁVEIS AOS TRABALHADORES

PARA UM PROGRAMA DE MEDIDAS FAVORÁVEIS AOS TRABALHADORES

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PARA UM PROGRAMA DE MEDIDAS FAVORÁVEIS AOSTRABALHADORES
Sumário
Uma justificaçãoA – IntroduçãoB – Acções e medidas a concretizar no momento presenteB. 1 – AmbienteB. 2 - ComunicaçõesB. 3 – Direitos humanos e democráticosB. 4 – EconomiaB. 5 - EducaçãoB. 6 – EnergiaB, 7 - Gestão públicaB. 8 - Ordenamento, regeneração urbana e habitaçãoB. 9 - PolíticaB.10 - SaúdeB.11 - Segurança SocialB.12 - TrabalhoB.13 - Transparência democráticaB.14 - TransportesC –Medidas para situação pré-revolucionária
Uma justificação
Esquerda Desalinhada o tem a pretensão de ter competências paradefinir um conjunto de propostas que abarque, com igual profundidade,todas as áreas da realidade política, económica e social. Porém, dentro dassuas limitações e no âmbito da matriz das relações pessoais ou de trabalho,das experiências dos seus membros, Esquerda Desalinhada sente-seobrigada a reflectir propostas de medidas que constituem o seu contributopara a formulação de uma agenda de luta pela melhoria das condições detrabalho e de vida dos trabalhadores e ex-trabalhadores, no quadro globalda luta anti-capitalista e, tendo como perspectiva a extinção das relaçõessociais geradas pelo capitalismo.Idealmente, esse conjunto de medidas deverá ser incluido na discussão alevar a cabo em colectivos de trabalhadores e servir de bandeira àsorganizaçõe que se dizem defensoras dos interesses dos trabalhadores,como os partidos da esquerda institucional, grupos de carácter político semaquele formato e ainda, à CGTP e organismos sindicais não filiados quequeiram sair do plano estrito das questões laborais e salariais em quetradicionalmente se têm confinado. É que urge construir um programapermanente, em constante discussão e adaptação, onde os trabalhadoresse revejam e no qual a esquerda institucional se deva também inspirar, sempropósitos hegemónicos.Essas medidas devem ser bem claras no seu conteúdo, sem prejuizo de umaprofundamento técnico concreto que não cabe num texto constituidobasicamente por linhas programáticas; devem ser susceptiveis de unificar a
 
multidão pela sua clareza enquanto formas de apoio à melhoria dascondões de trabalho e de vida dos trabalhadores, dos pobres, dosdesempregados, dos excluidos; devem ser intransigentes enquanto formasde retirar benefícios aos ricos e aos capitalistas e mobilizar a seu favor osrecursos do Estado capitalista, coartando a actuão deste nofinanciamento e apoio ao capital.A aproximação do ciclo eleitoral não pode ser preenchida totalmente peloobjectivo abstracto do reforço da esquerda tradicional nas instituições dademocracia de mercado. Deve antes, ser fonte de compromissos por partedos eleitos e constituir um momento importante para agitar as medidas debenefício da multidão, para desmascarar as que surgirem para reforço dopoder dos ricos e dos capitalistas, para evidenciar as limitações do sistemade representão e do capitalismo, no sentido da emancipação dostrabalhadores.
A - Introdução
Em quase todo o periodo de 35 anos de regime formalmente democrático, ocapital e os governos que o têm representado têm levado a cabo umaestratégia de sistemática redução de direitos dos trabalhadores e do povoem geral.Cada vez que entra em funções um novo governo, é regra aconteceremvárias actuações lesivas da vida dos trabalhadores: são as leis laboraisalteradas, as condições de acesso aos cuidados de saúde degradadas, osistema educativo que se deteriora, a cultura que se massifica naimbecilização, a justiça que entope, as dificuldades no acesso à habitaçãoque aumentam, os impostos e taxas que acrescem o seu peso, os saláriosreais que não crescem, o custo de vida em geral que aumenta...Cada vez mais é patente o aumento da repressão e da exploração dosassalariados nas empresas, as tentativas do seu esmagamento ehumilhação, nomeadamente de jovens e mulheres. Vêem-se empresas afechar e os trabalhadores é que são as principais enquanto os empresáriosse tornam simples detentores de capital vivendo dos juros, do imobiliário oudo dinheiro desviado fraudulentamente para off-shores. O despedimento, otrabalho precário e a sobre-explorão da o de obra imigradabanalizaram-se na sociedade portuguesa, gerando uma insegurançapermanente para quem vive do trabalho.Vastos sectores da população são objecto de particulares restrições esanções que mais não significam que uma tentativa de reduzir o seu tempode vida, ou a presença na terra onde nasceram e onde m os seusfamiliares e amigos. Referimo-nos, basicamente, aos desempregados, aosaposentados, aos funcionários públicos, aos beneficiários do RSI, aos pobresem geral que, cada vez mais, se enquadram na categoria de excluídos.A revolução social, que venha a extinguir as camadas sociais possidentesserá a etapa necessária da humanidade para a resolução dos problemaslevantados pelo capitalismo e pelo domínio do poder estatal pelos seusdelegados.
 
Porém, não se pode estabelecer uma estratégia concreta de derrube daordem vigente, seo quando se estiver num elevado patamar dedesenvolvimento das lutas de classe e de consciência revolucionária a nívelmundial; e isso, uma vez que o quadro nacional é demasiado limitado, dadoo grau de integração das sociedades humanas, do ponto de vista económicoe social e ainda, porque o capitalismo actua, claramente, com uma visãoglobal, para a prossecussão dos seus objectivos estratégicos. Actuandoisoladamente, os trabalhadores e as suas organizações facilitam o trabalhode repressão, de desmantelamento organizativo e de conspurco ideológicopor parte dos capitalistas, dos seus Estados e “aparatchiks”.Não se pode ficar parado à espera que tais condições surjam como porencanto ou, definidas por decreto e lidas no telejornal.Existem, sem dúvida e ainda, possibilidades de utilizar formas de lutaconsideradas legais na actual estrutura do Estado, tal como existem formasde organização e produção não mercantil em certos sectores ou de formalimitada, a par com empresas capitalistas. As balizas para a actuação legalvêm-se estreitando tanto quanto se aperfeiçoam as técnicas de controlo daspessoas, sobretudo a nível ideológico. E, por outro lado, é ingénuo pensarque a existência e com bons resultados de algumas iniciativas de produçãonão mercantil, possam constituir fórmulas de gradativamente se superar ocapitalismo.Sendo assim, é preciso assegurar todas as defesas contra a repressão epreparar formas ilegais ou mesmo clandestinas de luta; é preciso consolidara luta contra a fascização das sociedades, contra a utilização maciça demeios tecnológicos de controlo individual, contra o pendor genocida de umsistema incapaz, já não só de manter um nível decente de vida para aespécie humana mas, que considera grande parte da humanidade comoexcedentária. A luta anti-capitalista não é, nem nunca foi, um baile definalistas; envolve sacrifícios da vida pessoal, cargas policiais, prisões,tortura, assassínios, destruição e guerra. Não há margem para escolha,mesmo para o mais radical dos pacíficistas; que o diga Gandhi ou LutherKing, que foram assassinados.Há quem seja mais adepto de iniciativas e tácticas insurreccionais ou, quemprefira vias pacíficas de reformas; uns advogam a exclusiva utilização devias legais de luta e, outros propõem a sua conjugação com formas dedesobediência, de acção directa ou mesmo de sabotagem. As circunstânciasfuturas ditarão as formas predominantes, de acordo com o estado da luta demassas, da sua organização e perspectiva de mudaa e ainda dacapacidade política e repressiva do inimigo. Mesmo se a revolução estivesse ao virar da esquina, o esforço de análise ede compreeno de uma realidade muvel por natureza, como spróprios, não pode cessar. Esse esforço, hoje, é ainda mais duro porquanto oinimigo capitalista detém recursos imensos e diversificados.O referido esfoo auto-formativo é potenciado pela organização emcompleta autonomia e democracia directa, com o total respeito tanto pelasdiferenças, como pelas decisões colectivas em que cada qual participe, semespíritos fraccionistas ou de apropriação privada do movimento, de controlo.E isto deve-se aplicar a todas as instâncias de luta da multidão, sejam

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