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Fichamento+Boaventura+Santos Vinicius

Fichamento+Boaventura+Santos Vinicius

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Título: A CRÍTICA DA RAZÃO INDOLENTEAutor: SANTOS, BOAVENTURADO AUTOR:Boaventura de Souza Santos,
é atualmente Professor Catedrático de sociologia daFaculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Nasceu em Coimbra no dia 15 de Novembro de 1940, é doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale e professor catedrático da Faculdade de Economia daUniversidade de Coimbra. É diretor do Centro de Estudos Sociais e do Centro deDocumentação 25 de Abril dessa mesma universidade. É atualmente, um dos principaisintelectuais da área de ciências sociais, com mérito internacionalmente reconhecido,tendo ganhado especial popularidade no Brasil, principalmente, depois de te participado nas três edições do Fórum Social Mundial em Porto Alegre.Seus escritos dedicam-se ao desenvolvimento de uma Sociologia das Emergências, quesegundo ele procuraria valorizar as mais variadas gamas de experiências humanas,contrapondo-se a uma "Sociologia das Ausências", responsável pelo desperdício daexperiência. A herança contratualista é bem marcada em suas obras e seus textos seremetem à organização de contratos sociais que sejam verdadeiramente capazes derepresentar valores universais.Defensor da idéia de que movimentos sociais e cívicos fortes são essenciais ao controlodemocrático da sociedade e ao estabelecimento de formas de democracia participativa,foi inspirador e sócio fundador em 1996 da Associação Cívica Pro Urbe em Coimbra.Sua trajetória recente é marcada pela proximidade com os movimentos organizadores e participantes do Fórum Social Mundial e pela participação na coordenação de uma obra
 
coletiva de pesquisa denominada Reinventar a Emancipação Social: Para NovosManifestos.
DA OBRA:
Este livro é o primeiro volume de uma obra intitulada. Para um novo senso comum: aciência, o direito e apolítica na transição paradigmática, que terá ao todo quatrovolumes. Ao ler um texto que traz no tulo um apelo contra o despercio daexperiência, porque não atravessá-lo com experiências, reticências, resistências etambém interrogações, aclamações, complementações.O homem com sua infinita relação com a natureza constrói um mundo repleto deconhecimento, tecnologia, estabelecendo relações, avanços, mas também deixa no rastroda evolução da sociedade processos de exclusão, pobreza e destruição.São as contradições, conflitos, desigualdades, características de uma sociedade pautada por um modelo de acumulação de capital às avessas com a democracia, emancipação,cidadania e igualdade da condição humana.A presente obra procura definir os parâmetros da transição paradigmática que, segundoo autor, estamos vivendo desde meados do século dezenove e que se define agora, noinício do terceiro milênio, como a crise final do paradigma moderno. O autor realizauma crítica do paradigma da modernidade e propõe um quadro teórico e analítico que permite pensar a modernidade fora dos cânones do paradigma dominante.Presenciar um mundo mais repleto de dúvidas que certezas e que nos fazem refletir sobre quais caminhos seguir. A necessidade de questionar em que base a sociedade estáse pautando e quais são as prioridades das pessoas, enfim, estão em evidência uma sériede questões que nos colocam em cheque se estamos vivendo um momento de transição paradigmática.Enquanto a ciência moderna e a teoria crítica moderna partem do pressuposto de que oconhecimento é válido independentemente das condições que o tornam possível e de
 
suas conseqüências técnicas, misturando as condições de objetividade e neutralidade,uma teoria crítica pós-moderna tem de partir da afirmação de um dos fundamentosoriginais da teoria crítica moderna, a distinção entre neutralidade e objetividade.A passagem da ação conformista à ação rebelde, para o autor, tanto a sociologiaconvencional quanto a teoria crítica moderna centraram-se na dicotomia e sobre elaconstruíram seus quadros teóricos e analíticos, mas com o tempo esta dicotomiatransformou-se em um debate sobre a ordem dentro de uma sociedade capitalista emque a escolha de alternativas é colocada dentro de limites tão estreitos que açõesconformistas passam facilmente por ações rebeldes.Conhecer é progredir no sentido de elevar o outro da condição de objeto à condição desujeito, ou seja, o sujeito entendido como protagonista e construtor de sua própriahistória no âmbito das relações sociais. Esse conhecimento-reconhecimento é que sedesigna por solidariedade.Desenvolvendo suas análises no campo político, econômico e social, no contexto dasociedade como um todo, Boaventura destaca que a sociologia deve estar preocupadacom as questões sociais, desigualdades sociais, ordem e desordem, opressão social, participação social e política dos cidadãos e dos grupos sociais, como os movimentossociais. Enfim, são questões que envolvem o capitalismo e as bases de pensamentodeste regime de sociedade.Observando um estudo do social, tem uma expressiva importância em vários campos doconhecimento e o aprofundamento desta categoria conduz à necessidade de identificar como o social pode ser definido e como é debatido. Esta discussão está presente noâmbito das políticas sociais, na análise de conjuntura e da sociedade, nas diversasespecificidades profissionais.Fundamentalmente, a importância para todos os segmentos da sociedade na busca deum novo paradigma emergente. Com certeza, não se pode ainda precisar qual será estecaminho, ou paradigma, mas se necessita compreender a realidade, intervir nela econstruir novas possibilidades. Precisa-se acreditar outra vez na utopia, como destaca oautor, acreditar que é possível sonhar, que é possível acreditar num mundo mais justo.

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