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Exames Complementares

Exames Complementares

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PATOLOGIA GERAL - DB-301, UNIDADE II, FOP/UNICAMP
ÁREAS DE SEMIOLOGIA E PATOLOGIA
EXAMES COMPLEMENTARES
Os exames complementares fornecem informações necessárias para a realização dodiagnóstico de uma determinada alteração ou doença. Vale ressaltar que a realização ousolicitação de um exame complementar devem ser direcionar levando-se em consideração osdados obtidos através da anamnese e exame físico, sabendo exatamente o que pretende-se obter e conhecendo corretamente o valor e limitações do exame solicitado.
EXAMES DE IMAGEMRADIOGRAFIA
É de uso comum em todas as especialidades e de uso freqüente em odontologia. Paraavaliação de lesões bucais é principalmente utilizada quando afetam tecido ósseo, principalmente maxila e mandíbula. Em determinadas situações, a radiografia será conclusiva,como na detecção de corpos estranhos, dentes retidos, anadontias parciais, fraturas radicularese anomalias de posição.
SIALOGRAFIA
É o exame radiográfico das glândulas salivares maiores após a injeção de substânciacomo meio de contraste, revelando detalhadamente o seu sistema excretor. É usada no estudoanatômico e funcional das glândulas parótidas e submandibulares com suspeita de anomaliascomo síndrome de Sjögren, sialoadenites crônicas e tumores.
ULTRASONOGRAFIA
A ultrasonografia (US) ou ecografia é um método exclusivamente anatômico, propiciando a realização da "macroscopia patológica" in vivo através de vibrações de altafreqüência 7-10MHz que se refletem nas interfaces de tecidos de diferentes densidades. Nasintensidades utilizadas para fins diagnósticos não produz alterações nos tecidos que atravessa.A ultrasonografia é utilizada principalmente nas patologias das glândulas tireóide e paratireóide, glândulas salivares e massas cervicais.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
A tomografia computadorizada (TC) foi descoberta em 1972 na Inglaterra por GodfreyHounsfield e James Ambrose. O aparelho de TC consiste basicamente de um tubo de raios Xque emite raios em intervalos, enquanto roda 180
o
em torno da cabeça do paciente. A grandevantagem da TC sobre os outros métodos radiográficos é que num mesmo estudo avalia asestruturas ósseas e os componentes de partes moles, usando dose de irradiação menor para o paciente do que uma planigrafia linear ou multidirecional.
RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA
É considerada com um dos maiores avanços da medicina em matéria de diagnóstico por imagem neste século. Seus princípios são bastante complexos e envolvemconhecimentos nas mais diversas áreas das ciências exatas. A grande vantagem da RNMestá segurança, já que não usa radiação ionizante. Os prótons dos tecidos são submetidos aum campo magnético e tendem a alinharem-se contra ou a favor desse campo. O Contrasteda imagem em RNM é baseado nas diferenças de sinal entre distintas áreas ou estruturas que
 
PATOLOGIA GERAL - DB-301, UNIDADE II, FOP/UNICAMP
ÁREAS DE SEMIOLOGIA E PATOLOGIA
comporão a imagem. A RNM tem a capacidade de mostrar características dos diferentestecidos do corpo com um contraste superior a Tomografia Computadorizada (TC) naresolução de tecidos ou partes moles. Apesar de grande aplicabilidade a RNM tem algumasdesvantagens. Por utilizar campos magnéticos de altíssima magnitude, é potencialmente perigosa para aqueles pacientes que possuem implantes metálicos em seus organismos,sejam marcapassos, pinos ósseos de sustentação, clips vasculares e etc. Esses pacientesdevem ser minuciosamente interrogados e advertidos dos riscos de aproximarem-se de ummagnético e apenas alguns casos, com muita observação, podem ser permitidos. Outradesvantagem está na pouca definição de imagem que a RNM tem de tecidos ósseos normais,se comparada à TC, pois esses emitem pouco sinal.
EXAMES LABORATORIAISEXAMES HEMATOLÓGICOS
A maioria das doenças hematológicas determina o aparecimento de significativasmanifestações bucais. Muitas vezes estas são as primeiras manifestações clínicas da doençafazendo com que, em muitas ocasiões, o dentista seja o primeiro profissional a suspeitar oumesmo diagnosticar graves doenças sistêmicas de natureza hematológica. Na anamnese, o dentista deve interrogar sobre a ocorrência de hemorragias, analisandofatores importantes como: local, duração e a gravidade da perda de sangue, causa aparente dehemorragia, aparecimento de hematoma e os antecedentes familiares de hemorragia. Aosuspeitar de condição hemorrágica, o profissional deverá solicitar os exames adequados. Casoos exames revelem alterações de normalidade, o paciente deve ser encaminhado aohematologista para que o tratamento seja efetuado.A nível odontológico, a verificação do tempo de coagulação (TC), tempo desangramento (TS) e realização do teste de fragilidade capilar (FC), são exames simples,realizáveis no próprio consultório, de fácil interpretação e suficientes para verificar a presençade alterações significativas na hemostasia.O hemograma é uma bateria de exames complementares. Consiste na contagem deglóbulos vermelhos e brancos, dosagem de hemoglobina, determinação do valor globular médio, contagem específica de leucócitos e, eventualmente, na contagem de plaquetas. Ohemograma está indicado nos processos infecciosos agudos, nos infecciosos supurativos ounão, nos alérgicos específicos, nas moléstias leucopênicas e nas moléstias próprias do aparelhohematopoiético. A interferência na série vermelha é pequena nestes processos. Entretanto, ohemograma fornece informações precisas nos estados anêmicos, evidenciando o número,forma, tamanho e coloração das hemácias, proporcionando melhor identificação das anemias.
EXAME DE URINA
A urina é o resultado da filtração de plasma pelo glomérulo e dos processos dereabsorção e excreção exercidos pelos túbulos renais. O exame de urina é outro componentelaboratorial valioso na rotina do complexo pré-operatório. É um dos demonstradores dasnumerosas manifestações de doenças sistêmicas. Os elementos de maior importância no examede urina e que devem ser analisados são: densidade, volume, cor, aspecto, pH, glicosúria,acetonúria, piúria, hematúria e bile.
OUTROS EXAMES
 
PATOLOGIA GERAL - DB-301, UNIDADE II, FOP/UNICAMP
ÁREAS DE SEMIOLOGIA E PATOLOGIA
O dentista pode ainda solicitar outros tipos de exames laboratoriais como: reação doMachado-Guerreiro, na doença de Chagas; reação de Montenegro, que é uma provaintradérmica, para diagnóstico de Leishmaniose brasiliense; reação de Sabin e Feldman, natoxoplasmose; reação de Mantoux, na tuberculose; reação de Mitsuda na hanseníase (lepra).Além dos anteriormente mencionados, podem ter aplicação na clínica odontológica ataxa de glicemia e exames sorológicos para lues. São bem conhecidos os problemas que podemaparecer no tratamento odontológico de um paciente diabético. O dentista deve estar sempreatento, a fim de detectar sinais e sintomas que possam sugerir a presença de tal afecção. Adificuldade de cicatrização, hálito cetônico, xerostomia, história de poliúria e sede excessivasão dados que indicam a requisição da determinação da taxa de glicemia. Se esta apresentar altadosagem, estará confirmada a hipótese clínica de diabetes e o paciente deve ser encaminhadoao médico para tratamento. A presença de úlceras e placas na mucosa bucal, o clínico deve pensar na possibilidade de etiologia luética e requisitar, quando julgar necessário, os examescomplementares específicos que irão ou não confirmar tal suspeita.
CITOLOGIA ESFOLIATIVA
É um método laboratorial que consiste basicamente na análise de células que descamamfisiologicamente da superfície. Não é um método recente e sua utilização é anterior à metadedo século XIX. Deve-se a Papanicolaou & Traut, em 1943, com a apresentação e valorizaçãodos achados citológicos em colpocitologia, a aceitação universal do método no diagnóstico docâncer da genitália feminina. Em 1951, Muller e col. utilizaram a citologia na mucosa bucal.Folson e col., em 1972, justificaram bem a razão do método útil e válido:-sob condições normais, existe uma forte aderência entre as camadas mais profundas doepitélio, o que dificulta a sua remoção.- nas lesões malignas e em alguns processos benignos, essa aderência ou coesão celular é bastante frágil, o que permite facilmente sua remoção.- nos processos malignos, as células apresentam alterações características especiais que asdiferenciam das células normais, tais como: núcleos irregulares e grandes, bordasnucleares irregulares e proeminentes, hipercromatismo celular, perda da relação núcleo-citoplasma, nucléolos proeminentes e múltiplos, discrepância de maturação em conjunto decélulas, mitoses anormais e pleomorfismo celular.- cerca de 90% dos tumores malignos de boca são de origem epitelial, o que vem favorecer ouso de citologia esfoliativa.A fidelidade da citologia esfoliativa na detecção do câncer bucal foi demonstrada emdiversos trabalhos. Entre eles, ressalta o resultado de um estudo citológico e histopatológicorealizado com 118.194 indivíduos no programa "Oral Exfoliative Cytology VeteranisAdministration Cooperative Study, Washington, D.C." publicados por Sandler em 1963. Em592 lesões encontradas na amostra, os resultados citológicos e histopatológicos foramsemelhantes em 577 casos, o que conferiu à citologia uma fidelidade de 97%.Valor de citologia esfoliativa no diagnóstico de lesões benignas de boca, é revelado por sua aplicação na confirmação de diagnóstico de outras entidades como pênfigos, herpes, paracoccidioidomicose, candidose, lesões císticas por aspiração do conteúdo líquido eesfregaço do material obtido.Vantagens- método simples e praticado sem anestesia

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