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Activos Intangíveis – I&D na criação de valor______________________________________________________________________1
O Justo ValorO Justo ValorO Justo ValorO Justo ValorI&DI&DI&DI&DInvestigação & DesenvolvimentoInvestigação & DesenvolvimentoInvestigação & DesenvolvimentoInvestigação & Desenvolvimento
Professor Doutor Vasco Salazar SoaresISVOUGA – Instituto Superior de Entre o Douro e Vouga Ana Fernanda Amorim da SilvaISVOUGA – Instituto Superior de Entre o Douro e VougaResumoQuanto vale uma empresa? Que empresas são sustentáveis e quais as quetêm tendência a desaparecer no mercado? Para responder a estas perguntassurge o conceito de Capital Intelectual que nos faz repensar nos modelos degestão praticados até então, originando uma nova forma de olhar asorganizações. Surge assim um novo paradigma para o século XXI. A inteligência humana e os aspectos intelectuais estão finalmente a serreconhecidos e valorizados, não só pela área de recursos humanos mastambém pela contabilização no património das organizações.Palavras Chave: I&D, Justo Valor, Intangíveis, Capital Intelectual
 
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IIII ---- INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃONa actual era de informação é exigido às organizações novas atitudes desustentabilidade das suas vantagens competitivas em ambiente de extremacompetitividade.Neste cenário, a proeminência dos recursos intangíveis, nomeadamenteatravés das Despesas de Investigação e Desenvolvimento (I&D), torna-se ovector chave para o maior sucesso da empresa. Ao conjunto de benefícios intangíveis gerados pela Sociedade doConhecimento denominou-se Capital Intelectual, conduzindo à necessidadede aplicação de novas estratégias, de uma nova filosofia de gestão e de novasformas de avaliação do valor da empresa que contemplem o conhecimentocomo recurso estratégico na Sociedade em que vivemos, que é umaSociedade de Informação.Estes são os conceitos que suportam a abordagem que a seguir se apresenta.1111 –  ––  – TRATAMENTO DAS DESPESAS DETRATAMENTO DAS DESPESAS DETRATAMENTO DAS DESPESAS DETRATAMENTO DAS DESPESAS DE I&DI&DI&DI&DO tratamento contabilístico preconizado, pelo normativo nacional, dasdespesas de investigação e desenvolvimento (I&D) e as respectivasdivulgações exigidas quer pela Norma Internacional de Contabilidade N.º 38quer pela Interpretação Técnica n.º 5, assim como a abordagem que amesma matéria deverá ter na adopção das Normas Internacionais deContabilidade são os vectores que conduzem a análise deste estudo.Com as exigências impostas a Portugal pela União Europeia, em matériascada vez mais diversificadas, o esforço de Investigação e Desenvolvimento(I&D) tem sido objecto de avaliação comparativa pelos diversos estados
 
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membros, estando mesmo sujeita à definição de metas a atingir, impondo anecessidade de informação para concretizar o esforço de comparação.1.11.11.11.1 –  ––  – Dicotomia entre o POC e a DC 7Dicotomia entre o POC e a DC 7Dicotomia entre o POC e a DC 7Dicotomia entre o POC e a DC 7 As despesas de I&D são enquadradas contabilisticamente no POC e na DC7.No POC as despesas de I&D são tratadas como um activo, maisespecificamente como uma imobilização. Sendo uma imobilização incorpóreae referindo a nota explicativa à conta 43 – Imobilizações Incorpóreas queesta conta “integra as imobilizações intangíveis, englobando nomeadamente,direitos e despesas de constituição, arranque e expansão.”Neste sentido as despesas de I&D encontram-se “arrumadas” na conta 43.2 – Despesas de Investigação e Desenvolvimento, e de acordo com a notaexplicativa do POC: “esta conta engloba as despesas associadas com ainvestigação original e planeada, com o objectivo de obter novosconhecimentos científicos ou técnicos, bem como as que resultem daaplicação tecnológica das descobertas, anteriores à fase de produção.”Um activo é reconhecido no Balanço quando for provável que os benefícioseconómicos futuros fluam para a entidade e o activo tenha um custo ou umvalor que possa ser mensurável com fiabilidade.Desta forma, e atendendo a esta definição, verifica-se que em muitassituações é difícil quantificar como activo as despesas de I&D.Para clarificar esta dúvida a Comissão de Normalização Contabilísticaaprovou em conselho geral a DC 7. A Directriz Contabilística 7 circunscreve-se à “…contabilização das despesasde investigação e desenvolvimento que não sejam executadas para terceiros

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