Lenda do Saci-Pererê
Pequeno ser, negrinho, perneta, sempre pulando numaperna só, capuz vermelho vivo enterrado na cabeça,às vezes fazendo o bem e, muitas outras, o mal. Nascasas, passa infernizando os afazeres domésticos,queimando a comida, apagando o fogo no meio de umafervura, escondendo coisas,
batendo portas eentornando líquidos. No campo, abre porteiras,espanta a criação e o gado, dispara cavalos, nosquais se compraz em trançar crinas e caudas ememaranhados difíceis de destrançar.Este personagem, visível ou invisível, sempresoltando irritantes assobios e pulando, maisconhecido no sul (também em Portugal), traz em sielementos de diferentes crenças como, por exemplo,do
Kilaino
, duende que, segundo registro, é "entemaléfico que mora no mato ou nos morros, assumeformas diferentes (...) respondendo aos gritos deuma pessoa e gritando para transviar quem anda nomato.
A lenda da Noite
Era no principio do mundo , quando tudo era de dia, todosfalavam e não existiam animais. Casou-se a filha de
Mboi-guaçu
(cobra grande), mas não queria deitar-se com o noivoporque não existia a noite. Então o noivo, lembrado porela, mandou seus guerreiros buscar a noite na mão de seusogro.
Mboi-guaçu
deu-lhes um caroço de
Tucumã
proibindo-lhes que abrissem. Os canoeiros curiosos quebraram-no antesde dá-lo ao seu senhor. Uma escuridão medonha tomou oespaço. Tudo se transformou. Os criados transformaram-se emmacacos, os pescadores que remavam, viraram um grande pato.E de suas cabeças nascera a cabeça e o bico do pato, dacanoa o corpo da ave e dos remos as pernas.(Lenda indígena)
Lenda da criação das estrelas
Algumas índias foram colher milho para fazerpão para seus maridos. Um indiozinho seguiu a mãe e, ao vê-las fazendo pão, roubou um monte de milho. Chamou seusamigos e foram pedir para a avó fazer pão para eles também.
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