Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
17Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Fernando Collor de Melo

Fernando Collor de Melo

Ratings:

4.5

(2)
|Views: 4,588 |Likes:

More info:

Published by: gabriel_ferreira-105269 on Jun 04, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/03/2013

pdf

text

original

 
Fernando Collor de Melo
* dep. fed. AL 1983-1986; gov. AL 1987-1989; pres. Rep. 1990-1992.
Fernando Afonso Collor de Melo nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 12 deagosto de 1949, filho de Arnon de Melo e Leda Collor de Melo. Seu pai governou Alagoas (1951 a1956), estado pelo qual foi senador (1963-1981). Seu avô materno Lindolfo Collor, deputado federalpelo Rio Grande do Sul de 1923 a 1926 e de 1927 a 1930, foi um dos principais líderes da Revoluçãode 1930 e, em seguida, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, organizou o Ministério doTrabalho, da Instria e do Corcio, do qual foi titular até 1932, ano em que se afastoupoliticamente de Vargas e participou da malograda Revolução Constitucionalista de São Paulo.Quando Fernando Collor nasceu, teve como testemunhas do registro civil o editor José Olímpio e ofilólogo e dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, destacadas figuras do panorama cultural do Rio deJaneiro. Aluno de tradicionais colégios cariocas - Padre Antônio Vieira, São Vicente de Paulo e São José- entre 1962 e 1966, Fernando Collor mudou-se em 1967 para Brasília, ingressando no CentroIntegrado de Ensino Médio (CIEM), escola pública de aplicação da Universidade de Brasília (UnB). Emseguida, matriculou-se na União Pioneira de Integração Social (UPIS), onde se formou em ciênciaseconômicas. Estagiou no
 Jornal do Brasil 
, no Rio de Janeiro, e trabalhou como corretor de títulos daUnivest, em Brasília.Na capital federal, teve como amigos Paulo Otávio e Luís Estêvão, que se tornariam figuras dedestaque na vida política da cidade. Com eles, fez parte de uma geração que ficaria conhecida como"os filhos do poder", constituída por jovens membros de famílias influentes durante o regime militar,que se divertiam promovendo corridas de automóvel pelas ruas da cidade e festas ruidosas. Praticantede artes marciais, tinha, segundo ele próprio admitiu em entrevista à revista
Playboy 
, umcomportamento agressivo quando jovem.Em 1972, transferiu-se para Maceió e assumiu a direção da
Gazeta de Alagoas
, jornal depropriedade de seu pai. No ano seguinte, tornou-se superintendente da Organização Arnon de Melo,grupo empresarial da família, constituído pelo jornal, a TV Gazeta, três emissoras de rádio e umagráfica. Com a ajuda de Cláudio Francisco Vieira, advogado da TV Gazeta, elegeu-se presidente doCentro Sportivo Alagoano (CSA), clube de futebol com grande torcida em Alagoas. Em 1975, casou-secom Celi Elizabeth Júlia Monteiro de Carvalho, conhecida como Lilibeth Carvalho e filha de JoaquimMonteiro de Carvalho, controlador do grupo empresarial Monteiro Aranha. O casamento simbolizou,nas palavras do jornalista João Batista Natali, a união da elite industrial do Sul com a oligarquiapolítica do Nordeste.
 
Em 1979, por indicação do pai - que conseguiu um acordo entre o seu grupo político e o do ex-governador alagoano Divaldo Suruagi, ambos da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido quedava sustentação ao regime militar implantado em abril de 1964 -, Fernando Collor foi nomeadoprefeito de Maceió. Uma de suas primeiras medidas administrativas foi a concessão de um aumentosalarial de 168% aos funcionários do município, que estavam sem pagamento há três meses. Apóspromover a reurbanização da orla marítima de Maceió e construir um conjunto habitacional, contratoua produção de um álbum fotográfico sobre a cidade e tratou de promovê-la em viagem pelo Brasil, nacompanhia de grupos folclóricos alagoanos.Pouco antes de deixar a prefeitura, contratou mais de três mil funcionários em apenas umasemana. Posteriormente, quando o fato foi denunciado por adversários políticos, afirmou que foraenganado por assessores, que se aproveitaram de sua falta de tempo e lhe entregaram documentospara assinar, sabendo que ele o faria sem lê-los.Segundo o jornal
O Estado de S. Paulo,
durante sua gestão na Prefeitura de Maceió nove parentesseus e 19 de sua mulher foram nomeados para cargos na Assembléia Legislativa alagoana.Em 1982 candidatou-se a um mandato de deputado federal por Alagoas na legenda do PartidoDemocrático Social (PDS) - agremiação surgida após a extinção do bipartidarismo em novembro de1979 e que deu continuidade à linha governista da antiga Arena. Juntamente com Geraldo Bulhões, foiapoiado financeiramente pelos usineiros do estado, sendo os recursos da campanha administradospelo seu amigo Paulo César Farias, um empresário conhecido pelo apelido de PC. Eleito em novembrocom a maior votação entre os candidatos a deputado federal por Alagoas, foi empossado em março doano seguinte. Tendo a oportunidade de nomear a responsável pela Legião Brasileira de Assistência(LBA) no estado, indicou para o cargo sua própria mãe. Nessa ocasião, já divorciado desde 1981,conheceu Rosane Malta, então recepcionista da seção alagoana da LBA, com quem se casaria em1984. O matrimônio selou uma aliança entre grupos oligárquicos alagoanos de força desigual, já que afamília Malta exercia influência política apenas em modestos municípios do sertão do estado, comoCanapi, ao contrário da família de Fernando Collor.Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, Collor apoiou a emenda Dante de Oliveira, quepropunha o restabelecimento de eleições diretas para a presidência da República já em novembrodaquele ano, na sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985). Como a emenda não obteve onúmero de votos necessários para sua aprovação e para que fosse encaminhada ao Senado - faltaram22 votos -, o novo presidente da República foi ainda escolhido de forma indireta, pelo Colégio Eleitoralque se reuniu em 15 de janeiro de 1985. Na ocasião, Collor votou no candidato do regime militar,Paulo Maluf, seu padrinho no segundo casamento. Maluf foi derrotado pelo
 
oposicionista TancredoNeves, que era apoiado pela Aliança Democrática - uma união do Partido do Movimento Democrático
 
Brasileiro (PMDB) com uma dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo dedoença, Tancredo não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seusubstituto no cargo foi o vice-presidente, José Sarney, que já vinha exercendo interinamente apresidência desde 15 de março.Em seu mandato como deputado federal, Collor não conseguiu aprovar nenhum dos 11 projetos delei que apresentou, um dos quais determinava a redução do imposto de renda pago por emissoras derádio e televisão, medida que beneficiaria diretamente empresas de sua família.Transferindo-se em 1985 para o PMDB, candidatou-se em 1986 ao governo de Alagoas. Apoiadopor ampla aliança que incluía dissidentes do PDS e até o Partido Comunista do Brasil (PCdoB),beneficiou-se do prestígio que os resultados positivos iniciais do Plano Cruzado - implementado emfevereiro de 1986 pelo governo federal para estabilizar a economia - conferiu aos candidatospeemedebistas. Sua campanha teve como eixo promessas de combate à corrupção e às distorções naremuneração dos funcionários estaduais. Uma das mais pobres unidades da Federação, Alagoas tinhaem sua folha de pagamentos servidores - chamados de "marajás" - que recebiam vencimentossuperiores aos dos ministros. Realizada a eleição em novembro, Collor saiu vitorioso com 42% dosvotos, derrotando Guilherme Palmeira, do PFL. 
No governo de Alagoas
Ainda antes de sua posse, Collor recebeu um relatório apontando que cerca de 9.400 servidoresestaduais (12% do total) não residiam nas cidades onde estavam lotados. Muitos recebiam saláriospor procuração, pois não apareciam nos locais de trabalho nem mesmo para isso. Empossado em 15de março de 1987, dez dias depois Collor solicitou ao procurador-geral da República que declarasse ainconstitucionalidade das leis estaduais que concediam vantagens salariais apontadas comoexageradas a funcionários públicos. O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar que sustava opagamento dessas vantagens até o julgamento do mérito. Mas os atingidos conseguiram que omesmo Supremo considerasse constitucionais as vantagens em questão, numa sentença classificadapor Collor de "imoral". Sua recusa de pagar as vantagens aos "marajás", alegando falta de recursos,resultou numa ameaça de intervenção federal em Alagoas, a pedido do Tribunal de Justiça do Estado,o que, no entanto, não chegou a se concretizar.Também despertaram polêmica as medidas para enxugar a máquina administrativa tomadas porCollor. Por um único decreto, foram extintas, entre outros órgãos, as secretarias de Cultura, deTransporte e de Irrigação, sob a justificativa de que, assim, eliminavam-se quase dez mil cargos ereduziam-se em 25% as despesas com o funcionalismo estadual. A oposição, liderada pelo PFL, reagiue chegou a pedir o
impeachment 
do governador. A Assembléia Legislativa aprovou uma deliberação

Activity (17)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Manoel Verícimo liked this
Maicon Alexandre liked this
Bruno Silva liked this
Luis Fernando liked this
Elziane Rêgo liked this
Miriam Oliveira liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->