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Edgar Macari Junior*
Universidade Federal de Santa CatarinaCentro de Ciências Jurídicas – CCJInformática Jurídica – 2006.1Nome: Edgar Macari JuniorLivro: “A Era do Acesso”, Jeremy RifkinProfessor: Aires José Rover
 1. Capítulo 11.1. Entrando na Era do Acesso
Durante a Idade Moderna os conceitos de mercados e propriedadeandavam intimamente relacionados. A palavra mercado (market)surgiu durante o século XII para designar o espaço em que vendedorestrocavam bens e gado. Alguns século depois, a palavra mercadoganhou passou a ser usada para referir-se ao processo de vendercoisas.Desde que nascemos somos condicionados a pensar que estamosnessa vida para obter e acumular bens materiais, e que somos o quetemos.Nos tempos atuais, as redes estão tomando o lugar dos mercados,e ,cada vez mais, pagamos por ter acesso e não por algo concreto, umapropriedade. O conceito de propriedade está sendo fortementeabalado, o que não significa que a propriedade irá desaparecer nessaNova Era.O mercado que estava acostumado a ter vendedores ecompradores, agora está se habituando a ter fornecedores e usuários.Na Era do Acesso, os conceitos de “ter”, “guardar” e “acumular”estão ficando obsoletos, pois a velocidade das inovações tecnológicase a elevado ritmo das atividades econômicas tornam a idéia depropriedade bastante problemática.Empresas de mídia transnacional, acompanhadas pelas redes decomunicação, que se espalham pelo planeta estão ameaçandoelementos culturais locais com sobrepondo-os como commoditiesculturais e entretenimentos. Mais do que nunca a população gastatanto no acesso de experiências culturais quanto na aquisição de bensmateriais.
1.2. Entre Dois Mundos
A produção de bens materiais está cedendo lugar à produçãocultural. Empresas de mídia transnacional estão tomando o lugar degrandes empresas da Era Industrial e usando a nova revolução digital
 
nas comunicações para interligar o mundo e transformar cultura emcommodity.Nessa nova era, onde informações são muito valiosas, a produçãocultural está cada vez mais uma forma dominante de atividadeeconômica. O acesso a recursos e experiências culturais tornam-se tãoimportantes quanto manter as posses.Cada vez mais os trabalhos manuais, tarefas repetitivas serãosubstituídas por máquinas. Os trabalhadores com remuneração maisbaixa provavelmente serão tão barato quanto a tecnologia que ossubstituirá.A transição do capitalismo industrial para o cultural está pondoem xeque muitas das suposições básicas sobre o que compões asociedade humana, o tempo e a atenção se tornaram o bem maisvalioso para uma empresa e a própria vida dos indivíduos tornou-se omelhor mercado.
1.3. O Conflito Entre a Cultura e o Comércio
A questões de poder institucional e liberdade vieram a se tornarmais importantes do que nunca, uma vez que o acesso a cultura é cadavez mais transformado em commodity controlados por corporaçõesglobais.Desde o início dos tempos até a Era do Acesso, a cultura sempreprecedeu os mercados. Definir um equilíbrio entre a esfera cultural e aesfera comercial seja um dos maiores desafios da próxima Era doAcesso.
1.4. Mutáveis Proletários
Toda essa revolução causada pela Era do Acesso não poderiadeixar de causar grandes mudanças no comportamento das novasgerações. Um geração para a qual o acesso já é uma forma de vida,onde estar conectado é mais importante do que a propriedade.Alguns psicólogos e sociólogos que estudam essa nova geraçãoque está crescendo na frente dos computadores, em ambientessimulados, como salas de bate-papo, acham que pode fazer falta aesses jovens experiências sociais mais profundas, fora dos ambientessimulados onde a vida seria um pouco mais do que umentretenimento.Outros, mais otimistas, acham que esse desenvolvimento gerarácom uma uma consciência humana mais brincalhona e flexível. Ascrianças que estão crescendo em meio a rede estão deixando de lado aidéia de o que é meu e seu, para assumirem comportamentos maiscooperativos do que competitivos.Mas essa é uma parcela muito pequena da população mundial.Enquanto 1/5 da população migra para o ciberespaço, o resto dahumanidade ainda tem que lutar pra sobreviver, lutar contra a escassezfísica.
 
O abismo existente entre pobre e ricos é gigante, mas o abismoque existe entre conectados e desconectados é ainda maior.A noção de acesso e de redes está redefinindo toda a sociedade.Até pouco tempo a palavra acesso denotava apenas o ingresso aespaços físicos, mas agora acessar significa uma abertura para novosmundos e de possibilidades infinitas.
2. Capítulo 22.1. Quando os Mercados Dão Lugar às Redes
Os avanços tecnológicos e o advento do acesso tornaram possíveluma nova forma de conduzir os negócios, a “abordagem em rede” àvida econômica.Uma das maiores mudanças foi a mudança do comércio primáriodo espaço geográfico para o ciberespaço. Enquanto na economiabaseada no espaço geográfico os vendedores e compradores trocambens e serviços, onde a meta é transferir a propriedade. Nociberespaço, servidores e clientes (fornecedores e usuários) trocaminformações., onde a meta é fornecer acesso.O plano de interligar computadores em uma rede veio de umanecessidade estratégica militar, a princípio chamada de ARPANET.A internet é a rede das redes, suas mensagens podem serenviadas de diversas maneiras: cabos telefônicos, satélites, cabos defibra óptica. Para uma sociedade acostumada com o conceito depropriedade é difícil compreender a internet: não é uma coisa, nemuma entidade, também não é dirigida por ninguém e ninguém apossui, são apenas computadores interligados.Cada vez mais o número de computadores online aumenta,seja para uso doméstico ou para uso corporativo.
2.2.
 
A Economia Conectada
O acesso é algo fundamental para as empresas de hoje, estarconectada significa romper a fronteira das paredes.A economia no ciberespaço une as empresas em redes de relaçõesreciprocamente independentes onde compartilham experiências,recursos físicos e, sobretudo, informação. Reunindo suas forças, cadaempresa conseguirá otimizar seus próprios objetivos.Os ciclos de vida dos produtos estão diminuindo em todas asindústrias, nos mais diversos setores. Essa rapidez com que produtosentram e saem do mercado tem um problema: a atenção dosconsumidores. Com essa infinidade de produtos entrando e saindo domercado, num ritmo cada vez mais acelerado, é natural que oconsumidor fique mais impaciente e que sua atenção diminua.
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