• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
Facas Brasileiras
Índice página
Apresentação 2Agradecimentos 6Introdução 7Capítulo1: Origens do formato de lâminas 9Preservação do formato 12Diferenças entre lâminas 19Um padrão muito antigo 22Capítulo 2: Facas no Brasil 27Lâminas nordestinas 41Artesanato conjunto 48Tratamento de superfície 69Cutelaria 73Adendo:descrição das facas mostradas na imagem I 19 75Considerações a respeito da Caroneira 78Capítulo 3: A matéria prima das facas: o Aço 81O Ferro 81O aço entra em cena 88Aço no Brasil 103Reciclagem 115Os ícones estrangeiros 117Reproduções 121Aço de Damasco breve anotação 122Cabos Questão complicada 155Capítulo 4: Lâminas e Civilização 156A história Moderna ou Contemporânea 156A faca Chinesa, um exemplo 158Semelhanças entre o ocorrido na China e em outras partes 160Impérios e a imposição de padrões 163Impérios comerciais 164Ordem de importância e Cutelaria 167Ao final, A arte da cutelaria e suas soluções 168Origem dos formatos, uma hipótese 168Exotismo e familiaridade 170Capítulo 5: Facas no Brasil Colônia 175Lâminas curtas européias 176Formato, um compromisso 180Besouros e formigas 185Facas holandesas ou flamengas 187Capítulo 6: Facas, costumes e economia no Brasil colônia 191A faca no Brasil 206Processo de evolução das facas brasileiras, uma síntese 210Arqueologia, uma nota 214Uma certa Torre 216Capítulo 7: Influências geográficas 219Uma visão geral da questão 219Um artesão brasileiro, O Ferreiro 221Contato entre colonização portuguesa e espanhola 222Linhas de exploração a respeito da faca brasileira 224A busca de modelos hipotéticos 229A engenhosidade d artesão cuteleiro e informações finais 232Processos de evolução diferenciados regionalmente 236Regionalismo e territorialidade 237Capítulo 8: A questão cultural 239Faca, ferramenta ou arma 239As facas que são armas 243Criminalização da faca 250A falta de cultura geral e específica no Brasil 252Cultura específica 253Mitos e distorções 255Alguns outros mitos merecem comentários 256O mito da cultura única 257O mito da faca de ponta de espada 258O mito do sertão inculto 260Distorções 260Capítulo 9: Nomenclatura 264Técnicas artesanais, suas designações e descrições 267A eterna questão da “antiguidade” 268Um preconceito: as facas de ferreiro 269A questão das importações 270Técnicas de embelezamento das lâminas 277Cunhos e marcas 277Um problema 279Literatura 281Capítulo 10: Dimensões 284Sugestões de procedimentos 290A dança do material 297Capítulo 11: Um contemporâneo ibérico 299Iconografia 310Bibliografia e outras fontes 345
 
2
Facas Brasileiras
Augusto José de Sá Campello
Apresentação
É sempre de bom tom apresentar-se e dizer, também, a que se veio.Quem escreve é o que hoje, em “carioquês”, chamam de “senhorzinho”,“tio” ou “vovô”. Assumo integralmente. Desliguei-me de meu umbigo em 1944e lá se vão sessenta e tantos anos bem vividos. E sou mesmo avô.Sou casado 25 anos. Tenho três filhos. Dois meninos, um casado,outro solteiro e uma menina que se casou em junho de 2008. E um neto muitoalegre e sapeca.Sou gaúcho por família. Meus pais nasceram lá ou, no caso de minhamãe, aqui no Rio, mas com avós gaúchos. Meus pais eram primos e paracasar foi preciso pedir licença ao Bispo. Atribuo minhas manias a algumadegeneração genética por consangüinidade.Nasci por aqui, em Copacabana, e fui criado pelo Brasil afora; meu pai erado exército.Gosto de ler. Sou curioso. Interesso-me pelos mais variados assuntos.Economista por formação, o que pode ser muito perigoso, mas,especializado em Planejamento, que me isenta de culpa por ter contribuído comas mazelas de nosso país.Funcionário público federal durante boa parte de minha vida. Nãocheguei a “marajá”. Sou aposentado e, com o contracheque limitado, trabalheicomo consultor até quando o mercado permitiu.Gosto de ter amigos e de colecionar “coisas”. Relógios de corda ecanetas tinteiro. Ah! Sim! Espadas, facas de trincheira, bengalas, a maioriafeita por mim, navalhas, canivetes, baionetas e facas.Tive, também, armas de fogo. me livrei delas. Acho que comecei acolecioná-las por ter gostado muito de atirar. Conservo algumas de antecarga.
 
3
Sempre fui muito cuidadoso com este impulso meio infantil de juntar“tranqueiras”. Nunca desembolsei quantias elevadas por aquela faca dossonhos. Muita coisa me foi presenteada por amigos e parentes. Muita coisa foicomprada a prazo, de ocasião, ou após boa garimpagem em antiquários,brechós e feiras no Rio, São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Recife, enfim,pelo Brasil afora, durante muitas viagens a trabalho, inclusive pela Europa.Nessas viagens, sempre briguei por um tempo para correr atrás deminhas manias de “ajuntador de tralharia”, assim como visitar museus,bibliotecas e anotar o que fosse possível.Tenho pouca coisa. Mas, o importante é que sou capaz de lembrar ondee, em que circunstância, cada um desses artefatos veio parar nas minhasmãos. Gosto, também, de restaurar velharias.Posso dizer que fui cuteleiro. Lá pelos anos 80 cheguei mesmo a instalarforja em Petrópolis. Levei anos para desistir. Até que me “caiu a ficha” de queter alguma habilidade manual, inclusive para cometer esculturas em metalfundido, não era o suficiente.Lá pelos anos setenta – 1970, fiquei impressionado com um colecionadorde canetas tinteiro. Eram milhares. Espalhadas pela casa inteira. Fiquei meperguntando o que leva alguém a ter centenas de canetas Parker Duofold. Atéentendo porque. Modelos mais variados, cores diversas, locais de fabricaçãodiferentes, etc.Mas, algo me chamou a atenção. Além de catálogos de fabricantes o talcolecionador de canetas jamais ouvira falar nos poucos livros que eu tinha lidoa respeito de canetas. Livros informativos e não catálogos. Li bastante arespeito de facas, metalurgia, cutelaria e assuntos afins, em bibliotecas aqui epelo mundo. Livros são caros e depois juntam poeira. Preferi e prefiro anotar oque me interessa.Como já disse, sou muito curioso e, quando um assunto me interessa,procuro ler a respeito. Felizmente meus pais liam bastante e adquiri o gostopela leitura. Também gostavam de ir a museus, o que me rendeu boas e máslembranças a respeito de facas.Fato é que há poucos livros a respeito de facas. No Brasil só conheço umlivro, o de Oswaldo Lamartine de Farias. Existem outras publicações, é
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...