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Sempre fui muito cuidadoso com este impulso meio infantil de juntar“tranqueiras”. Nunca desembolsei quantias elevadas por aquela faca dossonhos. Muita coisa me foi presenteada por amigos e parentes. Muita coisa foicomprada a prazo, de ocasião, ou após boa garimpagem em antiquários,brechós e feiras no Rio, São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Recife, enfim,pelo Brasil afora, durante muitas viagens a trabalho, inclusive pela Europa.Nessas viagens, sempre briguei por um tempo para correr atrás deminhas manias de “ajuntador de tralharia”, assim como visitar museus,bibliotecas e anotar o que fosse possível.Tenho pouca coisa. Mas, o importante é que sou capaz de lembrar ondee, em que circunstância, cada um desses artefatos veio parar nas minhasmãos. Gosto, também, de restaurar velharias.Posso dizer que fui cuteleiro. Lá pelos anos 80 cheguei mesmo a instalarforja em Petrópolis. Levei anos para desistir. Até que me “caiu a ficha” de queter alguma habilidade manual, inclusive para cometer esculturas em metalfundido, não era o suficiente.Lá pelos anos setenta – 1970, fiquei impressionado com um colecionadorde canetas tinteiro. Eram milhares. Espalhadas pela casa inteira. Fiquei meperguntando o que leva alguém a ter centenas de canetas Parker Duofold. Atéentendo porque. Modelos mais variados, cores diversas, locais de fabricaçãodiferentes, etc.Mas, algo me chamou a atenção. Além de catálogos de fabricantes o talcolecionador de canetas jamais ouvira falar nos poucos livros que eu tinha lidoa respeito de canetas. Livros informativos e não catálogos. Li bastante arespeito de facas, metalurgia, cutelaria e assuntos afins, em bibliotecas aqui epelo mundo. Livros são caros e depois juntam poeira. Preferi e prefiro anotar oque me interessa.Como já disse, sou muito curioso e, quando um assunto me interessa,procuro ler a respeito. Felizmente meus pais liam bastante e adquiri o gostopela leitura. Também gostavam de ir a museus, o que me rendeu boas e máslembranças a respeito de facas.Fato é que há poucos livros a respeito de facas. No Brasil só conheço umlivro, o de Oswaldo Lamartine de Farias. Existem outras publicações, é
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