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Aula 15 - Contratos Administrativos II

Aula 15 - Contratos Administrativos II

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DIREITO ADMINISTRATIVO – FERNANDA MARINELA – AULA 15
Mais vale um dia nos átrios, mais vale um dia no seu lar Senhor, do que mil anos sem ti.Glórias a Ti meu Deus.16 de junho de2010
EXCEÇÃO DO CONTRATO OU EXCEPTIO NON ADIMPLENTICONTRACTUS
O art. 78 da Lei nº 8.666/93 prevê que ainda que a administração não cumpra suaparte no contrato, pelo princípio da continuidade o contratado terá que continuarprestando o serviço pelo prazo de 90 dias.A partir dos 90 dias a empresa pode suspender. Assim, concluo que a
exceptio nonadimplenti contractus
é a plicável a administração, mas não de forma imediata,somente após o prazo de 90 dias.
A exceção do contrato não cumprido é cláusula exorbitante (aquilo que nãoesta no contrato comum, que extrapola)?
A exceção do contrato não cumpridoestá no contrato comum e no contrato administrativo, logo não é cláusula exorbitante.HLM tinha posição de que a exceptio não era aplicável aos contratos administrativos.Então, para ele, devido a ausência dessa cláusula no contrato administrativo, maspresente no contrato comum, era o que exorbitava do contrato administrativo. Poristo, ele dizia ser cláusula exorbitante.
ALTERAÇÃO CONTRATUAL
A lei prevê dois tipos de alteração contratual:
a)Alteração Unilateral:
A alteração unilateral é cláusula exorbitante. Só quempode alterar o contrato de forma unilateral é a administração.
Ex.:
a administração contratou 100 canetas; ela pode reduzir ou aumentaresse quantitativo? Essa é a alteração quantitativa do objeto que vai gerar aalteração de valor, pois vou pagar por aquilo que recebi.Assim, posso alterar o valor do meu contrato, se o quantitativo sofrer alteração. A leitraz um limite estabelecendo que a
alteração quantitativa
não pode ser superior a25%. Logo, o limite de acréscimos e supressões é de 25%, mas se as hipóteses foremde reforma (de edifícios ou equipamentos) o acréscimo tem o limite de 50%.
É possível alterar a natureza do objeto?
Alterar contrato de serviço de coleta delixo para contra de telefonia, por exemplo. Isso não é possível. Pode ser alterada aquantidade, mas não a natureza do objeto.A lei diz que a administração, de forma unilateral, pode alterar as especificações doprojeto. Aqui a modificação é
qualitativa
.
Ex.:
construção de escola com cerâmica tal, medida tal. Com o tempo aadministração percebe que a cerâmica não vai ser boa, que não ai suportar ascarteiras, os alunos, e decide alterar a qualidade da cerâmica.Então, essas são as duas hipóteses de cláusula exorbitante que a administração podefazer de forma unilateral: alteração qualitativa e alteração quantitativa.
b)Alteração Bilateral:
a administração pode também modificar de formabilateral (acordo entre as partes) o contrato. Vejamos:
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DIREITO ADMINISTRATIVO – FERNANDA MARINELA – AULA 15
Mais vale um dia nos átrios, mais vale um dia no seu lar Senhor, do que mil anos sem ti.Glórias a Ti meu Deus.16 de junho de2010
Quanto ao regime de execução
É possível substituir a garantia. Lembrando que a administração exige agarantia, quem escolhe a forma é o contratado.
É possível modificar a forma de pagamento, mas desde que não se pagueantes do recebimento. A lei proíbe o pagamento antes do recebimento docontrato administrativo.
Alteração para manuteão do equibrio econômico financeiro docontrato.
Ex.:
a empresa oferece proposta de caneta por 0,90. Depois a empresa vem e dizque o preço está difícil para ser cumprido, precisando elevar o valor para 2,00. Issonão é alteração para equilíbrio econômico financeiro.
A alteração para equilíbrio econômico financeiro
só pode ser feita se surgirsituação nova, fato novo. Assim, pensou em equilíbrio econômico financeiro deve-selembrar logo da
teoria da imprevisão
.Agora, o basta ser situão nova ou fato novo tem que ser uma situãoimprevisível. Situação que a empresa não poderia previamente se programar e inserirno contrato. Assim, o fato novo tem que ser imprevisto (não escrito, não programadono contrato).Mas ainda que as partes tivessem todos os cuidados as situações seriam imprevistase imprevisíveis, ou seja, um fato novo imprevisto e imprevisível que onera demais ocontrato para uma das partes. Assim, é possível alterar por acordo, de forma bilateral
FATO DO PRINCÍPE:
 
Decorre de atuação do poder público geral e abstrato e queatinge o nosso contrato de forma indireta e reflexa. Não atinge o objeto principal docontrato.
Ex.:
alterar alíquota de imposto não altera diretamente a coleta do lixo.
FATO DA ADMINISTRAÇÃO:
atuação do poder público específico e que atingeo contrato de forma direta.
Ex.:
administração contrata empresa para construção de um viaduto. Por ondeeste viaduto vai passar será necessário que ocorre a desapropriação das áreas.A administração nega a desapropriação. Essa negativa impede a construção doviaduto. O contrato tem que ser alterado para que a obra seja feita de formadiferente.
INTERFERÊNCIAS IMPREVISTAS
É uma situação que já existe ao tempo da celebração do contrato, mas que só podeser identificada quando da sua execução. Falamos aqui de características e questõesda natureza.
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DIREITO ADMINISTRATIVO – FERNANDA MARINELA – AULA 15
Mais vale um dia nos átrios, mais vale um dia no seu lar Senhor, do que mil anos sem ti.Glórias a Ti meu Deus.16 de junho de2010
Ex.:
contratamos a construção do edifício. A empresa, durante a execução docontrato, descobre que o solo não é muito apropriado, precisando de uma obradiferenciada.Então, a situação do solo já existia, mas que só poderia ser descoberta com o início daconstrução, da execução.
CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR
Alguns autores só incluem caso fortuito, outros só incluem a força maior, enquantoque outros incluem ambos.
EXTINÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
Esta extião também servirá para os contratos espeficos (de conceso, depermissão, etc), ou seja, servirá para a Lei nº 8.666/93 e para os contratos emespécie.Hipóteses de extinção:
I.Conclusão do objeto:II.Advento do termo contratual: vencimento do prazo:
III.
Rescisão:
a administração pode rescindir o contrato de forma unilateral. É achamada rescisão administrativa. Quando a administração, de forma unilateral,pode rescindir o contrato?
Falta de interesse público:
Se não houver interesse público. No caso derescisão por rao de interesse blico. A administração tem queindenizar os prejuízos causados. Então, a rescisão com interesse público épossível (é cláusula exorbitante), mas deve haver indenização.
Obs:
Se o contrato for de
concessão
, essa rescisão (por interessepúblico, de forma unilateral, feita pelo poder público, tendo queindenizar) é chamada de
encampação
.
Descumprimento do contrato:
A administração também pode de formaunilateral decidir pela extinção do contrato devido o descumprimento decláusula contratual. Nesse caso a administração não precisa indenizar.
Ex.:
empresa que parou de coletar o lixo.
Obs:
Se o contrato for de
concessão
essa extinção é chamada de
caducidade
(extinção contratual porque a empresa descumpriu ocontrato).
Se o contratado não quer mais o contrato, qual a saída?
Ele não pode rescindirde forma unilateral, pois é cláusula exorbitante. Essa rescisão tem que acontecer navia judicial. É a
rescisão judicial
. Lembrando que a
rescisão consensual
, ou seja,amigável, também é possível.IV.
Anulação:
quando o contrato é ilegal.
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