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CORRENTE-ELETRICA

CORRENTE-ELETRICA

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Eletrodinâmica
CURSO DE FÍSICA –
 
(Unidade Campina Grande)
Professor: Geraldo Mota
 
ur1.
 
O conceito de corrente elétrica
Nos condutores metálicos, existe, movimentando-se desordenadamente,uma verdadeira nuvem de elétrons,
os elétrons livres.
Eles são assim chamadosporque pertencem à última camada da eletrosfera do átomo a que estão ligados,sendo essa ligação muito fraca, isto é, a força de atração eletrostática exercida pelonúcleo atômico não é suficiente para manter o elétron fortemente ligado ao átomo.Então, o elétron migra com certa facilidade de um átomo para outro. É isso que fazcorri que o material seja bom condutor elétrico.Os metais possuem uma quantidade muito grande de elétrons livres. Por exemplo, no volume de 1 cm
3
de cobre
  
um dos metais de melhor condutibilidadeelétrica
  
existem em média, 10
22
átomos. Como cada átomo de cobre possui umelétron livre, isso significa que em 1 cm
3
de cobre (podemos imaginar um pequenocubo com 1 cm de aresta) existem 10
22
elétrons livres, isto é, 10 sextilhões deelétrons livres.Em certas condições, esses elétrons podem ser colocados em movimentoordenado, constituindo então uma
corrente elétrica.
De fato, quaisquer cargaselétricas em movimento ordenado constituem uma corrente elétrica. Por exemplo,íons positivos e negativos podem se movimentar ordenadamente em um líquido,desde que sejam criadas condições para isso, constitui rido correntes elétricas.Interessa-nos apenas a corrente elétrica constituída por elétrons em movimento,que pode ser então chamada de corrente elétrica eletrônica. Assim, podemos definir.
Corrente elétrica
é o movimento ordenado de cargas elétricas;
Corrente elétrica eletrônica
é o movimento ordenado de elétrons.Na figura abaixo, representamos esquematicamente, fora de qualquer pro-porção, um trecho de fio metálico com os elétrons movimentando-se caoticamente(figura A), e ordenadamente (figura 8), constituindo uma corrente elétrica.
Observações:
Para haver corrente elétrica é necessário o estabelecimento de uma ddp nocircuito.
A corrente elétrica tem como elemento básico os portadores de carga elétrica elétrons dos sólidos e elétrons ou íons positivos ou negativos nos líquidos ou gases.
Os portadores de carga constituem uma parcela ínf ima da estrutura do condutor etêm um movimentomuitoirregular .
2. Corrente real e corrente convencional 
Sabemos então que a corrente elétrica nos condutores metálicos é constituídapela movimentação ordenada de elétrons.Essa é a
corrente real
.Entretanto,por  razões histór icas,que remontam à época em que a eletricidade era entendida como produzida pela movimentação de um fluido elétr ico,tornouse conveniente estabelecer- se uma convenção. Segundo essa convenção,a corrente elétricanos condutores metálicos é constituída pelo movimento odenado de particulas elementares positivas (com a mesma carga,em módulo,dos elétrons), portanto,em sentido contrário ao movimento real dos elétrons. Talcorrente,que faz uso dessas partículas positivas hipotéticas,é a chamada
corr ente convencional
.Daqui paa arente,portanto,
BA
 
Eletrodinâmica 
 
Curso de Física Prof. Geraldo Mot
consideraemos sempe a cor ente convencional,salvo se for feita uma menção específ ica em contár io. Na figura abaixo,fazemos a repr esentação da cor ente real,(Figura A) e da cor ente convencional.(Figur aB) Na epr esentação dacor ente convencional, costumamos colocauma seta aolado doio, para representao sentido domovimento das cagaspositivas hipotéticas e,portanto,o sentido da cor ente elétr ica convencional.
Observ aç ão:
Emboa a intensidade da corr ente elétr ica seja uma grandeza escalar , é impor tante definir um sentido associado a ela.Admite-se por convenção que osentido dacoente elétr ica se ja o sentidodospotador esde carga positiva.
3. Intensidade de corrente elétrica
Consideremos um condutor metálico pelo qualpassa uma cor ente elética. Não discutir emos ainda as condições a serem estabelecidas para que as par tículas se movimentem ordenadamente.Se destacarmos uma seção transversal S desse condutor ,por ela passarão,num dado intervalo de tempo
t,n partículas elementares, corespondendo a uma carga elétr ica
Q,que pode ser dada pelaórmula
Q =
 
n ×
 
e
,onde
e
é o valoda caga elética elementa.
(
e
= 1,6 × 10
 –19
C).
Deine-se aintensidade de cor ente elétr ica (i) pelaelação entre a carga elétrica
Q que passa pela seção S do f io condutor e o intervalo detempo
tem que ocorreu essa passagem: i =tQ
 A intensidade de corrente,tal comofoi definida, corresponde de fato a um valo médio.Sefizermos,na fómula de definição, o intervalo de tempo extremamente pequeno, tendendo a zero (
t
0), teremos umaintensidade de cor ente instantânea.Entretanto, em nosso estudo, na maior parte das vezes,estaemos considerando correntes que não mudam de sentido (correntes contínuas) e cujasintensidades não se modificam no decorrer do tempo (correntes constantes),nas quais o valor médio daintensidade de cor ente coincide com o valor daintensidade de corente em qualquer instante. A partir dessa fórmula,concluímosque a unidade de intensidade de corrente noSI éo
coulomb posegundo
 
(C s ),
que recebeu o nome de
ampère
(A), emhomenagem ao matemáticoe físicofrancês André-Marie Ampère (1775-1836),um dos esponsáveis pelo desenvolvimento da Eletr icidade. Assim como o coulomb,o ampèretambém é uma unidade muito grande.Por  isso costumamos usar seus submúltiplos.Os mais comuns são: 1 miliame (1mA) = 10
 –3
A 1 nanoampère (1 nA) = 10
 –9
A1 microampère (1
µ
A) = 10
 –6
 A 1 picoampère (1 pA)= 10
 –12
 A
Comentár os
:
 A orrenteeét ric a
é
medida
em
ampères.Um ampere significa um flu  x o de car a igual 
a 1
coulomb por seg undo.(Lembre-se de que
1
coulomb,
a
unidade padrãode carga,
é a
caga elét ca de
6,25
blhões de el étrons. ) Num fio que transport a
5
ampères, poe x emplo,
5
coulombs de c ar ga passam atr avésde qu alquesec ç ão tr ansvesal do f io
a
cada segundo.Isso
é
ma qu anti adegig antescade eétr ons! E 
2
A
+++++++++++++++
B
S
 
Eletrodinâmica 
 
Curso de Física Prof. Geraldo Mot
num fio qeransporta
10
amperes, duas v ezes mas elétrons passam por qualquer  sec ção do fio
a
cada segundo.É interessante observ ar que um f oransportando uma corrente não esá ee- ri ament e arreg ado.Sobondiçõesnomas,
os
elétr ons de conduçãoneg ati os se esoc amat as daedeamca formada pelosí ons positi vament e carreg aos. Potant o,e xi semtantoselétr onsqu antos são
os
 prót ons,entr o do fio.Estej a
o
oans potand o ma corr ente onão,
a
car a í quida d eenor malment e
é
nu a
a
adanst ante.
Observação
:
É freqüente dizer que a correnteluiatr asdeumcir cuito. Masnãodiga isso perto de alguémexigente com a gramática,pois a expressão"luxo de cor ente"é redundante. Melhor ser ia dizer que a carga flui
  
o que é a corente.
4. Energia e potência elétrica
Paa se movimentar emodenadamente pelos ios,as patículas elementares constituintes da cor ente elétrica devem estar sob a ação de umcampo elétrico ou,em outr os ter mos,devemestar submetidasa uma dier ença depotencial (ddp) ou tensão elética U.Para se obter essa ddp,o condutor, pelo qual circula a corr ente elétrica deve ser ligado aos pólos ou ter minais de um dispositivo chamado gerador.. Por enquanto,não entraremos em detalhes sobre como funcidna um aparelho desse tipo.Interessa-nos,por ora,apenas saber que o geadoestabelece uma ddp ou tensão U nas extremidades do f io,fazendo com que as patículas se movimentem ordenadamente.Para isso,ele possui doisterminais ou pólos:o pólo positivo,com potencial V
1
,e o pólo negativo, com potencial V
2
, sendo V
1
> V
2
.Quando o fio condutor éligado aos pólos,esse fornece energia às cargas livres do fio,fazendo comque elas se movimentem ordenadamente. váriostipos de gerador. Lembremos alguns,todos bem conhecidos,por  fazerem parte de nosso dia-a-dia:bater ia de automóvel,bateia de relógios (e outros aparelhos elétricos e eletrônicos),pilha seca.Qualquer que seja o gerador utilizado,a epresentação simbólica,que aparece freqüentemente nos circuitos,é semprea mesma:doistr açospar alelos, detamanhosdierentes,sendo omaioo pólopositivo e o menoo pólo negativo. Representação simbólica de um gerador À medida que as cargas elétr icas se movimentam no condutor, a energia que receberam do gerador (vamos chamá-Iadeenergiaelétrica) vai se transformando em outro tipo de enegia, conforme otipo de utilização que se estáazendo:térmica, luminosa,química etc. Consideremos um certotrecho XY de umcircuitoelétrico, no qualé ligado um aparelho elétrico qualquer. Nesse aparelho, a enegia elétr ica está se transformando em outro tipo de energia,não importa qual.O trabalho realizado pela força elétrica sobre a carga elétrica
q que se movimenta ao longo do aparelho,sob tensão U,entre os pontos X e Y (U
=
V
x
  –V
y
)
é dada por W =
q
U.Esse trabalho é motor ,pois o deslocamento da carga
q é espontâneo.Considerando um intervalo de tempo
t, a potência elétr ica desenvolvida no pr ocesso será dada por: P =
tW
 
P =
tUq
3
 – +
X YUi

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