economista especialista em meio ambiente, Sabetai Calderoni, do Instituto BrasilAmbiente.
“Não tem saída, os aterros ficarão cada vez mais caros a ponto setornarem inviáveis a qualquer prefeitura”
, acredita Calderoni. Segundo ele, uma prefeitura de uma cidade de
200 mil habitantes gasta, em média, R$ 8 milhões porano com o transporte de lixo
. Se ela reciclasse todos os resíduos sólidos, além deeconomizar os R$ 8 milhões, ainda ganharia R$15 milhões reciclando, inclusive o lixoorgânico. “Com a vantagem de que um centro de reciclagem tem uma área sete milvezes menor que a de um aterro sanitário”, explica o economista. O problema é que areciclagem não agrada a todos os setores da economia.Há grandes corporações com interesses econômicos diretamente relacionados aoaumento da produção do lixo. “Basta lembrar que a maioria das companhias de limpeza pública terceirizadas cobram por tonelada de lixo coletada”, revela o engenheirosanitário Paulo Roberto Moraes, da UFBA. Além disso, aterros sanitários controladostêm atraído investidores internacionais ao Brasil, de olho no mercado internacional decréditos de carbono (veja reportagem). Também há os fabricantes de embalagens quenão se interessam, por motivos óbvios, em criar produtos retornáveis. Para todos essesramos da economia, diminuir a quantidade de lixo representa ganhar menos dinheiro.“Interesses poderosos não deixaram que o Brasil tivesse até hoje uma políticanacional de tratamento de resíduos sólidos. Os projetos de lei que abordaram a questãonão foram adiante,” lamenta o engenheiro, para quem
são necessárias mudançaseducacionais e culturais em todos os níveis a fim de que o Brasil evolua nessaquestão
. O pesquisador recomenda as diretrizes básicas para que o capitalismomoderno não seja soterrado pelo seu próprio lixo: primeiro, devemos reduzir a produçãode resíduos; segundo, reciclar o lixo que for produzido e, por fim, tratar o que não puder ser reaproveitado. Necessariamente nessa ordem.
OUTRA PESQUISA
Uma pesquisa feita no município de Vitória-ES, considerando a classe sócio-econômica da população geradora em função de sua faixa de renda média mensal por domicílio (classes sociais A, B, C e D).
A partir de 01/02/2009, o novo valor do Salário Mínimono Brasil foi designado para
R$ 465,00
.
Classe A: Acima de 30 salários mínimosClasse B: De 15 a 30 salários mínimos.Classe C: De 6 a 15 salários mínimos.Classe D: De 2 a 6 salários mínimos.Classe E: Até 2 salários mínimos.Os resultados médios da caracterização física primária indicam que o lixourbano municipal é composto por 16,81% de papéis, 19,51% de plásticos, 3,08% demetais, 1,69% de vidros, 48,51% de matéria orgânica, 1,44% demadeira/couro/borracha, 3,84% de trapos e 5,15% de itens diversos.A quantidade média total de material reciclável potencialmente comercializável,composto pelos itens papéis, plásticos, metais e vidros, totalizou 41,07% para o lixomunicipal. Considerando-se o lixo gerado pela população de cada classe social o totalencontrado foi de 46,60% para o lixo da classe A; 42,63% para a classe B; 37,45% paraa classe C e 37,59% para a classe D. O peso específico médio encontrado para o lixomunicipal foi de 188,95Kg/m3 e a geração per capita média de lixo pela população foide 0,762Kg/Hab./dia. Os resultados médios da caracterização física secundária indicamque o lixo urbano municipal apresenta em sua composição física 15,10% de papéis,18,87% de plásticos, 2,87% de metais e 1,53% de vidros efetivamente comercializáveis,totalizando 30,37% no lixo municipal. Considerando-se o lixo gerado pela população de
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