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Suspensão da Eficácia da Decisão Liminar ou da Sentença em Mandado de Segurança - Eduardo Alvim

Suspensão da Eficácia da Decisão Liminar ou da Sentença em Mandado de Segurança - Eduardo Alvim

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Artigo sobre Suspensão de Segurança
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Suspensão da Eficia da Decisão Liminar ou da Sentença em Mandado deSegurança - Aspectos controvertidos do Art. 4º da Lei 4.348/64 - Eduardo ArrudaAlvim
http://www.arrudaalvim.com.br/pt/artigos/3.asp?lng=ptAcesso em: 03 maio 2009.SUMÁRIO: 1. Liminar em mandado de seguraa. A exeqüibilidade imediata dasentença concessiva do mandado de segurança como expressão da efetividade dasgarantias constitucionais por ele amparadas. 2. Suspensão de segurança. Conceito enatureza. Breves anotações. 3. Cabimento e limites objetivos do pedido. 4. Requisitos para o deferimento da suspensão: necessidade de demonstração do fumus boni iuris. 5.Da necessária observância ao contraditório e a demonstração inequívoca da lesãoiminente. 6. Legitimidade para requerer o pedido de suspensão. 7. Da recorribilidade doato. Do (não) cabimento de recurso diante da decisão que nega o pedido de suspensão.8. A decisão concessiva da medida liminar: a apresentação do Agravo e do pedido desuspensão da Lei n. 4.348. 9. A eficácia temporal da decisão que acolhe o pedido desuspensão. 10. A introdução, em referido art. 4 º, dos §§1º e 2º, pela MP 2.180-35, de 24de agosto de 2001. 11. Conclusões. 12. Referências bibliográficas.
1. Liminar em mandado de segurança. A exeqüibilidade imediata da sentençaconcessiva do mandado de segurança como expressão da efetividade das garantiasconstitucionais por ele amparadas.
Como já tivemos oportunidade de escrever em trabalho a este precedente, a liminar é,em nosso sentir, instituto verdadeiramente imanente ao mandado de segurança . Nãoteria mesmo, sentido, supor tivesse o legislador idealizado uma garantia do porte domandado de segurança, e não tivesse ensejado ao impetrante a possibilidade de pleitear a suspensão liminar do ato impugnado pelo mandado de segurança. Instrumentoontologicamente vocacionado a contrastar atos administrativos auto-executórios ou, nomínimo, exigíveis, seria virtualmente inútil se não existisse a possibilidade de suspensãoliminar dos atos impugnados através deste instrumento processual.Deste modo, conquanto prevista expressamente apenas em lei ordinária (art. 7º, inc.II,da Lei 1.533/51) , é imperioso entender-se que a liminar em mandado de segurança possui status constitucional, e, sendo assim, o pode ser acutilada por leisinfraconstitucionais. Pode-se dizer, inclusive, que se o acesso à Justiça - falamos aqui noacesso efetivo à Justiça - é assegurado em caso de lesão ou ameaça de lesão a direito(CF, art.5º, inc.XXXV), com muito mais razão deverá sê-lo se se tratar de direito líquidoe certo, isto é, se o particular puder deduzir, contra a Administração, pretensãodemonstrável de plano através dos documentos anexados ao pedido inicial do mandadode segurança. Afiguram-se, então, insofismavelmente inconstitucionais quaisquer leis
 
que pretendam restringir as hipóteses de cabimento da medida liminar em mandado desegurança.Sejam referidas, a prosito, as palavras de JoRoberto dos Santos Bedaque:"Inafastável, portanto, a necessidade de um provimento jurisdicional destinado aeliminar qualquer risco decorrente da demora na oferta da prestação requerida. Trata-se,sem dúvida, de proteção inerente à garantia constitucional da ação, que não pode ser objeto de restrição por parte do legislador ordinário" . Mas adiante, continua o notávelProfessor da Universidade de São Paulo: "O modelo processual estabelecido pelaConstituição brasileira inclui, sem dúvida nenhuma, a garantia da tutela cautelar. Aoestabelecer a garantia da ação, o legislador constitucional torna inafastável a atividade jurisdicional do Estado não só para as hipóteses de lesão, mas também de ameaça adireito (art.5o, XXXV)" .A liminar em mandado de segurança, consoante também já tivemos oportunidade desustentar, pode assumir tanto feição antecipatória de tutela ou tipicamente cautelar . Naverdade, a liminar em mandado de segurança, como observamos, ainda que assumafeição antecipatória, não deixa de ter um certo caráter cautelar . Aliás, seja permitido,uma vez mais, na exata linha da posição que firmamos no trabalho mencionado na notade rodapé anterior, referir o notável livro do Prof. José Roberto dos Santos Bedaque, notrecho em que o autor, a propósito da polêmica existente entre conferir-se ou não caráter cautelar à tutela antecipada, indaga: "Seque toda essa polêmica não constituiresquício da fase puramente técnica ou instrumental por que passou a ciência processual? Não estamos retomando o momento metodológico que se acredita superado ? Não setrata, enfim, de questões que nada significam para o resultado do processo ?" . A essasindagações, mais adiante, responde, afirmando: "...as semelhanças são muito maiores doque as diferenças. Requisitos e escopos de uma e outra praticamente se confundem. Nessa medida a tutela antecipada, mesmo se rejeitada sua natureza cautelar, constituimodalidade de pronunciamento judicial cujas regras de regência são praticamente asmesmas concebidas para a tutela cautelar" .Do exposto, conclui-se que a liminar em mandado de segurança não pode ser acutilada por leis infraconstitucionais, seja porque não seria concebível o instituto do mandado desegurança sem que fosse aparelhável de medida liminar apta a coarctar de plano osefeitos do ato impugnado, seja porque as liminares cautelares, entre as quais se inclui aliminar em mandado de segurança (que, todavia, pode assumir uma feição antecipatóriasem que isso implique a subtrão de sua cautelaridade), encontram respaldo no preceito constitucional que garante o amplo e incondicionado acesso ao Judiciário emcaso de lesão ou ameaça de lesão a direito (art.5º, inc.XXXV).Infelizmente, os exemplos, no plano da legislação infraconstitucional, de diplomas querestringem, nesta ou naquela hipótese, a utilização da medida liminar em mandado desegurança, multiplicam-se. Uma das hipóteses mais mencionadas pela doutrina é a doart. 1º, alínea "b", da Lei 4.348/64, que estabelece que "a medida liminar somente teráeficácia pelo prazo de (90) noventa dias a contar da data da respectiva concessão, prorrogável por mais (30) trinta dias quando provado o acúmulo de processos pendentesde julgamento justificar a prorrogação". Trata-se de regra verdadeiramente absurda eilógica que, nada obstante, têm sido aplicada pelos nossos tribunais.
 
Restrições outras, como aquela constante da Lei 5.021/66, que no § 4º do art. 1º, assimdispõe: "Não se concederá medida liminar para efeito de pagamento de vencimentos evantagens pecuniárias", de igual modo não se afiguram consonantes com o nossosistema constitucional.Mas não é só. Nos termos do que tivemos oportunidade de consignar linhas acima,ainda que sucintamente, as limitações à concessão de medidas liminares foramestendidas a outros procedimentos e tiveram a sua aplicabilidade, portanto, ampliada àsmedidas de urgência (de natureza cautelar e/ou antecipatória), em face do Poder Público. E ainda: chamado a manifestar-se acerca da compatibilidade de ditas leis com osistema constitucional e legal em vigor, o Poder Judiciário, seja em controle difuso ouabstrato, tem se pronunciado pela constitucionalidade das mesmas. A exemplo do que seexpôs, citamos a decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n.º 04, publicada no DJU de 04/11/99, que reconheceu a constitucionalidade de mais um preceito limitador à concessão de liminares em face da Administração, consubstanciadono art. 1º da Lei n.º 9.494.De outro lado, a exeqüibilidade imediata da sentença concessiva do mandado desegurança também é, segundo nos parece, corolário da dignidade constitucional doinstituto e mais, porque não dizer, dos próprios direitos e garantias por ele amparados .Sendo reconhecido direito líquido e certo ao impetrante, a sentença deve produzir efeitos de imediato. A propósito, são pertinentes as considerações de Cássio ScarpinellaBueno: "Não duvidamos que a ratio da subtração ex lege do efeito suspensivo daapelação na hipótese de concessão do mandado de segurança deriva de sua idéia básicae função de destaque no Estado de Direito. É, como já tivemos oportunidade deacentuar, ação tipicamente disponível para o administrado defender-se dos abusos edesvios do Estados, preservando - ou procurando preservar - a plena fruição do beminvocado. Se, por hipótese, não fosse possível, uma vez concedida a ordem (que pressupõe direito quido e certo), fruir o direito reconhecido ao impetrante,independentemente da interposição de recursos pelo Estado, o mandado de segurançatornar-se-ia ação ineficaz, deixando de cumprir seu papel como garantia constitucional".Evidentemente, é possível à Fazenda Pública - como sucede com qualquer particular,em qualquer ação - pleitear a obtenção de efeito suspensivo à apelação, em caso desentença concessiva do mandado de segurança. A regra constante do art. 558, parágrafoúnico do CPC remete às hipóteses do art. 520, I a VII, mas deve ser interpretadaextensivamente. Deste modo, há possibilidade, presentes os requisitos do caput do art.558, de atribuição de efeito suspensivo não apenas às hipóteses elencadas nos incs. I aVII do art. 520, mas a toda e qualquer apelação, ainda que disciplinada especificamente por lei extravagante, como é o caso da apelação em mandado de segurança, desde queconfigurados os requisitos estampados no caput do art. 558 do CPC.Tenha-se presente, todavia, que o caput do art. 558 alude à relencia dafundamentação, o que, segundo nos parece, quer significar que a atribuição de efeitosuspensivo pressupõe que o juiz tenha a apelação por plausível, sem o que não deveráatribuir-lhe efeito suspensivo.Da mesma forma, concedida medida liminar em mandado de segurança, e contra essadecisão interposto recurso de agravo de instrumento, a possibilidade de suspensão dos

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